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Eleiçoes de 2000 terao novo quadro partidário


Do Diário do Grande ABC

01/10/1999 | 21:17


Faltando um ano para as eleiçoes municipais de 2000, o quadro partidário nas principais cidades brasileiras sofreu uma transformaçao completa em relaçao a 1996, quando foram eleitos os atuais prefeitos. A troca de partidos atingiu um nível este ano poucas vezes observado anteriormente.

Em 1996, apenas em três capitais, houve mudanças significativas de grupos políticos de um partido para o outro: a migraçao do entao prefeito do Rio César Maia do PMDB para o PFL com o candidato Luís Paulo Conde, a transferência de Nion Albernaz, que seria eleito prefeito de Goiânia, do PMDB para o PSDB, e a mudança do ex-prefeito de Aracaju Jackson Barreto do PDT para o PMDB. Este ano, o quadro mudou em 13 capitais.

Em Sao Paulo, tanto o prefeito Celso Pitta quanto o vice-prefeito Régis de Oliveira deixaram respectivamente o PPB e o PFL e migraram para os nanicos PTN e PMN. A aliança PPB-PFL, que seria repetida em 1998, acabou: o ex-deputado Francisco Rossi, que concorreu em 1996 pelo PDT, deverá ser agora o candidato do PPB do ex-prefeito Paulo Maluf. O PFL deve lançar o senador Romeu Tuma. Os antes inexpressivos PPS e PSB aparecem com o deputado federal Émerson Kapaz, ex-PSDB, enquanto o PSB lança Luiza Erundina, que em 1996 concorreu pelo PT, abandonando a legenda logo depois. A fragmentaçao é a marca do quadro paulistano para a sucessao de Pitta. Estao com pré-candidatos lançados nove partidos: PPB, PFL, PSDB, PT, PSB, PPS, PTN, PMN e PDT. Em 1996, disputaram apenas PPB, PSDB, PMDB, PT, PDT e PSB.

No Rio, as mudanças também foram profundas. César Maia, mais uma vez, trocou de legenda e agora concorrerá com o ex-aliado Conde pelo PTB. O PPS apareceu no cenário com o deputado Ayrton Xerez, ex-PSDB. Candidato tucano em 1996, o deputado estadual Sérgio Cabral Filho vai disputar pelo PMDB. Em Goiânia, o ex-prefeito Darci Accorsi tentará pelo PTB voltar à prefeitura que ocupava em 1996, quando era do PT. Seu antigo secretário de Finanças, Cairo Peixoto, também vai concorrer, mas pelo PPS. Caso o atual prefeito Nion Albernaz nao se recandidate, o PFL poderá lançar o ex-pemedebista Sandro Mabel. Outro ex-pemedebista, o deputado estadual Sandes Júnior, será o candidato do PPB.

Em Manaus, três dos quatro principais candidatos estao estreando em disputas pelas suas atuais legendas. O ex-prefeito Eduardo Braga, que era do PPB em 1996, tentou o governo estadual em 1998 pelo PSL e procurará retornar à prefeitura pelo PPS. O senador Jefferson Peres, ex-tucano, concorre pelo PDT e o atual prefeito Alfredo Nascimento, eleito pelo PPB, quer reeleger-se pelo PL. As reviravoltas sao ainda mais fortes em algumas cidades do interior. Em Londrina, por exemplo, o prefeito Antônio Belinatti elegeu-se em 1996 pelo PDT, sucedendo o petista Luiz Eduardo Cheida e com o apoio do petebista Alex Canziani. Para 2000, Belinatti tenta a reeleiçao pelo PFL, Cheida pretende retornar ao cargo pelo PMDB e Canziani disputa a sua primeira chance pelo PSDB. Pelo PT, o candidato será o ex-deputado Nedson Micheletti.

A impopularidade do presidente Fernando Henrique Cardoso revelada nas pesquisas de opiniao e o crescimento da candidatura presidencial de Ciro Gomes pelo PPS nao foram o motor das mudanças, que se prendem muito mais a questoes regionais. Em Fortaleza, por exemplo, a indicaçao do governador Tasso Jereissati (PSDB), de que irá apoiar a candidatura da ex-mulher de Ciro, Patrícia Gomes, para a prefeitura da capital pelo PPS, irritou tucanos e causou a saída do deputado federal Moroni Torgan para o PFL, partido pelo qual irá concorrer. Já no PMDB, o ex-prefeito e deputado federal Antônio Cambraia se desentendeu com o atual prefeito Juraci Magalhaes e com o grupo político liderado pelo ex-deputado Paes de Andrade e pelo deputado Eunício Oliveira e foi para o PSDB. Como deseja voltar à prefeitura, a aliança entre PSDB e PPS pode ser rompida.

Brigas paroquiais também orientaram as trocas de partidos em Belo Horizonte. Os deputados federais Hélio Costa (ex-PFL) e Maria Elvira disputam a candidatura pelo PMDB. Sem espaço na legenda, o vice-prefeito Marcos Santana foi para o PPS. Na tentativa de voltar ao cenário político da capital, o ex-prefeito Sérgio Ferrara, ex-PMN, reapareceu no PL. E o deputado Ronaldo Vasconcelos, eleito pelo PL, procura disputar a prefeitura pelo PFL, mas vai ter de medir forças com o ex-tucano Maurício Campos, que saiu da legenda depois que o PSDB optou por lançar o deputado estadual Joao Leite.



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