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Criticado, Tite celebra
o voto de confiança

O corintiano relaciona a conquista da Libertadores à
sequência do trabalho feito após os resultados ruins


Das Agências

06/07/2012 | 07:01


O técnico Tite tinha inúmeros motivos para comemorar, ontem, apenas um dia após ter dado ao Corinthians o título mais importante de sua história.

Além de ratificar a condição de treinador top do futebol brasileiro, celebrou a confiança depositada pela diretoria que quase o demitiu no ano passado após sequência de resultados ruins no início do trabalho.

A continuidade, aliás, foi apontada pelo treinador como uma das causas que deram ao clube o tão sonhado título sul-americano. "Minha história no Corinthians mostra filosofia que tem início, meio e fim. Se fosse analisado meu trabalho inicial de forma intempestiva, não estaria aqui e teria acabado no meio do caminho. Esta é a lição que o Corinthians presta ao futebol brasileiro. Dê tempo para o profissional trabalhar que o resultado aparece", garantiu.

Ainda sonolento e de ressaca, Tite assumiu que dormiu pouco e que demorou para assimilar o tamanho da conquista corintiana. "Foi apenas uma hora e meia de sono. Em conversa com meu filho, filha e mulher percebi o que fizemos. Ganhar a Libertadores invicto não é fácil. Não são apenas seis ou sete jogos, são 14, é muita coisa e com nível de enfrentamento alto", analisou.

Além de construir esquema tático praticamente intransponível - tanto que o time sofreu apenas quatro gols nos 14 jogos disputados no torneio sul-americano - Tite teve coragem para barrar jogadores considerados queridinhos pela diretoria e com altos salários, casos do atacante Liedson e do meia Douglas, que terminaram a campanha como reservas.

Outra atitude tomada pelo treinador e que foi providencial aconteceu com a troca de goleiros. Cássio, que era a terceira opção, ganhou a confiança do treinador e substituiu Júlio César no primeiro jogo das oitavas de final, contra o Emelec. Em oito duelos, o gigante de 1,95 m sofreu apenas dois gols, um na semifinal contra o Santos e outro diante do Boca Juniors, em La Bombonera.

Estas atitudes deram confiança dos atletas. "O Tite é íntegro e sempre pôs para jogar aquele que estava melhor tecnicamente. E isso fez a diferença, pois ganhou o grupo e deu traquilidade aos jogadores", declarou o atacante Emerson, autor dos dois gols diante do Boa Juniors na decisão.

PAPO FIRME
Para Tite, o diferencial do trabalho foi a conversa com os jogadores que assimilaram muito bem as determinações passadas. "Tirar as melhores características dos atletas em prol do conjunto foi grande desafio que fico feliz em ter conquistado", analisou.

Vencido o duro obstáculo da Libertadores, o treinador já vislumbra a disputa do Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão.

Questionado sobre o Chelsea, da Inglaterra, possível adversário da decisão, Tite foi honesto. "Sobre o Chelsea, não tive tempo de pensar. Mas na preparação vou ter. Procurei tanto esta Libertadores, agora começo a viajar e pensar no Mundial", comentou.

Aproveitando o bom astral na coletiva, o treinador finalizou elogiando, mas ao mesmo tempo dando bronca no novo herói corintiano. "O Emerson é o jogador do lance individual, do rompante, da jogada terminal. Em alguns momentos aparece mais do que todo mundo em campo. Ele só precisa chegar mais no horário, vai tomar dura minha", brincou.

Emerson recebe proposta, mas decide ficar

O atacante Emerson revelou que recebeu proposta tentadora China, mas preferiu recusá-la para seguir no Corinthians. Herói da conquista da Libertadores, ele destacou que pela segunda vez deixa de aceitar boa oferta para seguir no clube.

"Ano passado recebi sondagem muito boa dos Emirados Árabes e fiquei pelos meus filhos. Agora, permanecerei pelo Corinthians", prometeu.

Pesou o fato de vislumbrar a conquista do Brasileiro pelo Timão e a chance de ser campeão mundial. "Agora temos de tirar o Corinthians da zona do rebaixamento. Não gosto de perder, somos os atuais campeões e, com respeito aos adversários, buscaremos este título também", projetou.

