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EUA dobram efetivo no Iraque para suportar 'guerra longa'


Do Diário OnLine

28/03/2003 | 02:14


Até abril, os Estados Unidos vão dobrar o efetivo militar no Iraque. Nesta quinta-feira, horas depois de o presidente George W. Bush avisar que a segunda Guerra do Golfo vai durar "o quanto for necessário para a vitória", o Pentágono anunciou que mais 130 mil soldados irão para o front de batalha. Atualmente, a coalizão anglo-americana conta com aproximadamente 125 mil soldados no Iraque (90 mil americanos e 35 mil britânicos). O reforço militar reforça a hipótese de que a estratégia 'choque e pavor' não teve o efeito esperado, o que acaba com as expectativas de uma guerra breve.

Cerca de 30 mil soldados da 4ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos, um grupo de elite do Exército americano, partem para o Kuwait ainda neste final de semana. Os 100 mil restantes serão mobilizados e vão ao Golfo Pérsico em abril. Junto com as tropas seguem veículos e materiais pesados de guerra.

Entre as unidades que receberam ordens de mobilização estão a 1ª Divisão Blindada, com sede na Alemanha, a 1ª Divisão de Cavalaria, no Texas, e o 2º e 3º Regimentos de Cavalaria.

O anúncio de novas mobilizações foi feito no momento em que muitos especialistas criticam a falta de unidades pesadas para o combate no Iraque.

Numa conferência para o Senado americano, o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, negou que o Pentágono tenha mudado de planos subitamente por causa das diversas dificuldades (climáticas, estratégicas e logísticas) encontradas pelos aliados em solo iraquiano. "É um bom plano (de guerra) e foi desenhado de modo que as forças continuem a fluir (para o Iraque) por um período prolongado", afirmou, numa coletiva de imprensa. "Todos os dias, o número de forças da coalizão no Iraque aumenta em um, dois ou três mil pessoas, e continuará a ser assim. E nós temos uma grande quantidade de forças a caminho", acrescentou.

O Pentágono confirmou nesta quinta-feira, segundo a rede americana de TV CNN, que a estratégia de guerra não vai mudar. Fontes oficiais americanas citadas pela agência de notícias Reuters confirmaram que o reforço das tropas não é novidade, mas parte de um plano de guerra longamente desenvolvido. O general da Força Aérea Richard Myers, chefe do Estado-Maior Conjunto, chamou a estratégia norte-americana de "um plano brilhante" e disse que as tropas aliadas estão "na porta de Bagdá".

Cemitério - O ministro da Informação do Iraque, Mohammed Saeed al-Sahaf, afirmou nesta quinta-feira, em entrevista à rede árabe de TV Al Jazeera, que Bagdá será um "cemitério" para as forças aliadas. Ele disse ainda que o invasores serão derrotados "mesmo se trouxerem o dobro de tropas americanas".

Mas a coalizão anglo-americana está enfrentado muitos problemas antes mesmo de chegar a Bagdá e travar o decisivo confronto com a Guarda Republicana – a elite do Exército de Saddam Hussein. Analistas militares ouvidos pela agência Reuters disseram que os estrategistas americanos erraram ao projetar a invasão por terra com tropas leves de infantaria, em número reduzido e carregando pouco suprimento de munição.

Apesar de a investida aliada pelo sul estar "às portas de Bagdá ", a resistência iraquiana vem tendo sucesso em sabotar os comboios de suprimentos (especialmente alimentos, água e combustível) das tropas. O reforço que chegará ao Iraque nos próximos dias terá como tarefa preponderante garantir a segurança e a viabilidade das rotas conquistadas pelos anglo-americanos.

Com agências



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EUA dobram efetivo no Iraque para suportar 'guerra longa'

Do Diário OnLine

28/03/2003 | 02:14


Até abril, os Estados Unidos vão dobrar o efetivo militar no Iraque. Nesta quinta-feira, horas depois de o presidente George W. Bush avisar que a segunda Guerra do Golfo vai durar "o quanto for necessário para a vitória", o Pentágono anunciou que mais 130 mil soldados irão para o front de batalha. Atualmente, a coalizão anglo-americana conta com aproximadamente 125 mil soldados no Iraque (90 mil americanos e 35 mil britânicos). O reforço militar reforça a hipótese de que a estratégia 'choque e pavor' não teve o efeito esperado, o que acaba com as expectativas de uma guerra breve.

Cerca de 30 mil soldados da 4ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos, um grupo de elite do Exército americano, partem para o Kuwait ainda neste final de semana. Os 100 mil restantes serão mobilizados e vão ao Golfo Pérsico em abril. Junto com as tropas seguem veículos e materiais pesados de guerra.

Entre as unidades que receberam ordens de mobilização estão a 1ª Divisão Blindada, com sede na Alemanha, a 1ª Divisão de Cavalaria, no Texas, e o 2º e 3º Regimentos de Cavalaria.

O anúncio de novas mobilizações foi feito no momento em que muitos especialistas criticam a falta de unidades pesadas para o combate no Iraque.

Numa conferência para o Senado americano, o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, negou que o Pentágono tenha mudado de planos subitamente por causa das diversas dificuldades (climáticas, estratégicas e logísticas) encontradas pelos aliados em solo iraquiano. "É um bom plano (de guerra) e foi desenhado de modo que as forças continuem a fluir (para o Iraque) por um período prolongado", afirmou, numa coletiva de imprensa. "Todos os dias, o número de forças da coalizão no Iraque aumenta em um, dois ou três mil pessoas, e continuará a ser assim. E nós temos uma grande quantidade de forças a caminho", acrescentou.

O Pentágono confirmou nesta quinta-feira, segundo a rede americana de TV CNN, que a estratégia de guerra não vai mudar. Fontes oficiais americanas citadas pela agência de notícias Reuters confirmaram que o reforço das tropas não é novidade, mas parte de um plano de guerra longamente desenvolvido. O general da Força Aérea Richard Myers, chefe do Estado-Maior Conjunto, chamou a estratégia norte-americana de "um plano brilhante" e disse que as tropas aliadas estão "na porta de Bagdá".

Cemitério - O ministro da Informação do Iraque, Mohammed Saeed al-Sahaf, afirmou nesta quinta-feira, em entrevista à rede árabe de TV Al Jazeera, que Bagdá será um "cemitério" para as forças aliadas. Ele disse ainda que o invasores serão derrotados "mesmo se trouxerem o dobro de tropas americanas".

Mas a coalizão anglo-americana está enfrentado muitos problemas antes mesmo de chegar a Bagdá e travar o decisivo confronto com a Guarda Republicana – a elite do Exército de Saddam Hussein. Analistas militares ouvidos pela agência Reuters disseram que os estrategistas americanos erraram ao projetar a invasão por terra com tropas leves de infantaria, em número reduzido e carregando pouco suprimento de munição.

Apesar de a investida aliada pelo sul estar "às portas de Bagdá ", a resistência iraquiana vem tendo sucesso em sabotar os comboios de suprimentos (especialmente alimentos, água e combustível) das tropas. O reforço que chegará ao Iraque nos próximos dias terá como tarefa preponderante garantir a segurança e a viabilidade das rotas conquistadas pelos anglo-americanos.

Com agências

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