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Santo André descumpre
acordo com promotoria

Obras continuaram ontem no Cine Teatro Carlos Gomes;
paralisação de 30 dias foi pedida pelo Ministério Público


Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

07/07/2012 | 07:00


Mesmo após o acordo firmado entre Prefeitura de Santo André e promotoria, operários continuaram trabalhando ontem na reforma do prédio do Cine Teatro Carlos Gomes, patrimônio histórico tombado.

Na quinta-feira, a paralisação de 30 dias das obras foi pedida pelo MP (Ministério Público), por meio do promotor de Meio Ambiente Fábio Luiz Rossi, e acatada pela administração. O projeto não tem aprovação do Condephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André).

Na tarde de ontem a equipe do Diário flagrou dois operários que concluíam o serviço, por volta das 16h. Eles confirmaram que o trabalho, inclusive, será retomado na terça-feira.

A reforma teve início em dezembro e demoliu a fachada do prédio, parte do teto, além de remover a estrela de gesso símbolo do Carlos Gomes. "Ninguém é contra a reforma, somos a favor da criação de espaço de lazer e convívio. O que não queremos é a descarecterização de patrimônio público tombado", disse o vereador Tiago Nogueira (PT). O parlamentar integra a comissão de vereadores que pediu a intervenção do MP no caso.

De acordo com o vereador, a Câmara recebeu na tarde de ontem várias denúncias sobre a continuação dos trabalhos no local, mesmo após a Prefeitura ter assumido o compromisso de interromper as intervenções. O petista informou que irá notificar o promotor responsável pelo caso na terça-feira. "Vamos pressionar. Até entendemos que medidas de segurança devam ser feitas ainda que no período de paralisação. Mas o arquiteto da obra disse que não há necessidade. É lamentável", disse.

Após a paralisação, o Ministério Público concedeu prazo de dez dias para que seja concluída vistoria técnica no local a fim de analisar o andamento das obras no imóvel tombado. A visita não tem data prevista, mas será acompanhada pela professora de Direito Ambiental da UFABC (Universidade Federal do ABC) Silvia Passarelli e o especialista em restauro, Júlio de Morais. Procurada, a Prefeitura informou que irá se pronunciar sobre o problema apenas na terça-feira.

O Cine Teatro Carlos Gomes, que chega ao seu centenário este ano, foi fechado em 2009 por problemas estruturais e já passou por três reformas. Aberto em 1912, foi o quinto cinema a entrar em funcionamento no País. O prédio localizado na Rua Senador Fláquer, no Centro, foi tombado em 1992.

 

 



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Santo André descumpre
acordo com promotoria

Obras continuaram ontem no Cine Teatro Carlos Gomes;
paralisação de 30 dias foi pedida pelo Ministério Público

Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

07/07/2012 | 07:00


Mesmo após o acordo firmado entre Prefeitura de Santo André e promotoria, operários continuaram trabalhando ontem na reforma do prédio do Cine Teatro Carlos Gomes, patrimônio histórico tombado.

Na quinta-feira, a paralisação de 30 dias das obras foi pedida pelo MP (Ministério Público), por meio do promotor de Meio Ambiente Fábio Luiz Rossi, e acatada pela administração. O projeto não tem aprovação do Condephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André).

Na tarde de ontem a equipe do Diário flagrou dois operários que concluíam o serviço, por volta das 16h. Eles confirmaram que o trabalho, inclusive, será retomado na terça-feira.

A reforma teve início em dezembro e demoliu a fachada do prédio, parte do teto, além de remover a estrela de gesso símbolo do Carlos Gomes. "Ninguém é contra a reforma, somos a favor da criação de espaço de lazer e convívio. O que não queremos é a descarecterização de patrimônio público tombado", disse o vereador Tiago Nogueira (PT). O parlamentar integra a comissão de vereadores que pediu a intervenção do MP no caso.

De acordo com o vereador, a Câmara recebeu na tarde de ontem várias denúncias sobre a continuação dos trabalhos no local, mesmo após a Prefeitura ter assumido o compromisso de interromper as intervenções. O petista informou que irá notificar o promotor responsável pelo caso na terça-feira. "Vamos pressionar. Até entendemos que medidas de segurança devam ser feitas ainda que no período de paralisação. Mas o arquiteto da obra disse que não há necessidade. É lamentável", disse.

Após a paralisação, o Ministério Público concedeu prazo de dez dias para que seja concluída vistoria técnica no local a fim de analisar o andamento das obras no imóvel tombado. A visita não tem data prevista, mas será acompanhada pela professora de Direito Ambiental da UFABC (Universidade Federal do ABC) Silvia Passarelli e o especialista em restauro, Júlio de Morais. Procurada, a Prefeitura informou que irá se pronunciar sobre o problema apenas na terça-feira.

O Cine Teatro Carlos Gomes, que chega ao seu centenário este ano, foi fechado em 2009 por problemas estruturais e já passou por três reformas. Aberto em 1912, foi o quinto cinema a entrar em funcionamento no País. O prédio localizado na Rua Senador Fláquer, no Centro, foi tombado em 1992.

 

 

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