E o dia seguinte ao título não foi só de comemorações para Emerson. O atacante confirmou que um oficial de Justiça esteve em sua casa para entregar intimação, mas garante não saber do que se trata.

"É alguma coisa nova. Tem vizinha que está querendo me processar por causa da minha música alta, outro está reclamando até de goteira. Todo mundo só pensa em me processar, mas estou muito bem amparado (pelos advogados)", assegurou.

Possível desmanche preocupa o Timão

Leandro Castán puxa a fila dos jogadores que devem deixar o Corinthians após a conquista da Libertadores. Acertado com a Roma há duas semanas, o zagueiro fez o último jogo com a camisa do Timão apesar da pressão do técnico Tite para o permanecer no elenco que irá para a disputa do Mundial de Clubes.

"Se depender de mim, amarro no pé da mesa e ele não sai daqui", brincou o treinador, que vê com preocupação o possível desmanche que está se desenhando.

Quem também não deve ficar é o atacante Willian, ofuscado na reta final da Libertadores por Romarinho. O empresário do jogador confirmou proposta do Metalist, da Ucrânia, e deixou a decisão de vendê-lo nas mãos da diretoria - os valores não foram divulgados. "Existe proposta de vários clubes. Está nas mãos do Corinthians. O que o clube decidir está decidido", explicou o empresário Nenê Zini.

Outro que está na pauta de clubes europeus é o volante Paulinho, peça chave no esquema do técnico Tite. O jogador, no entanto, garantiu que, por enquanto, não foi oficialmente procurado e, por isso, permanece. "Vou ficar. Não tenho proposta nenhuma. Nunca escondi de ninguém, enquanto não tiver proposta, fico no Corinthians", explicou.

Corinthians usará reservas diante do Sport, domingo

Após tentar adiar o jogo contra o Sport no fim de semana e ver seu pedido negado pela CBF, o Corinthians confirmou que terá escalação totalmente reserva em partida válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, domingo, às 18h30, na Ilha do Retiro.

Vivendo euforia pelo título da Libertadores, o técnico Tite prometeu descanso aos titulares que enfrentaram o Boca Juniors na decisão da Libertadores. "Está definido sobre o jogo diante do Sport. Quem atuou contra o Boca não tem condição nenhuma de entrar em campo. Eles têm de curtir. Foi mobilização de todo mundo", confirmou o técnico.

Justamente por priorizar a disputa do torneio sul-americano, o Corinthians não está bem na disputa do Brasileirão. O time ocupa apenas a 19ª posição, com apenas quatro pontos e um jogo a menos em relação aos concorrentes - a partida contra o Botafogo, que seria no fim de semana passado, foi adiada por conta da decisão da Libertadores.

Assim, Tite terá hoje e amanhã para definir o time que mandará a campo. Assim como fez nas últimas rodadas, ele deve escalar Júlio César, Weldinho, Paulo André, Wallace e Ramon; Marquinhos, Willian Arão, Douglas e Ramírez; Liedson e Romarinho. As dúvidas estão justamente no ataque, onde Elton e Willian estão na luta pela vaga de titular.

Todos os jogadores, titulares e reservas, ganharam folga ontem e se reapresentam hoje, na parte da tarde.

Festa tem cenas de violência e vandalismo

A festa da torcida corintiana durante a madrugada de ontem teve momentos lamentáveis. Um motorista de 20 anos atropelou 15 pessoas na região da Praça Sílvio Romero, localizada no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. Duas delas estão em estado grave. O infrator, que estava sem a carteira de habilitação, só não foi linchado por causa da ação rápida da Polícia Militar.

Na região da avenida Paulista e da rua da Consolação, na região central de São Paulo, várias lojas e uma agência bancária foram apedrejadas por vândalos após a confirmação do título corintiano. A porta de entrada da estação Consolação do metrô também foi quebrada.

A situação só se acalmou com a chegada no local de policiais e de funcionários da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) que controlaram os ânimos.

Em toda a cidade de São Paulo, 12 ônibus foram depredados. Os vidros foram quebrados e as portas destruídas. Segundo a SPTrans, a maior parte dos veículos já havia sido reparada e voltado às ruas no início da manhã de ontem.

