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Manifestação acaba
em depredações
em Porto Alegre

Reprodução/Globo News Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


18/06/2013 | 01:33


Manifestantes queimaram um ônibus e dezenas de contêineres de lixo durante protesto contra o aumento das tarifas de transporte urbano na noite desta segunda-feira, em Porto Alegre. Também depredaram vitrinas de lojas e um veículo da Brigada Militar. Pelo menos cinco pessoas foram detidas pela polícia e quatro ficaram feridas, sem gravidade, durante o tumulto.

O protesto começou na Praça Montevidéu, diante do prédio da prefeitura, e seguiu pacificamente pelas avenidas Borges de Medeiros, Salgado Filho e João Pessoa. Quando os cerca de cinco mil participantes começaram a entrar na Avenida Ipiranga, um grupo se destacou e, mesmo sob contestação dos demais, apedrejou uma loja de motocicletas. Foi o início das confusões.

A Brigada Militar fez um cordão de isolamento para evitar o avanço do protesto pela Avenida Ipiranga, onde fica a sede da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), possível alvo de manifestantes, e houve confronto. Quase toda a multidão recuou em direção ao centro pela avenida Lima e Silva, paralela à João Pessoa, e se dispersou.

Diante da tropa de choque, um grupo menor, com algumas pessoas mascaradas, recuou pela João Pessoa e no caminho quebrou vidros de um veículo da Brigada Militar, virou e ateou fogo aos contêineres de lixo que encontrava pelo caminho, apedrejou estabelecimentos comerciais e tentou queimar um ônibus que estava parado na via.

A Brigada Militar continuou fazendo uma espécie de varredura pela avenida, fazendo com que os manifestantes recuassem. Alguns deles atacaram mais dois ônibus, fizeram os ocupantes descer e queimaram um e depredaram outro. A circulação de ônibus pela região foi suspensa e muitos passageiros ainda esperavam pela retomada do transporte coletivo por volta da meia noite.

Embora dispersa, a minoria de manifestantes disposta ao confronto, seguiu em direção ao centro atacando lojas e contêineres. Alguns tentaram apedrejar o Palácio Piratini, sede do governo estadual, mas foram contidos pela polícia. Uma loja da CEEE e o Palácio da Justiça, sede do Judiciário gaúcho, foram apedrejados.

O governador Tarso Genro (PT) disse que a Brigada Militar teve de reagir quando percebeu que havia ameaça à integridade física de pessoas que estavam em locais por onde a manifestação ia passar, evitando que as depredações pudessem descambar para a violência generalizada.

A manifestação, convocada pelas redes sociais, pediu a redução do valor das tarifas do transporte urbano, contestou a Copa do Mundo no Brasil e defendeu a aplicação de mais verbas para saúde e educação no Brasil. Em Porto Alegre, a prefeitura reajustou a tarifa de R$ 2,85 para R$ 3,05 no dia 22 de março, mas voltou ao valor anterior em 5 de abril, por decisão da Justiça, que concedeu liminar em ação movida por dois vereadores do PSOL. Depois disso, o governo federal desonerou impostos sobre componentes de custos do transporte coletivo. Em 13 de junho, o Tribunal de Contas do Estado determinou que a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) mantenha os R$ 2,85.



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Manifestação acaba
em depredações
em Porto Alegre


18/06/2013 | 01:33


Manifestantes queimaram um ônibus e dezenas de contêineres de lixo durante protesto contra o aumento das tarifas de transporte urbano na noite desta segunda-feira, em Porto Alegre. Também depredaram vitrinas de lojas e um veículo da Brigada Militar. Pelo menos cinco pessoas foram detidas pela polícia e quatro ficaram feridas, sem gravidade, durante o tumulto.

O protesto começou na Praça Montevidéu, diante do prédio da prefeitura, e seguiu pacificamente pelas avenidas Borges de Medeiros, Salgado Filho e João Pessoa. Quando os cerca de cinco mil participantes começaram a entrar na Avenida Ipiranga, um grupo se destacou e, mesmo sob contestação dos demais, apedrejou uma loja de motocicletas. Foi o início das confusões.

A Brigada Militar fez um cordão de isolamento para evitar o avanço do protesto pela Avenida Ipiranga, onde fica a sede da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), possível alvo de manifestantes, e houve confronto. Quase toda a multidão recuou em direção ao centro pela avenida Lima e Silva, paralela à João Pessoa, e se dispersou.

Diante da tropa de choque, um grupo menor, com algumas pessoas mascaradas, recuou pela João Pessoa e no caminho quebrou vidros de um veículo da Brigada Militar, virou e ateou fogo aos contêineres de lixo que encontrava pelo caminho, apedrejou estabelecimentos comerciais e tentou queimar um ônibus que estava parado na via.

A Brigada Militar continuou fazendo uma espécie de varredura pela avenida, fazendo com que os manifestantes recuassem. Alguns deles atacaram mais dois ônibus, fizeram os ocupantes descer e queimaram um e depredaram outro. A circulação de ônibus pela região foi suspensa e muitos passageiros ainda esperavam pela retomada do transporte coletivo por volta da meia noite.

Embora dispersa, a minoria de manifestantes disposta ao confronto, seguiu em direção ao centro atacando lojas e contêineres. Alguns tentaram apedrejar o Palácio Piratini, sede do governo estadual, mas foram contidos pela polícia. Uma loja da CEEE e o Palácio da Justiça, sede do Judiciário gaúcho, foram apedrejados.

O governador Tarso Genro (PT) disse que a Brigada Militar teve de reagir quando percebeu que havia ameaça à integridade física de pessoas que estavam em locais por onde a manifestação ia passar, evitando que as depredações pudessem descambar para a violência generalizada.

A manifestação, convocada pelas redes sociais, pediu a redução do valor das tarifas do transporte urbano, contestou a Copa do Mundo no Brasil e defendeu a aplicação de mais verbas para saúde e educação no Brasil. Em Porto Alegre, a prefeitura reajustou a tarifa de R$ 2,85 para R$ 3,05 no dia 22 de março, mas voltou ao valor anterior em 5 de abril, por decisão da Justiça, que concedeu liminar em ação movida por dois vereadores do PSOL. Depois disso, o governo federal desonerou impostos sobre componentes de custos do transporte coletivo. Em 13 de junho, o Tribunal de Contas do Estado determinou que a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) mantenha os R$ 2,85.

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