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Presente de vereador não é só voto


Renan Cacioli
Do Diário do Grande ABC

13/11/2005 | 08:24


Discutir um projeto com outros parlamentares da Câmara e relaxar após a sessão comendo uma caixa de bombons. Receber um pedido de auxílio para determinada comunidade e assinar a autorização com uma bela Montblanc. Fazer o social que todo político precisa e acabar convidado para a churrascada. Enfim, ser vereador tem suas boas e saborosas vantagens. Caros ou simples, os presentes são sempre bem-vindos, segundo eles.

“Eu não vejo nada demais. A pessoa dá por amizade”, explica o vereador Wagner Feitoza, o Vaguinho do Conselho, do PSB de Diadema, que já ganhou camisetas e bombons. “Você não pede, é um presente que te dão espontaneamente.”

Indesejáveis – Claro que Vaguinho não escapa das lembrancinhas, digamos, indesejáveis.  Certa vez, um munícipe levou ao gabinete do vereador um relógio todo incrementado, com duas fotos dele (vereador) estampadas e, no meio dos ponteiros, um símbolo do Corinthians. O detalhe: Vaguinho é palmeirense. “Esse a gente deixa meio escondido, atrás do armário”, brinca o parlamentar.

Também seu companheiro de Câmara Lauro Michels (PSDB) é a favor das gentilezas, dependendo do valor. “Lembrança é uma coisa, presente é outra. A pessoa sabe que eu gosto de surf e chega com um DVD sobre o tema, uma camiseta, tudo bem. Agora, se me derem um jet-ski, aí fica complicado”, diz Michels. “Uma cesta de Natal, uma coisa simples, eu até aceito.”

Quando a manifestação de carinho vira tietagem, ninguém supera Vanessa Damo, do PV de Mauá. São dezenas de fotos, cartinhas, bichinhos e afins que chegam diariamente ao gabinete dela. “Tenho recebido muitas fotos de crianças que querem me conhecer. Também já recebi chocolate, cartinhas”, comenta a vereadora, que montou um mural com algumas das fotos enviadas à Câmara pelos fãs.

Retribuição – Alguns parlamentares resolveram aproveitar que as festas de fim de ano estão se aproximando, e decidiram também devolver a gentileza dos eleitores. Em São Bernardo, a Câmara compra cestas de Natal, com queijo, vinho, entre outros produtos, e distribui para os funcionários – os vereadores não ganham nada. Névio Carlone (PSB), por exemplo, promove uma festa beneficente para as crianças carentes. “Tem shows, monitores, almoço. A gente compra uma parte dos presentes, alguns amigos doam.”

Edinaldo de Menezes, o Dedé da Folha, do PDT de Ribeirão Pires, aproveita que o colega José Vicente de Abreu (PHS) é dono de um mercado e negocia um desconto em caixas de champanhe para presentear o eleitorado. “Vou comprar umas dez caixas, distribuir entre as lideranças do partido”, diz Dedé, que, de vez em quando, aproveita o contato com a população e estica a visita em uma churrascada aqui, uma festinha ali. “Sempre tem uma confraternização ou outra”, explica o vereador. Vicente de Abreu, por sua vez, faz um apanhado de produtos no mercado e monta uma cesta natalina para aqueles que o ajudaram na campanha eleitoral. “Nada muito caro, apenas algumas nozes, castanhas.



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Presente de vereador não é só voto

Renan Cacioli
Do Diário do Grande ABC

13/11/2005 | 08:24


Discutir um projeto com outros parlamentares da Câmara e relaxar após a sessão comendo uma caixa de bombons. Receber um pedido de auxílio para determinada comunidade e assinar a autorização com uma bela Montblanc. Fazer o social que todo político precisa e acabar convidado para a churrascada. Enfim, ser vereador tem suas boas e saborosas vantagens. Caros ou simples, os presentes são sempre bem-vindos, segundo eles.

“Eu não vejo nada demais. A pessoa dá por amizade”, explica o vereador Wagner Feitoza, o Vaguinho do Conselho, do PSB de Diadema, que já ganhou camisetas e bombons. “Você não pede, é um presente que te dão espontaneamente.”

Indesejáveis – Claro que Vaguinho não escapa das lembrancinhas, digamos, indesejáveis.  Certa vez, um munícipe levou ao gabinete do vereador um relógio todo incrementado, com duas fotos dele (vereador) estampadas e, no meio dos ponteiros, um símbolo do Corinthians. O detalhe: Vaguinho é palmeirense. “Esse a gente deixa meio escondido, atrás do armário”, brinca o parlamentar.

Também seu companheiro de Câmara Lauro Michels (PSDB) é a favor das gentilezas, dependendo do valor. “Lembrança é uma coisa, presente é outra. A pessoa sabe que eu gosto de surf e chega com um DVD sobre o tema, uma camiseta, tudo bem. Agora, se me derem um jet-ski, aí fica complicado”, diz Michels. “Uma cesta de Natal, uma coisa simples, eu até aceito.”

Quando a manifestação de carinho vira tietagem, ninguém supera Vanessa Damo, do PV de Mauá. São dezenas de fotos, cartinhas, bichinhos e afins que chegam diariamente ao gabinete dela. “Tenho recebido muitas fotos de crianças que querem me conhecer. Também já recebi chocolate, cartinhas”, comenta a vereadora, que montou um mural com algumas das fotos enviadas à Câmara pelos fãs.

Retribuição – Alguns parlamentares resolveram aproveitar que as festas de fim de ano estão se aproximando, e decidiram também devolver a gentileza dos eleitores. Em São Bernardo, a Câmara compra cestas de Natal, com queijo, vinho, entre outros produtos, e distribui para os funcionários – os vereadores não ganham nada. Névio Carlone (PSB), por exemplo, promove uma festa beneficente para as crianças carentes. “Tem shows, monitores, almoço. A gente compra uma parte dos presentes, alguns amigos doam.”

Edinaldo de Menezes, o Dedé da Folha, do PDT de Ribeirão Pires, aproveita que o colega José Vicente de Abreu (PHS) é dono de um mercado e negocia um desconto em caixas de champanhe para presentear o eleitorado. “Vou comprar umas dez caixas, distribuir entre as lideranças do partido”, diz Dedé, que, de vez em quando, aproveita o contato com a população e estica a visita em uma churrascada aqui, uma festinha ali. “Sempre tem uma confraternização ou outra”, explica o vereador. Vicente de Abreu, por sua vez, faz um apanhado de produtos no mercado e monta uma cesta natalina para aqueles que o ajudaram na campanha eleitoral. “Nada muito caro, apenas algumas nozes, castanhas.

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