Na Praça Charles Miller, em frente ao portão principal do Pacaembu, sete torcedores ficaram feridos após entrarem em confronto com a Polícia Militar.

BARULHO
Em carros e motos, os corintianos comemoraram a conquista da Libertadores como se fosse um Réveillon, principalmente pela quantidade de fogos de artifício. "Todos os estoques das lojas acabaram rapidamente", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Pirotecnia, Eduardo Tsugiyama.

Pelas contas dele, somente na véspera e no dia da final cada loja vendeu cerca de 50 caixas por dia, com doze rojões cada. O número é cinco vezes maior que o normal para um mês inteiro.

Cansado, Riquelme anuncia desejo de deixar o Boca Juniors

A dolorida derrota para o Corinthians não significou apenas o fim do sonho de conquistar pela sétima vez a Libertadores, como também marcou a despedida de Riquelme do Boca Juniors. Após a derrota para o Timão o jogador revelou desejo de sair, mesmo tendo contrato até junho de 2014.

"Fui sincero com meus companheiros e com a comissão técnica. Amo este clube e não posso jogar pela metade. Preciso ir para a minha casa, estar com minha família e ver o que querem que faça. Se quiserem, jogarei mais um pouco, mas aqui não posso, porque não consigo jogar pela metade. Me sinto vazio", declarou o meia.

Aos 34 anos, Riquelme não tem a mesma mobilidade que o destacou há 12 anos, quando conquistou os títulos de 2000 e 2001 da Libertadores pelo Boca - ele também acumula o caneco de 2007. Após passagem apagada por Barcelona e Villareal, ele retornou ao time argentino, com o qual tem grande indentificação.

No total foram 388 partidas e 90 gols que transformaram o jogador em um dos maiores ídolos do clube. Até por isso, ontem, os dirigentes do Boca emitiram nota sobre a saída do meia. "A final perdida no Brasil não dói tanto quanto a saída de Riquelme. Nos próximos anos virão troféus, mas jogadores com a qualidade, influência e beleza de Riquelme não serão mais encontrados", dizia a nota.



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Criticado, Tite celebra
o voto de confiança

O corintiano relaciona a conquista da Libertadores à
sequência do trabalho feito após os resultados ruins

Das Agências

06/07/2012 | 07:01


O técnico Tite tinha inúmeros motivos para comemorar, ontem, apenas um dia após ter dado ao Corinthians o título mais importante de sua história.

Além de ratificar a condição de treinador top do futebol brasileiro, celebrou a confiança depositada pela diretoria que quase o demitiu no ano passado após sequência de resultados ruins no início do trabalho.

A continuidade, aliás, foi apontada pelo treinador como uma das causas que deram ao clube o tão sonhado título sul-americano. "Minha história no Corinthians mostra filosofia que tem início, meio e fim. Se fosse analisado meu trabalho inicial de forma intempestiva, não estaria aqui e teria acabado no meio do caminho. Esta é a lição que o Corinthians presta ao futebol brasileiro. Dê tempo para o profissional trabalhar que o resultado aparece", garantiu.

Ainda sonolento e de ressaca, Tite assumiu que dormiu pouco e que demorou para assimilar o tamanho da conquista corintiana. "Foi apenas uma hora e meia de sono. Em conversa com meu filho, filha e mulher percebi o que fizemos. Ganhar a Libertadores invicto não é fácil. Não são apenas seis ou sete jogos, são 14, é muita coisa e com nível de enfrentamento alto", analisou.

Além de construir esquema tático praticamente intransponível - tanto que o time sofreu apenas quatro gols nos 14 jogos disputados no torneio sul-americano - Tite teve coragem para barrar jogadores considerados queridinhos pela diretoria e com altos salários, casos do atacante Liedson e do meia Douglas, que terminaram a campanha como reservas.

Outra atitude tomada pelo treinador e que foi providencial aconteceu com a troca de goleiros. Cássio, que era a terceira opção, ganhou a confiança do treinador e substituiu Júlio César no primeiro jogo das oitavas de final, contra o Emelec. Em oito duelos, o gigante de 1,95 m sofreu apenas dois gols, um na semifinal contra o Santos e outro diante do Boca Juniors, em La Bombonera.

