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Serra mantém secretário de Lembo



19/11/2006 | 21:49


Em meio às negociações para formar o secretariado de sua gestão em São Paulo, o governador eleito José Serra (PSDB) decidiu não mexer na área de Administração Penitenciária. A pasta, que se tornou alvo de críticas durante a crise de segurança pública no Estado e passou inclusive por mudanças em seu comando em maio deste ano, continuará sendo ocupada pelo atual secretário, Antônio Ferreira Pinto. Serra tem evitado falar sobre o assunto, mas fontes envolvidas nas negociações de transição do novo governo confirmaram a decisão.

Ferreira Pinto está à frente da pasta desde a saída de Nagashi Furukawa, que deixou o governo em meio à crise eclodida com os ataques da facção criminosa PCC, acompanhados de sucessivas rebeliões em presídios paulistas.

Assim como o próprio Serra, ele preferiu manter a discrição. Disse que há muita "especulação" em relação ao assunto e negou que tenha sido contatado pelo tucano. "As pessoas falam muito, mas eu ainda não tenho essa informação", afirmou.

Ex-policial militar, Ferreira Pinto ocupou posições no setor público como a de procurador de Justiça e corregedor-geral do Ministério Público. Ele teve também uma passagem pela secretaria que comanda atualmente, tendo exercido a função de secretário-adjunto nos governos de Luiz Antônio Fleury Filho e Mário Covas.

A decisão de Serra de mantê-lo no cargo põe fim a um debate que ganhou força na época dos ataques do PCC, de que estaria em estudo a fusão da secretaria de Administração Penitenciária com a de Segurança Pública. Passada a crise na segurança estadual, ele e sua equipe concluíram que seria necessário dedicar uma estrutura independente para cada área.

Sem confirmar a permanência de Ferreira Pinto, o vice de Serra, Alberto Goldman, reconheceu que as duas secretarias continuarão atuando separadamente. "Concluiu-se que as tarefas que envolvem essas pastas são muito grandes e exigem uma atenção especial", disse. Ele ressaltou, entretanto, que o governo planeja integrar as áreas de inteligência das duas secretarias.

Com a escolha de Ferreira Pinto, as duas pastas ligadas à área de segurança devem ficar sob o comando de ex-policiais militares.

Por enquanto, o nome mais cotado para a secretaria de Segurança Pública é Ronaldo Marzagão, que é também promotor aposentado.


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Serra mantém secretário de Lembo


19/11/2006 | 21:49


Em meio às negociações para formar o secretariado de sua gestão em São Paulo, o governador eleito José Serra (PSDB) decidiu não mexer na área de Administração Penitenciária. A pasta, que se tornou alvo de críticas durante a crise de segurança pública no Estado e passou inclusive por mudanças em seu comando em maio deste ano, continuará sendo ocupada pelo atual secretário, Antônio Ferreira Pinto. Serra tem evitado falar sobre o assunto, mas fontes envolvidas nas negociações de transição do novo governo confirmaram a decisão.

Ferreira Pinto está à frente da pasta desde a saída de Nagashi Furukawa, que deixou o governo em meio à crise eclodida com os ataques da facção criminosa PCC, acompanhados de sucessivas rebeliões em presídios paulistas.

Assim como o próprio Serra, ele preferiu manter a discrição. Disse que há muita "especulação" em relação ao assunto e negou que tenha sido contatado pelo tucano. "As pessoas falam muito, mas eu ainda não tenho essa informação", afirmou.

Ex-policial militar, Ferreira Pinto ocupou posições no setor público como a de procurador de Justiça e corregedor-geral do Ministério Público. Ele teve também uma passagem pela secretaria que comanda atualmente, tendo exercido a função de secretário-adjunto nos governos de Luiz Antônio Fleury Filho e Mário Covas.

A decisão de Serra de mantê-lo no cargo põe fim a um debate que ganhou força na época dos ataques do PCC, de que estaria em estudo a fusão da secretaria de Administração Penitenciária com a de Segurança Pública. Passada a crise na segurança estadual, ele e sua equipe concluíram que seria necessário dedicar uma estrutura independente para cada área.

Sem confirmar a permanência de Ferreira Pinto, o vice de Serra, Alberto Goldman, reconheceu que as duas secretarias continuarão atuando separadamente. "Concluiu-se que as tarefas que envolvem essas pastas são muito grandes e exigem uma atenção especial", disse. Ele ressaltou, entretanto, que o governo planeja integrar as áreas de inteligência das duas secretarias.

Com a escolha de Ferreira Pinto, as duas pastas ligadas à área de segurança devem ficar sob o comando de ex-policiais militares.

Por enquanto, o nome mais cotado para a secretaria de Segurança Pública é Ronaldo Marzagão, que é também promotor aposentado.

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