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Aldo Rebelo manda prender manifestantes que depredaram a Câmara


Carolina Godoy
Do Diário OnLine

06/06/2006 | 20:58


O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), determinou a prisão de todos os manifestantes que invadiram a Casa, na tarde desta terça-feira, e promoveram um quebra-quebra no local. A violência protagonizada pelo MLST (Movimento pela Libertação dos Sem Terra) terminou com 23 feridos e deixou um cenário de destruição nas dependências da Câmara.

Os atos de vandalismo duraram mais de uma hora. Armados com foices, pedras e pedaços de madeira, os manifestantes invadiram o local por volta das 15h e destruíram tudo o que havia na entrada da Câmara. Até mesmo um carro zero quilômetro que seria sorteado num bingo foi arrastado e depredado pelos integrantes do MLST. Imagens de TV também mostraram uma mulher atacando os terminais de computadores com um pedaço de ferro e concreto. A fúria dos manifestantes ainda causou a destruição de portas de vidro, que foram alvo de arremesso de paralelepípedos.

Dos 23 feridos, 21 eram funcionários da Casa. Um deles, identificado como Normando Fernandes, teve afundamento de crânio e foi encaminhado em estado grave para o Hospital Santa Lúcia, em Brasília. Um outro servidor quebrou a perna ao ser jogado pelos manifestantes de uma escada rolante.

Os responsáveis pelo quebra-quebra argumentaram que a violência foi uma resposta à repressão policial que teriam sofrido na chegada ao Congresso. Segundo o líder do MLST, Bruno Maranhão, o grupo foi a Brasília para entregar uma carta de reivindicações aos presidentes da Câmara e do Senado. "Era um movimento pacífico, mas a polícia nos agrediu. Tivemos que reagir", argumentou.

Reação – O deputado Aldo Rebelo rejeitou o pedido para negociar com os integrantes do MLST e determinou a prisão de todos eles. A Polícia Legislativa cumpriu a ordem e deu voz de prisão a mais de 500 manifestantes, que foram levados de ônibus para o Ginásio de Esportes da Polícia Militar. Eles foram autuados por destruição do patrimônio público, agressão, lesão corporal, formação de quadrilha e corrupção de menores. 

Repercussão — Em nota, a Presidência da República condenou os atos de violência e afirmou que "a agressão ao Congresso Nacional, espaço público para as manifestações legítimas e pacíficas da sociedade, fere os princípios da democracia e deve ser tratada com o rigor da lei".



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Aldo Rebelo manda prender manifestantes que depredaram a Câmara

Carolina Godoy
Do Diário OnLine

06/06/2006 | 20:58


O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), determinou a prisão de todos os manifestantes que invadiram a Casa, na tarde desta terça-feira, e promoveram um quebra-quebra no local. A violência protagonizada pelo MLST (Movimento pela Libertação dos Sem Terra) terminou com 23 feridos e deixou um cenário de destruição nas dependências da Câmara.

Os atos de vandalismo duraram mais de uma hora. Armados com foices, pedras e pedaços de madeira, os manifestantes invadiram o local por volta das 15h e destruíram tudo o que havia na entrada da Câmara. Até mesmo um carro zero quilômetro que seria sorteado num bingo foi arrastado e depredado pelos integrantes do MLST. Imagens de TV também mostraram uma mulher atacando os terminais de computadores com um pedaço de ferro e concreto. A fúria dos manifestantes ainda causou a destruição de portas de vidro, que foram alvo de arremesso de paralelepípedos.

Dos 23 feridos, 21 eram funcionários da Casa. Um deles, identificado como Normando Fernandes, teve afundamento de crânio e foi encaminhado em estado grave para o Hospital Santa Lúcia, em Brasília. Um outro servidor quebrou a perna ao ser jogado pelos manifestantes de uma escada rolante.

Os responsáveis pelo quebra-quebra argumentaram que a violência foi uma resposta à repressão policial que teriam sofrido na chegada ao Congresso. Segundo o líder do MLST, Bruno Maranhão, o grupo foi a Brasília para entregar uma carta de reivindicações aos presidentes da Câmara e do Senado. "Era um movimento pacífico, mas a polícia nos agrediu. Tivemos que reagir", argumentou.

Reação – O deputado Aldo Rebelo rejeitou o pedido para negociar com os integrantes do MLST e determinou a prisão de todos eles. A Polícia Legislativa cumpriu a ordem e deu voz de prisão a mais de 500 manifestantes, que foram levados de ônibus para o Ginásio de Esportes da Polícia Militar. Eles foram autuados por destruição do patrimônio público, agressão, lesão corporal, formação de quadrilha e corrupção de menores. 

Repercussão — Em nota, a Presidência da República condenou os atos de violência e afirmou que "a agressão ao Congresso Nacional, espaço público para as manifestações legítimas e pacíficas da sociedade, fere os princípios da democracia e deve ser tratada com o rigor da lei".

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