Estas atitudes deram confiança dos atletas. "O Tite é íntegro e sempre pôs para jogar aquele que estava melhor tecnicamente. E isso fez a diferença, pois ganhou o grupo e deu traquilidade aos jogadores", declarou o atacante Emerson, autor dos dois gols diante do Boa Juniors na decisão.

PAPO FIRME
Para Tite, o diferencial do trabalho foi a conversa com os jogadores que assimilaram muito bem as determinações passadas. "Tirar as melhores características dos atletas em prol do conjunto foi grande desafio que fico feliz em ter conquistado", analisou.

Vencido o duro obstáculo da Libertadores, o treinador já vislumbra a disputa do Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão.

Questionado sobre o Chelsea, da Inglaterra, possível adversário da decisão, Tite foi honesto. "Sobre o Chelsea, não tive tempo de pensar. Mas na preparação vou ter. Procurei tanto esta Libertadores, agora começo a viajar e pensar no Mundial", comentou.

Aproveitando o bom astral na coletiva, o treinador finalizou elogiando, mas ao mesmo tempo dando bronca no novo herói corintiano. "O Emerson é o jogador do lance individual, do rompante, da jogada terminal. Em alguns momentos aparece mais do que todo mundo em campo. Ele só precisa chegar mais no horário, vai tomar dura minha", brincou.

Emerson recebe proposta, mas decide ficar

O atacante Emerson revelou que recebeu proposta tentadora China, mas preferiu recusá-la para seguir no Corinthians. Herói da conquista da Libertadores, ele destacou que pela segunda vez deixa de aceitar boa oferta para seguir no clube.

"Ano passado recebi sondagem muito boa dos Emirados Árabes e fiquei pelos meus filhos. Agora, permanecerei pelo Corinthians", prometeu.

Pesou o fato de vislumbrar a conquista do Brasileiro pelo Timão e a chance de ser campeão mundial. "Agora temos de tirar o Corinthians da zona do rebaixamento. Não gosto de perder, somos os atuais campeões e, com respeito aos adversários, buscaremos este título também", projetou.

E o dia seguinte ao título não foi só de comemorações para Emerson. O atacante confirmou que um oficial de Justiça esteve em sua casa para entregar intimação, mas garante não saber do que se trata.

"É alguma coisa nova. Tem vizinha que está querendo me processar por causa da minha música alta, outro está reclamando até de goteira. Todo mundo só pensa em me processar, mas estou muito bem amparado (pelos advogados)", assegurou.

Possível desmanche preocupa o Timão

Leandro Castán puxa a fila dos jogadores que devem deixar o Corinthians após a conquista da Libertadores. Acertado com a Roma há duas semanas, o zagueiro fez o último jogo com a camisa do Timão apesar da pressão do técnico Tite para o permanecer no elenco que irá para a disputa do Mundial de Clubes.

"Se depender de mim, amarro no pé da mesa e ele não sai daqui", brincou o treinador, que vê com preocupação o possível desmanche que está se desenhando.

Quem também não deve ficar é o atacante Willian, ofuscado na reta final da Libertadores por Romarinho. O empresário do jogador confirmou proposta do Metalist, da Ucrânia, e deixou a decisão de vendê-lo nas mãos da diretoria - os valores não foram divulgados. "Existe proposta de vários clubes. Está nas mãos do Corinthians. O que o clube decidir está decidido", explicou o empresário Nenê Zini.

Outro que está na pauta de clubes europeus é o volante Paulinho, peça chave no esquema do técnico Tite. O jogador, no entanto, garantiu que, por enquanto, não foi oficialmente procurado e, por isso, permanece. "Vou ficar. Não tenho proposta nenhuma. Nunca escondi de ninguém, enquanto não tiver proposta, fico no Corinthians", explicou.

Corinthians usará reservas diante do Sport, domingo

Após tentar adiar o jogo contra o Sport no fim de semana e ver seu pedido negado pela CBF, o Corinthians confirmou que terá escalação totalmente reserva em partida válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, domingo, às 18h30, na Ilha do Retiro.

