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Cidade Pirelli continua no rascunho


Arthur Lopez
Do Diário do Grande ABC

06/11/2005 | 08:17


Após oito anos, o que se vê do projeto Cidade Pirelli, na Vila Homero Thon, em Santo André, está muito aquém da promessa de recuperação econômica de uma região decadente. Em 1997, foi passado para a população que o local, em dez anos, receberia investimento de R$ 200 milhões com a instalação de diversos blocos comerciais, casa de espetáculos, cinemas, rua 24 horas, centro de convenções e até hotel quatro estrelas. O prazo está se esgotando. Hoje a região se transformou em uma grande área abandonada, tendo apenas um parque com duas quadras, alguns bancos de concreto, tudo em precário estado de conservação.


Os dois lados da parceria Prefeitura-empresa garantem que já fizeram tudo o que estava previsto na lei que rege essa operação urbana. A responsabilidade para o sucesso do projeto no prazo definido é passada de um para o outro conforme o interlocutor. A Prefeitura informa que não pode mais agir em terreno que hoje é particular e que está de mãos atadas, por problemas orçamentários, de criar mais atrativos para a iniciativa privada se sentir atraída a investir na idéia.

O poder público, depois de uma odisséia judicial, desapropriou cerca de 50 imóveis e deixou o terreno livre para seu parceiro privado na empreitada. Segundo o secretário-adjunto de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Fernando Bruno Filho, faltou apenas construir o viaduto sobre o córrego Guarará, “mas não houve acordo com outras empresas para realizá-lo”.


A Pirelli, a outra parceira, diz ter pagado a contrapartida no negócio (R$ 2 milhões utilizados pela administração municipal para a cobertura da rua Coronel Oliveira Lima) e ainda duplicou a avenida Giovanni Batista Pirelli, recuperou uma escola na vila Homero Thon e construiu o parque.

Parte do área de 215 mil m² foi vendida, em 2001, para a UniABC, que iria construir um novo campus em dois anos. A universidade, que comprou 25 mil m² e o ginásio da Pirelli, onde alunos da Educação Física têm aula, foi procurada pelo Diário, mas não se pronunciou para explicar por que os planos de construção, com investimentos previstos de R$ 60 milhões, não foram adiante.

A TIM, outra empresa do grupo Pirelli, passou este ano a ser a grande expectativa de deslanche do projeto. A operadora de telefonia celular anunciou que vai ocupar parte desativada da fábrica de cabos para instalar um pólo tecnológico, com call center e um data center, em um investimento de R$ 262 milhões e geração de mais de 3 mil empregos. Segundo a empresa, 1,3 mil pessoas já trabalham no local. A esperança dos técnicos da Prefeitura é que esse pólo crie sinergia de empresas similares na região.


Mesmo assim, o prefeito João Avamileno concorda que o ritmo está muito aquém do esperado. Segundo ele, somente 40% do projeto Cidade Pirelli foi implementado. Para o secretário-adjunto Fernando Bruno, essa demora tem até um lado positivo, porque a fábrica de cabos, programada para se mudar para Sorocaba, acabou ficando em Santo André. “Isso representa não só arrecadação de impostos, mas também manutenção de empregos qualificados. É menos mal”, diz. Bruno explica que “até agora o município não perdeu (com a Cidade Pirelli), só ainda não ganhou o que as pessoas achavam que ganharia”.



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Cidade Pirelli continua no rascunho

Arthur Lopez
Do Diário do Grande ABC

06/11/2005 | 08:17


Após oito anos, o que se vê do projeto Cidade Pirelli, na Vila Homero Thon, em Santo André, está muito aquém da promessa de recuperação econômica de uma região decadente. Em 1997, foi passado para a população que o local, em dez anos, receberia investimento de R$ 200 milhões com a instalação de diversos blocos comerciais, casa de espetáculos, cinemas, rua 24 horas, centro de convenções e até hotel quatro estrelas. O prazo está se esgotando. Hoje a região se transformou em uma grande área abandonada, tendo apenas um parque com duas quadras, alguns bancos de concreto, tudo em precário estado de conservação.


Os dois lados da parceria Prefeitura-empresa garantem que já fizeram tudo o que estava previsto na lei que rege essa operação urbana. A responsabilidade para o sucesso do projeto no prazo definido é passada de um para o outro conforme o interlocutor. A Prefeitura informa que não pode mais agir em terreno que hoje é particular e que está de mãos atadas, por problemas orçamentários, de criar mais atrativos para a iniciativa privada se sentir atraída a investir na idéia.

O poder público, depois de uma odisséia judicial, desapropriou cerca de 50 imóveis e deixou o terreno livre para seu parceiro privado na empreitada. Segundo o secretário-adjunto de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Fernando Bruno Filho, faltou apenas construir o viaduto sobre o córrego Guarará, “mas não houve acordo com outras empresas para realizá-lo”.


A Pirelli, a outra parceira, diz ter pagado a contrapartida no negócio (R$ 2 milhões utilizados pela administração municipal para a cobertura da rua Coronel Oliveira Lima) e ainda duplicou a avenida Giovanni Batista Pirelli, recuperou uma escola na vila Homero Thon e construiu o parque.

Parte do área de 215 mil m² foi vendida, em 2001, para a UniABC, que iria construir um novo campus em dois anos. A universidade, que comprou 25 mil m² e o ginásio da Pirelli, onde alunos da Educação Física têm aula, foi procurada pelo Diário, mas não se pronunciou para explicar por que os planos de construção, com investimentos previstos de R$ 60 milhões, não foram adiante.

A TIM, outra empresa do grupo Pirelli, passou este ano a ser a grande expectativa de deslanche do projeto. A operadora de telefonia celular anunciou que vai ocupar parte desativada da fábrica de cabos para instalar um pólo tecnológico, com call center e um data center, em um investimento de R$ 262 milhões e geração de mais de 3 mil empregos. Segundo a empresa, 1,3 mil pessoas já trabalham no local. A esperança dos técnicos da Prefeitura é que esse pólo crie sinergia de empresas similares na região.


Mesmo assim, o prefeito João Avamileno concorda que o ritmo está muito aquém do esperado. Segundo ele, somente 40% do projeto Cidade Pirelli foi implementado. Para o secretário-adjunto Fernando Bruno, essa demora tem até um lado positivo, porque a fábrica de cabos, programada para se mudar para Sorocaba, acabou ficando em Santo André. “Isso representa não só arrecadação de impostos, mas também manutenção de empregos qualificados. É menos mal”, diz. Bruno explica que “até agora o município não perdeu (com a Cidade Pirelli), só ainda não ganhou o que as pessoas achavam que ganharia”.

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