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Mas a festa continua

O presidente George W. Bush, os candidatos John McCain e Barack Obama, os líderes dos dois maiores partidos americanos fecharam acordo


Carlos Brickmann

01/10/2008 | 00:00


O presidente George W. Bush, os candidatos John McCain e Barack Obama, os líderes dos dois maiores partidos americanos fecharam o acordo para enfrentar a crise do sistema financeiro. A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, deu um recado duro aos financistas de Wall Street: "A festa acabou".

O problema é que esqueceram de combinar com os parlamentares. Não houve problemas ideológicos, não houve preocupação com quem era atendido e com quem era deixado ao sol e ao sereno: muitos deputados (especialmente os republicanos, em geral menos receptivos à intervenção estatal na economia) decidiram jogar seu jogo pessoal, eleitoral. Votaram contra, sabendo que os outros votariam a favor. E ficariam no melhor dos mundos, com o projeto aprovado e fazendo efeito, e podendo dizer a seus eleitores que eles, ao contrário da maioria de seus pares, tinham coerência ideológica e não aceitavam a socialização dos prejuízos. Nada muito estranho: em qualquer país democrático, o primeiro pensamento dos políticos é o "isto dá voto?" Se der voto, é bom.

Mas muita gente pensou igual e o projeto caiu. Caiu por alguns dias, já que outro bem parecido acabará sendo aprovado (os parlamentares também se preocupam muito com o que pensam os financiadores de campanha). Até lá, a crise de confiança segue seu curso, deixando aquele terrível rastro de empresas quebradas, de empregos destruídos, de marcas tradicionais liquidadas ou absorvidas por firmas mais sólidas. Depois, a festa voltará - não amanhã, mas um dia.

SEGREDO: BELO HORIZONTE
O candidato favorito às eleições de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, PSB, foi um dos apontados por Marcos Valério, na CPMI dos Correios, como pessoa de suas relações. Da lista constam, entre outros, Jacinto Lamas (ex-tesoureiro do PL), o assessor João Cláudio Genu (incluído no rol dos 40 acusados do Mensalão) e o ex-deputado Valdemar Costa Neto, que renunciou para não ser cassado. Conferir em www.cpmidoscorreios.org.br/relatorios/relatorio_parcial_movfin.htm

SEGREDO: PORTO ALEGRE
Já se sabe por que tantos jornalistas de expressão nacional, como o blogueiro Ricardo Noblat e o ex-assessor de imprensa do presidente Lula, Ricardo Kotscho, apóiam a candidatura da deputada comunista Manuela d'Ávila à Prefeitura de Porto Alegre; é que nenhum deles mora lá.

SEGREDO: RIO DE JANEIRO
Por que José Dirceu, PT, decidiu apoiar a candidatura da comunista Jandira Feghali à Prefeitura do Rio, abandonando o petista Alessandro Molon? Eduardo Paes, PMDB, com apoio do governador Sérgio Cabral, vai ao segundo turno. Dirceu teme que o segundo nome seja o de Fernando Gabeira, PV, seu antigo amigo, hoje adversário. Molon não tem chance; o bispo Marcelo Crivella, PRB, da Igreja Universal, tem contato direto com o presidente Lula, sem precisar de Dirceu. Restou Jandira, que disputa o segundo lugar com Crivella e Gabeira.

DÚVIDA: SÃO PAULO
A situação de Geraldo Alckmin, PSDB, parece definida: o cacique maior de seu partido, Fernando Henrique, já está negociando a adesão tucana à candidatura do prefeito Gilberto Kassab, DEM, no segundo turno da eleição de São Paulo. Fernando Henrique conversou com Jorge Bornhausen, José Jorge e José Agripino, comandantes nacionais do DEM, para discutir a aliança. Só resta uma dúvida: quem adere primeiro a Kassab, o PSDB ou o PTB? O PTB indicou seu dirigente maior em São Paulo, Campos Machado, para vice da chapa de Alckmin. Campos é leal a Alckmin, mas não gosta de ficar do lado errado. E, afinal de contas, é amigo de Serra e se dá bem com Kassab.

DÚVIDA: PARANÁ
O governador Roberto Requião, PMDB, multado em R$ 50 mil pela Justiça Eleitoral por usar a TV Educativa para fins partidários, ainda não pagou. Agora, o Ministério Público Federal requereu judicialmente o confisco de 23 revólveres e pistolas pertencentes ao governador, para leiloá-los e quitar a multa. A dúvida: que é que o governador faz com tantas armas em casa?



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