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Dor de cabeça flex


Anelisa Lopes
Do Diário do Grande ABC

04/10/2006 | 09:53


Apesar de já ser uma tendência consolidada no Brasil, os flexíveis estão há pouco tempo no mercado. A primeira marca a oferecer o sistema foi a Volkswagen, em 2003.

Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), 76,4% das vendas de carros neste ano foram de automóveis abastecidos com álcool ou gasolina.

De acordo com o engenheiro mecânico Rubens Venosa, como a tecnologia ainda é nova na indústria automotiva, é normal que comecem a surgir reclamações por parte dos proprietários.

No caso da falha do motor depois da troca de álcool para gasolina ou vice-versa, Venosa explica que o automóvel demora um certo tempo para se adaptar ao combustível novo.

“É necessário percorrer dez quilômetros, de preferência com uma velocidade constante, para que o veículo entenda o que está no tanque. Assim, o computador do painel avisa o do motor para mudar de software.”

Segundo a assessoria de imprensa da Volkswagen, percorrer um trecho depois do abastecimento é necessário apenas quando a reserva do tanque já estiver esgotada. Neste caso, é preciso eliminar a sobra do talo (mangueira que vai até o tanque), que tem capacidade para quase um litro.

Para quem já foi vítima deste problema, Venosa explica o procedimento a ser tomado para que o carro volte a afuncionar. “Primeiramente, é necessário retirar as velas e desligar o fio do condutor primário da bobina. Em seguida, o motorista precisa dar uma partida longa, de aproximadamente 15 segundos. Depois de limpar e recolocar as velas, pode dar a partida novamente”.

Outros problemas também são mais recorrentes em automóveis equipados com este tipo de propulsor. “É importante instalar bomba de combustível específica para carros a álcool. O filtro do motor também entope com mais facilidade”, analisa.

Combustível adulterado – Marcelo Brandão, engenheiro de desenvolvimento da Bosch, aponta que o combustível adulterado tem sido a pior dor de cabeça para aqueles que possuem um veículo flexível.

O uso de álcool (normalmente mais procurado em função de seu valor mais baixo) com adição de água pode causar danos irreversíveis ao motor do carro.

“Para se ter uma idéia, quando a cana-de-açúcar está na entressafra e o preço do álcool aumenta nos postos de combustível, o índice de reclamações diminui. Isso porque as pessoas optam por usar gasolina, cuja adulteração é mais fácil de ser percebida”, conta.

Segundo Brandão, os componentes mais afetados com a utilização de álcool batizado são a bomba, o regulador de pressão, os injetores e o filtro de combustível.

As conseqüências mais percebidas são maior consumo de combustível, durabilidade do motor prejudicada e diminuição do desempenho do automóvel.


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Dor de cabeça flex

Anelisa Lopes
Do Diário do Grande ABC

04/10/2006 | 09:53


Apesar de já ser uma tendência consolidada no Brasil, os flexíveis estão há pouco tempo no mercado. A primeira marca a oferecer o sistema foi a Volkswagen, em 2003.

Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), 76,4% das vendas de carros neste ano foram de automóveis abastecidos com álcool ou gasolina.

De acordo com o engenheiro mecânico Rubens Venosa, como a tecnologia ainda é nova na indústria automotiva, é normal que comecem a surgir reclamações por parte dos proprietários.

No caso da falha do motor depois da troca de álcool para gasolina ou vice-versa, Venosa explica que o automóvel demora um certo tempo para se adaptar ao combustível novo.

“É necessário percorrer dez quilômetros, de preferência com uma velocidade constante, para que o veículo entenda o que está no tanque. Assim, o computador do painel avisa o do motor para mudar de software.”

Segundo a assessoria de imprensa da Volkswagen, percorrer um trecho depois do abastecimento é necessário apenas quando a reserva do tanque já estiver esgotada. Neste caso, é preciso eliminar a sobra do talo (mangueira que vai até o tanque), que tem capacidade para quase um litro.

Para quem já foi vítima deste problema, Venosa explica o procedimento a ser tomado para que o carro volte a afuncionar. “Primeiramente, é necessário retirar as velas e desligar o fio do condutor primário da bobina. Em seguida, o motorista precisa dar uma partida longa, de aproximadamente 15 segundos. Depois de limpar e recolocar as velas, pode dar a partida novamente”.

Outros problemas também são mais recorrentes em automóveis equipados com este tipo de propulsor. “É importante instalar bomba de combustível específica para carros a álcool. O filtro do motor também entope com mais facilidade”, analisa.

Combustível adulterado – Marcelo Brandão, engenheiro de desenvolvimento da Bosch, aponta que o combustível adulterado tem sido a pior dor de cabeça para aqueles que possuem um veículo flexível.

O uso de álcool (normalmente mais procurado em função de seu valor mais baixo) com adição de água pode causar danos irreversíveis ao motor do carro.

“Para se ter uma idéia, quando a cana-de-açúcar está na entressafra e o preço do álcool aumenta nos postos de combustível, o índice de reclamações diminui. Isso porque as pessoas optam por usar gasolina, cuja adulteração é mais fácil de ser percebida”, conta.

Segundo Brandão, os componentes mais afetados com a utilização de álcool batizado são a bomba, o regulador de pressão, os injetores e o filtro de combustível.

As conseqüências mais percebidas são maior consumo de combustível, durabilidade do motor prejudicada e diminuição do desempenho do automóvel.

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