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Violência atinge dois
menores por dia na região

Em 2011, o SUS atendeu 810 vítimas de agressão física ou
sexual; dados são da 1ª edição do Mapa da Violência 2012


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

19/07/2012 | 07:00


A violência física ou sexual atinge, em média, dois menores por dia no Grande ABC. Em 2011, o SUS (Sistema Único de Saúde) atendeu 376 vítimas de agressões físicas e 434 sexuais, totalizando 810 casos na região. Os dados constam da primeira edição do Mapa da Violência 2012 - Crianças e Adolescentes do Brasil, elaborado pelo Cebela (Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos).

Conforme o estudo, quem mais registrou atendimentos foi São Bernardo, com 272 e 240, respectivamente. Desta forma, a cidade é listada em 28º lugar na lista dos 70 municípios brasileiros com maiores índices de atendimento na rede de Saúde por agressões físicas, e 34º entre as violências sexuais. A taxa de violência física é de 124,5 a cada 100 mil habitantes com idade entre 1 e 19 anos e a de agressão sexual, 240 para cada 100 mil.

Segundo o presidente da Fundação Criança e vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ariel de Castro Alves, o número deve ser visto com cautela. "Isso não quer dizer que há mais ocorrências na cidade, mas sim que a rede está melhor preparada para atender e notificar os casos. Além disso, a população aprendeu a denunciar casos que antes ficavam escondidos, e agora passam a integrar as estatísticas."

A notificação dos casos de violência foi implantada no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, em 2009, e deve ser realizada de forma universal, contínua e compulsória nas situações de suspeita envolvendo crianças, adolescentes, mulheres e idosos. Porém, Alves acredita que os números podem estar abaixo da realidade. "Quanto mais se amplia a rede, mais os casos vem à tona, porque é possível atender as crianças e jovens, além de suas famílias, da maneira correta."

Ribeirão Pires também aparece na lista das 70 cidades com maiores índices de violência física, em 57º lugar e 24 casos registrados em 2011, ou 74,1 a cada 100 mil habitantes com idade entre 1 e 19 anos. A cidade registrou ainda 14 casos de agressão sexual no período, sendo cinco estupros, três assédios sexuais e, os demais, registrados apenas como violência sexual.

OUTRAS CIDADES

Entre as demais cidades,Santo André teve 40 casos de violência física e 111 de agressões sexuais; São Caetano, 8 e 0, respectivamente; Diadema, 9 e 10; Mauá, 6 e 55; e Rio Grande da Serra, 17 e 4.

O presidente da Fundação Criança acredita que, para atender corretamente a todos os casos de violência contra menores na região, é preciso instalar delegacias especializadas na proteção a crianças e adolescentes. Trata-se de uma das reivindicações do GT (Grupo de Trabalho) Criança Prioridade 1, do Consórcio Intermunicipal, presidido por Alves. O presidente da Fundação Criança acredita ainda que, na medida em que as vítimas são atendidas pela rede pública, isso ajuda a inibir a ocorrência de homicídios.



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Violência atinge dois
menores por dia na região

Em 2011, o SUS atendeu 810 vítimas de agressão física ou
sexual; dados são da 1ª edição do Mapa da Violência 2012

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

19/07/2012 | 07:00


A violência física ou sexual atinge, em média, dois menores por dia no Grande ABC. Em 2011, o SUS (Sistema Único de Saúde) atendeu 376 vítimas de agressões físicas e 434 sexuais, totalizando 810 casos na região. Os dados constam da primeira edição do Mapa da Violência 2012 - Crianças e Adolescentes do Brasil, elaborado pelo Cebela (Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos).

Conforme o estudo, quem mais registrou atendimentos foi São Bernardo, com 272 e 240, respectivamente. Desta forma, a cidade é listada em 28º lugar na lista dos 70 municípios brasileiros com maiores índices de atendimento na rede de Saúde por agressões físicas, e 34º entre as violências sexuais. A taxa de violência física é de 124,5 a cada 100 mil habitantes com idade entre 1 e 19 anos e a de agressão sexual, 240 para cada 100 mil.

Segundo o presidente da Fundação Criança e vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ariel de Castro Alves, o número deve ser visto com cautela. "Isso não quer dizer que há mais ocorrências na cidade, mas sim que a rede está melhor preparada para atender e notificar os casos. Além disso, a população aprendeu a denunciar casos que antes ficavam escondidos, e agora passam a integrar as estatísticas."

A notificação dos casos de violência foi implantada no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, em 2009, e deve ser realizada de forma universal, contínua e compulsória nas situações de suspeita envolvendo crianças, adolescentes, mulheres e idosos. Porém, Alves acredita que os números podem estar abaixo da realidade. "Quanto mais se amplia a rede, mais os casos vem à tona, porque é possível atender as crianças e jovens, além de suas famílias, da maneira correta."

Ribeirão Pires também aparece na lista das 70 cidades com maiores índices de violência física, em 57º lugar e 24 casos registrados em 2011, ou 74,1 a cada 100 mil habitantes com idade entre 1 e 19 anos. A cidade registrou ainda 14 casos de agressão sexual no período, sendo cinco estupros, três assédios sexuais e, os demais, registrados apenas como violência sexual.

OUTRAS CIDADES

Entre as demais cidades,Santo André teve 40 casos de violência física e 111 de agressões sexuais; São Caetano, 8 e 0, respectivamente; Diadema, 9 e 10; Mauá, 6 e 55; e Rio Grande da Serra, 17 e 4.

O presidente da Fundação Criança acredita que, para atender corretamente a todos os casos de violência contra menores na região, é preciso instalar delegacias especializadas na proteção a crianças e adolescentes. Trata-se de uma das reivindicações do GT (Grupo de Trabalho) Criança Prioridade 1, do Consórcio Intermunicipal, presidido por Alves. O presidente da Fundação Criança acredita ainda que, na medida em que as vítimas são atendidas pela rede pública, isso ajuda a inibir a ocorrência de homicídios.

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