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Brasil é o convidado do G8-Finanças


Da AFP

09/06/2006 | 16:39


Os ministros das Finanças das sete nações mais industrializadas do mundo e a Rússia, o G8, se reúnem da noite desta sexta-feira até sábado em São Petersburgo para debater as crescentes ameaças que pairam sobre a economia global. O Brasil está entre os convidados do encontro.

Os elevados preços do petróleo, o comércio mundial, a fragilidade do dólar ou as altas das taxas de juros, com seus possíveis efeitos perniciosos sobre o crescimento, são os principais pontos da agenda dessa reunião, que começa nesta sexta-feira, com um jantar, e prossegue no sábado.

Segundo uma fonte européia, o rascunho do relatório final da G-8 Finanças, que será divulgado neste sábado, destaca que o crescimento mundial está "sólido" e "progressivamente melhor distribuído", mas os altos preços do petróleo representam um risco para o futuro econômico.

Além dos países integrantes do G8 - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e Rússia - esta reunião contará com a presença do diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), e os presidentes do Banco Mundial e da OCDE, além dos convidados Brasil, Índia, China, Coréia do Sul, Austrália e Nigéria.

"No 'G8-Finanças' incentivarei os ministros das Finanças de todo o mundo a debater sobre quem a globalização beneficia", afirmou o ministro britânico Gordon Brown. "O ponto principal é superar o bloqueio do comércio mundial", acrescentou, referindo-se às estagnadas negociações sobre a Rodada de Doah na OMC (Organização Mundial do Comércio).

O G8 é presidido neste ano pela Rússia, que organizará, em meados de julho, também em São Petersburgo, a cúpula de chefes de Estado e de Governo do Grupo.

Em relação à segurança energética, outro ponto central da reunião, o ministro russo das Finanças, Alexei Kudrin, destacou a necessidade de conversar sobre abastecimento russo da energia. A Rússia é o segundo maior produtor mundial de petróleo, depois da Arábia Saudita, e tem as maiores reservas de gás natural do planeta. Mais de 25% do gás consumido na Europa procede da Rússia, o que cria uma dependência produto-consumidor não isenta de tensões.

Alguns países ocidentais vêem com receio a ambição da Rússia de se amparar nessa condição de potência energética para recuperar o protagonismo político e econômico perdido no caótico período que, nos anos 90, se seguiu à queda da União Soviética.



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Brasil é o convidado do G8-Finanças

Da AFP

09/06/2006 | 16:39


Os ministros das Finanças das sete nações mais industrializadas do mundo e a Rússia, o G8, se reúnem da noite desta sexta-feira até sábado em São Petersburgo para debater as crescentes ameaças que pairam sobre a economia global. O Brasil está entre os convidados do encontro.

Os elevados preços do petróleo, o comércio mundial, a fragilidade do dólar ou as altas das taxas de juros, com seus possíveis efeitos perniciosos sobre o crescimento, são os principais pontos da agenda dessa reunião, que começa nesta sexta-feira, com um jantar, e prossegue no sábado.

Segundo uma fonte européia, o rascunho do relatório final da G-8 Finanças, que será divulgado neste sábado, destaca que o crescimento mundial está "sólido" e "progressivamente melhor distribuído", mas os altos preços do petróleo representam um risco para o futuro econômico.

Além dos países integrantes do G8 - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e Rússia - esta reunião contará com a presença do diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), e os presidentes do Banco Mundial e da OCDE, além dos convidados Brasil, Índia, China, Coréia do Sul, Austrália e Nigéria.

"No 'G8-Finanças' incentivarei os ministros das Finanças de todo o mundo a debater sobre quem a globalização beneficia", afirmou o ministro britânico Gordon Brown. "O ponto principal é superar o bloqueio do comércio mundial", acrescentou, referindo-se às estagnadas negociações sobre a Rodada de Doah na OMC (Organização Mundial do Comércio).

O G8 é presidido neste ano pela Rússia, que organizará, em meados de julho, também em São Petersburgo, a cúpula de chefes de Estado e de Governo do Grupo.

Em relação à segurança energética, outro ponto central da reunião, o ministro russo das Finanças, Alexei Kudrin, destacou a necessidade de conversar sobre abastecimento russo da energia. A Rússia é o segundo maior produtor mundial de petróleo, depois da Arábia Saudita, e tem as maiores reservas de gás natural do planeta. Mais de 25% do gás consumido na Europa procede da Rússia, o que cria uma dependência produto-consumidor não isenta de tensões.

Alguns países ocidentais vêem com receio a ambição da Rússia de se amparar nessa condição de potência energética para recuperar o protagonismo político e econômico perdido no caótico período que, nos anos 90, se seguiu à queda da União Soviética.

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