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Correa diz que nem Bush, nem Chávez vão mandar no Equador


Da AFP

29/11/2006 | 15:56


O presidente eleito do Equador, o economista de esquerda Rafael Correa, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista publicada pelo jornal espanhol El País, que em seu país "não vão mandar nem Bush, nem Chávez",

“Em minha casa não mandam meus amigos. Aqui, não vão mandar nem Bush, nem Chávez, só os equatorianos", assegurou Correa, eleito domingo passado no segundo turno das eleições presidenciais com 57,9% dos votos.

Correa, 43 anos, eleito para o período 2007-2011, assegurou que os primeiros passos que dará após assumir a presidência, em 15 de janeiro de 2007, serão convocar consulta popular para a assembléia constituinte e baixar o salário do presidente de "US$ 8 mil para US$ 4 mil".

Entre suas prioridades, menciona a reforma política e a retomada econômica. "Enquanto continuarmos com certas máfias nos dominando, será muito difícil levar o país adiante", disse ele, que derrotou o multimilionário Alvaro Noboa.

Um de seus projetos é solicitar a reincorporação do Equador como membro pleno da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), após 12 anos de ausência.

Correa se define como cristão e humanista de esquerda e entende que o apoio dos equatorianos nas urnas é a "maior vantagem na história democrática contemporânea" de seu país.

Ele antecipou que "não haverá medidas de ajuste severas" por parte de seu governo. "Não castigaremos os mais pobres. Serão mantidas as ajudas públicas e reduziremos o custo dos serviços básicos como a eletricidade".

A respeito da dívida externa equatoriana, que em dezembro de 2006 se elevará para US$ 13,969 bilhões (a pública interna e externa), o futuro presidente negou ter anunciado uma moratória, mas também não a descarta.

"Para nós as prioridades estão claras: o país antes que o bolso dos credores. A vida antes que a dívida", concluiu Correa.



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Correa diz que nem Bush, nem Chávez vão mandar no Equador

Da AFP

29/11/2006 | 15:56


O presidente eleito do Equador, o economista de esquerda Rafael Correa, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista publicada pelo jornal espanhol El País, que em seu país "não vão mandar nem Bush, nem Chávez",

“Em minha casa não mandam meus amigos. Aqui, não vão mandar nem Bush, nem Chávez, só os equatorianos", assegurou Correa, eleito domingo passado no segundo turno das eleições presidenciais com 57,9% dos votos.

Correa, 43 anos, eleito para o período 2007-2011, assegurou que os primeiros passos que dará após assumir a presidência, em 15 de janeiro de 2007, serão convocar consulta popular para a assembléia constituinte e baixar o salário do presidente de "US$ 8 mil para US$ 4 mil".

Entre suas prioridades, menciona a reforma política e a retomada econômica. "Enquanto continuarmos com certas máfias nos dominando, será muito difícil levar o país adiante", disse ele, que derrotou o multimilionário Alvaro Noboa.

Um de seus projetos é solicitar a reincorporação do Equador como membro pleno da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), após 12 anos de ausência.

Correa se define como cristão e humanista de esquerda e entende que o apoio dos equatorianos nas urnas é a "maior vantagem na história democrática contemporânea" de seu país.

Ele antecipou que "não haverá medidas de ajuste severas" por parte de seu governo. "Não castigaremos os mais pobres. Serão mantidas as ajudas públicas e reduziremos o custo dos serviços básicos como a eletricidade".

A respeito da dívida externa equatoriana, que em dezembro de 2006 se elevará para US$ 13,969 bilhões (a pública interna e externa), o futuro presidente negou ter anunciado uma moratória, mas também não a descarta.

"Para nós as prioridades estão claras: o país antes que o bolso dos credores. A vida antes que a dívida", concluiu Correa.

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