Vivendo euforia pelo título da Libertadores, o técnico Tite prometeu descanso aos titulares que enfrentaram o Boca Juniors na decisão da Libertadores. "Está definido sobre o jogo diante do Sport. Quem atuou contra o Boca não tem condição nenhuma de entrar em campo. Eles têm de curtir. Foi mobilização de todo mundo", confirmou o técnico.

Justamente por priorizar a disputa do torneio sul-americano, o Corinthians não está bem na disputa do Brasileirão. O time ocupa apenas a 19ª posição, com apenas quatro pontos e um jogo a menos em relação aos concorrentes - a partida contra o Botafogo, que seria no fim de semana passado, foi adiada por conta da decisão da Libertadores.

Assim, Tite terá hoje e amanhã para definir o time que mandará a campo. Assim como fez nas últimas rodadas, ele deve escalar Júlio César, Weldinho, Paulo André, Wallace e Ramon; Marquinhos, Willian Arão, Douglas e Ramírez; Liedson e Romarinho. As dúvidas estão justamente no ataque, onde Elton e Willian estão na luta pela vaga de titular.

Todos os jogadores, titulares e reservas, ganharam folga ontem e se reapresentam hoje, na parte da tarde.

Festa tem cenas de violência e vandalismo

A festa da torcida corintiana durante a madrugada de ontem teve momentos lamentáveis. Um motorista de 20 anos atropelou 15 pessoas na região da Praça Sílvio Romero, localizada no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. Duas delas estão em estado grave. O infrator, que estava sem a carteira de habilitação, só não foi linchado por causa da ação rápida da Polícia Militar.

Na região da avenida Paulista e da rua da Consolação, na região central de São Paulo, várias lojas e uma agência bancária foram apedrejadas por vândalos após a confirmação do título corintiano. A porta de entrada da estação Consolação do metrô também foi quebrada.

A situação só se acalmou com a chegada no local de policiais e de funcionários da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) que controlaram os ânimos.

Em toda a cidade de São Paulo, 12 ônibus foram depredados. Os vidros foram quebrados e as portas destruídas. Segundo a SPTrans, a maior parte dos veículos já havia sido reparada e voltado às ruas no início da manhã de ontem.

Na Praça Charles Miller, em frente ao portão principal do Pacaembu, sete torcedores ficaram feridos após entrarem em confronto com a Polícia Militar.

BARULHO
Em carros e motos, os corintianos comemoraram a conquista da Libertadores como se fosse um Réveillon, principalmente pela quantidade de fogos de artifício. "Todos os estoques das lojas acabaram rapidamente", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Pirotecnia, Eduardo Tsugiyama.

Pelas contas dele, somente na véspera e no dia da final cada loja vendeu cerca de 50 caixas por dia, com doze rojões cada. O número é cinco vezes maior que o normal para um mês inteiro.

Cansado, Riquelme anuncia desejo de deixar o Boca Juniors

A dolorida derrota para o Corinthians não significou apenas o fim do sonho de conquistar pela sétima vez a Libertadores, como também marcou a despedida de Riquelme do Boca Juniors. Após a derrota para o Timão o jogador revelou desejo de sair, mesmo tendo contrato até junho de 2014.

"Fui sincero com meus companheiros e com a comissão técnica. Amo este clube e não posso jogar pela metade. Preciso ir para a minha casa, estar com minha família e ver o que querem que faça. Se quiserem, jogarei mais um pouco, mas aqui não posso, porque não consigo jogar pela metade. Me sinto vazio", declarou o meia.

Aos 34 anos, Riquelme não tem a mesma mobilidade que o destacou há 12 anos, quando conquistou os títulos de 2000 e 2001 da Libertadores pelo Boca - ele também acumula o caneco de 2007. Após passagem apagada por Barcelona e Villareal, ele retornou ao time argentino, com o qual tem grande indentificação.

No total foram 388 partidas e 90 gols que transformaram o jogador em um dos maiores ídolos do clube. Até por isso, ontem, os dirigentes do Boca emitiram nota sobre a saída do meia. "A final perdida no Brasil não dói tanto quanto a saída de Riquelme. Nos próximos anos virão troféus, mas jogadores com a qualidade, influência e beleza de Riquelme não serão mais encontrados", dizia a nota.

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