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Câmara de S.Caetano não deve convocar Mônaco


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

06/06/2006 | 08:11


A convocação do diretor do Hospital e Maternidade Central, Antônio Mônaco, para prestar esclarecimentos aos vereadores de São Caetano não deve sair do papel. Pelo menos essa é a opinião do presidente do Legislativo, Paulo Bottura (PTB), que encarou o requerimento de Horácio Neto (Psol), protocolado quinta-feira, como “jogada política”. “Não existe fundamentação legal para exigir que ele (Mônaco) fale aos vereadores. Tenho absoluta certeza que não passa”, opinou Bottura. Mesmo assim, ele assegurou que o requerimento deverá entrar em votação durante a sessão de terça-feira.

O Hospital Central ganhou notoriedade após tornar-se personagem principal do Pacote Estético – cerca de 20 crirugias plásticas realizadas em 2001, 2003 e 2004 no próprio hospital, autorizadas pela Prefeitura e pagas com recursos públicos – denunciado com exclusividade pelo Diário no dia 3 de março. Recentemente, Antônio Mônaco revelou ter sido obrigado, em 2003, a pagar R$ 11,9 mil a então vereadora pelo PTB Sueli Nogueira, sem que ela trabalhasse. O mesmo foi feito com o atual secretário do Meio Ambiente, Jayme Tavares, que entre setembro de 2003 e janeiro de 2005 recebeu cerca de R$ 54 mil, além de aproximadamente R$ 46 mil desembolsados à atual secretária de Saúde, Regina Maura Zetone Grespan, entre março de 2001 e outubro de 2002. O dono do hospital contou que os pagamentos a funcionários fantasmas foi uma imposição da Prefeitura, por conta do contrato assinado, sem licitação, entre a administração e o Central. Durante oito anos em que vigorou o convênio, o hospital faturou cerca de R$ 500 mil por mês.

O ex-secretário de Saúde de São Caetano Carlos Coelho lembrou-se agora que o contrato assinado em 1998 era “aberto”, ou seja, não especificava valores nem o serviço que seria executado.

O vereador Horácio Neto assegura que seu requerimento não tem intenção política. “Eu entendo que a Câmara deveria ter compromisso com o esclarecimento. A nossa competência é fiscalizar as ações do Executivo. Vou conversar com os colegas da situação para que esse requerimento seja aprovado”.


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Câmara de S.Caetano não deve convocar Mônaco

Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

06/06/2006 | 08:11


A convocação do diretor do Hospital e Maternidade Central, Antônio Mônaco, para prestar esclarecimentos aos vereadores de São Caetano não deve sair do papel. Pelo menos essa é a opinião do presidente do Legislativo, Paulo Bottura (PTB), que encarou o requerimento de Horácio Neto (Psol), protocolado quinta-feira, como “jogada política”. “Não existe fundamentação legal para exigir que ele (Mônaco) fale aos vereadores. Tenho absoluta certeza que não passa”, opinou Bottura. Mesmo assim, ele assegurou que o requerimento deverá entrar em votação durante a sessão de terça-feira.

O Hospital Central ganhou notoriedade após tornar-se personagem principal do Pacote Estético – cerca de 20 crirugias plásticas realizadas em 2001, 2003 e 2004 no próprio hospital, autorizadas pela Prefeitura e pagas com recursos públicos – denunciado com exclusividade pelo Diário no dia 3 de março. Recentemente, Antônio Mônaco revelou ter sido obrigado, em 2003, a pagar R$ 11,9 mil a então vereadora pelo PTB Sueli Nogueira, sem que ela trabalhasse. O mesmo foi feito com o atual secretário do Meio Ambiente, Jayme Tavares, que entre setembro de 2003 e janeiro de 2005 recebeu cerca de R$ 54 mil, além de aproximadamente R$ 46 mil desembolsados à atual secretária de Saúde, Regina Maura Zetone Grespan, entre março de 2001 e outubro de 2002. O dono do hospital contou que os pagamentos a funcionários fantasmas foi uma imposição da Prefeitura, por conta do contrato assinado, sem licitação, entre a administração e o Central. Durante oito anos em que vigorou o convênio, o hospital faturou cerca de R$ 500 mil por mês.

O ex-secretário de Saúde de São Caetano Carlos Coelho lembrou-se agora que o contrato assinado em 1998 era “aberto”, ou seja, não especificava valores nem o serviço que seria executado.

O vereador Horácio Neto assegura que seu requerimento não tem intenção política. “Eu entendo que a Câmara deveria ter compromisso com o esclarecimento. A nossa competência é fiscalizar as ações do Executivo. Vou conversar com os colegas da situação para que esse requerimento seja aprovado”.

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