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PT ignora ex-prefeito de Diadema


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

06/07/2006 | 08:09


Primeiro prefeito eleito pelo PT no Brasil, Gilson Menezes (PCdoB) está indignado com o ex-partido. Certo de que seria o primeiro suplente do senador Eduardo Suplicy (PT), ele ficou fora da indicação da sua antiga legenda na última hora. “Fui vítima de um golpe”, acredita o ex-prefeito de Diadema.

Menezes não poupou críticas ao PT de São Paulo, presidido por Paulo Frateschi. Segundo ele, o Partido dos Trabalhadores descumpriu um acordo estabelecido na convenção do PCdoB, realizada no mês passado. “Não estou acostumado com isso. É uma atitude de canalha, safado, mau caráter e sem-vergonha. De alguém sem compromisso com a verdade”, disparou, sem citar nomes.

Ele reclama que no dia da convenção, Frateschi relatou que o PT não tinha interesse em ficar com a suplência. “Fui o escolhido. O próprio Suplicy me parabenizou e anunciou o meu nome como primeiro suplente. Agora, não sei como vai ficar. Gostaria até de entender o que os motivou a não cumprir o acordo”, ressaltou.

Menezes diz ainda que no início desta semana Frateschi entrou novamente em contato com ele oferecendo a segunda suplência. “Já tinha assumido um compromisso público e não poderia voltar atrás. Não pude aceitar.” Diante da negativa, explica Menezes, Frateschi o teria “ameaçado”, alegando que o deixaria de fora da relação de suplentes. “Respondi que o problema era dele, que não tinha nada com isso, já que existia um acordo”, garantiu.

Dito e feito. Na lista enviada pelo PT quarta-feira para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aparecem Carlos Ramiro de Castro, o Carlão da Apeoesp, como primeiro suplente de Suplicy, e Ari Vicente Fernandes, na segunda suplência. “Posso até ter me arrependido de algum acordo que fiz anteriormente durante a minha vida política, mas sempre cumpri com todos eles”, acrescentou.

Decepcionado com a legenda que ajudou a fundar, Menezes garante que pensará duas vezes antes de votar ou “mesmo trabalhar” para o PT. “Como posso confiar em um partido que assume um compromisso e não o cumpre?”, questiona. “Me iludi, achando que o PT tentava se redimir dos problemas nos quais se envolveu”, lamentou, referindo-se à crise que assolou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado, em que diversas denúncias de corrupção foram trazidas à tona.

Paulo Frateschi, presidente do Diretório Estadual do PT, não foi encontrado para comentar o assunto.

Derrota – Gilson não vem obtendo sucesso quando o assunto é aliança com o PT. Ele era cotado para ser o vice de Aloizio Mercadante (PT) na chapa que disputará o governo do Estado este ano. No entanto, quem acabou ficando com a vaga foi a sua companheira de partido Nádia Campeão (PCdoB) – ela também não foi encontrada para falar a respeito da questão.

Menezes reiterou, porém, que está chateado com a suplência e não com a escolha do vice de Mercadante. “Os companheiros de partido estavam reivindicando o meu nome a vice. Escolheram a Nádia. Até aí tudo bem, foi tranqüilo. Mas já estava fechado o acordo da primeira suplência. Não poderiam voltar atrás”, avaliou.


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PT ignora ex-prefeito de Diadema

Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

06/07/2006 | 08:09


Primeiro prefeito eleito pelo PT no Brasil, Gilson Menezes (PCdoB) está indignado com o ex-partido. Certo de que seria o primeiro suplente do senador Eduardo Suplicy (PT), ele ficou fora da indicação da sua antiga legenda na última hora. “Fui vítima de um golpe”, acredita o ex-prefeito de Diadema.

Menezes não poupou críticas ao PT de São Paulo, presidido por Paulo Frateschi. Segundo ele, o Partido dos Trabalhadores descumpriu um acordo estabelecido na convenção do PCdoB, realizada no mês passado. “Não estou acostumado com isso. É uma atitude de canalha, safado, mau caráter e sem-vergonha. De alguém sem compromisso com a verdade”, disparou, sem citar nomes.

Ele reclama que no dia da convenção, Frateschi relatou que o PT não tinha interesse em ficar com a suplência. “Fui o escolhido. O próprio Suplicy me parabenizou e anunciou o meu nome como primeiro suplente. Agora, não sei como vai ficar. Gostaria até de entender o que os motivou a não cumprir o acordo”, ressaltou.

Menezes diz ainda que no início desta semana Frateschi entrou novamente em contato com ele oferecendo a segunda suplência. “Já tinha assumido um compromisso público e não poderia voltar atrás. Não pude aceitar.” Diante da negativa, explica Menezes, Frateschi o teria “ameaçado”, alegando que o deixaria de fora da relação de suplentes. “Respondi que o problema era dele, que não tinha nada com isso, já que existia um acordo”, garantiu.

Dito e feito. Na lista enviada pelo PT quarta-feira para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aparecem Carlos Ramiro de Castro, o Carlão da Apeoesp, como primeiro suplente de Suplicy, e Ari Vicente Fernandes, na segunda suplência. “Posso até ter me arrependido de algum acordo que fiz anteriormente durante a minha vida política, mas sempre cumpri com todos eles”, acrescentou.

Decepcionado com a legenda que ajudou a fundar, Menezes garante que pensará duas vezes antes de votar ou “mesmo trabalhar” para o PT. “Como posso confiar em um partido que assume um compromisso e não o cumpre?”, questiona. “Me iludi, achando que o PT tentava se redimir dos problemas nos quais se envolveu”, lamentou, referindo-se à crise que assolou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado, em que diversas denúncias de corrupção foram trazidas à tona.

Paulo Frateschi, presidente do Diretório Estadual do PT, não foi encontrado para comentar o assunto.

Derrota – Gilson não vem obtendo sucesso quando o assunto é aliança com o PT. Ele era cotado para ser o vice de Aloizio Mercadante (PT) na chapa que disputará o governo do Estado este ano. No entanto, quem acabou ficando com a vaga foi a sua companheira de partido Nádia Campeão (PCdoB) – ela também não foi encontrada para falar a respeito da questão.

Menezes reiterou, porém, que está chateado com a suplência e não com a escolha do vice de Mercadante. “Os companheiros de partido estavam reivindicando o meu nome a vice. Escolheram a Nádia. Até aí tudo bem, foi tranqüilo. Mas já estava fechado o acordo da primeira suplência. Não poderiam voltar atrás”, avaliou.

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