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Planejamento protege famílias da inadimplência


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

13/02/2011 | 07:30


O guarda-vidas de Santo André Eduardo Negreiro Cabelo é assalariado desde 1994. De lá para cá, ele tentou apenas uma vez fazer tabela de planejamento orçamentário, porém sem sucesso. "Não gosto de ficar anotando tudo. Mas acredito que se tivesse feito, não ficaria alguns anos no vermelho e devendo no cartão. E teria um carro e uma moto bem melhores", desabafou.

Ele pertence a grupo de consumidores que, muitas vezes, acaba sujando o nome por não planejarem bem suas contas.

E, de acordo com o especialista em finanças pessoais Mauro Calil, nunca é tarde para começar. "Pode ser no computador, que facilita as contas, ou em caderninho mesmo, que também dá resultado."

 

DESNECESSÁRIOS - O controle financeiro orienta o consumidor sobre quais são seus limites. E revela que alguns gastos foram desnecessários. "Assim as chances de comprometer o futuro financeiro são reduzidas", disse o professor do departamento de economia da FMU Fábio Andrade.

Calil destacou outro motivo para colocar no papel as finanças pessoais. "Outro aspecto é o respeito ao dinheiro. Assim como você guarda a carne na geladeira, para não estragar, o orçamento doméstico será para não estragar a vida financeira", afirmou.

Para o coordenador de natação Fábio Negrão, o planejamento contribuiu para que ele não entrasse em dívidas. "Há um mês nasceu meu filhinho. E, por causa das economias planejadas, consegui guardar dinheiro suficiente para comprar as mobílias do bebê sem entrar no vermelho."

Negrão anotou todos os gastos e receitas desde 2004. E afirmou que está satisfeito com os resultados do planejamento orçamentário. "Consigo me planejar. E o próximo plano é aumentar a casa."

COMEÇO - Os especialistas aconselham que o consumidor aproveite este mês para anotar sua vida financeira.

E, a partir de março, é possível iniciar as mudanças, tendo em vista que a planilha de fevereiro terá revelado alguns gastos desnecessários.

Calil explicou que o primeiro passo é anotar todo o faturamento. "Tem que incluir todo tipo de renda. Se a família tem casa que herdou e está alugada, o aluguel entra nesta lista. E as pensões também são consideradas renda."

Em seguida, os especialistas orientam a traçar as despesas. "Divida-as em necessárias e desnecessárias", diz Calil.

Os débitos necessários são aqueles que as famílias têm por sobrevivência, como gastos de alimentação, habitação, saúde, higiene e transporte.

No entanto, é possível dividi-las em fixas e variáveis, tendo em vista que a conta de luz pode ser reduzida com medidas de economia, por exemplo.

Subtraindo as despesas das receitas, o consumidor terá o saldo do período tabulado. "O importante é que as sobras atinjam, no mínimo, 10% para que o consumidor consiga construir sua aposentadoria", afirmou Calil.

Andrade aconselhou que as sobras no orçamento devem ser direcionadas ao investimento pessoal, como graduação, pós-graduação, curso profissionalizante ou inglês.



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Planejamento protege famílias da inadimplência

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

13/02/2011 | 07:30


O guarda-vidas de Santo André Eduardo Negreiro Cabelo é assalariado desde 1994. De lá para cá, ele tentou apenas uma vez fazer tabela de planejamento orçamentário, porém sem sucesso. "Não gosto de ficar anotando tudo. Mas acredito que se tivesse feito, não ficaria alguns anos no vermelho e devendo no cartão. E teria um carro e uma moto bem melhores", desabafou.

Ele pertence a grupo de consumidores que, muitas vezes, acaba sujando o nome por não planejarem bem suas contas.

E, de acordo com o especialista em finanças pessoais Mauro Calil, nunca é tarde para começar. "Pode ser no computador, que facilita as contas, ou em caderninho mesmo, que também dá resultado."

 

DESNECESSÁRIOS - O controle financeiro orienta o consumidor sobre quais são seus limites. E revela que alguns gastos foram desnecessários. "Assim as chances de comprometer o futuro financeiro são reduzidas", disse o professor do departamento de economia da FMU Fábio Andrade.

Calil destacou outro motivo para colocar no papel as finanças pessoais. "Outro aspecto é o respeito ao dinheiro. Assim como você guarda a carne na geladeira, para não estragar, o orçamento doméstico será para não estragar a vida financeira", afirmou.

Para o coordenador de natação Fábio Negrão, o planejamento contribuiu para que ele não entrasse em dívidas. "Há um mês nasceu meu filhinho. E, por causa das economias planejadas, consegui guardar dinheiro suficiente para comprar as mobílias do bebê sem entrar no vermelho."

Negrão anotou todos os gastos e receitas desde 2004. E afirmou que está satisfeito com os resultados do planejamento orçamentário. "Consigo me planejar. E o próximo plano é aumentar a casa."

COMEÇO - Os especialistas aconselham que o consumidor aproveite este mês para anotar sua vida financeira.

E, a partir de março, é possível iniciar as mudanças, tendo em vista que a planilha de fevereiro terá revelado alguns gastos desnecessários.

Calil explicou que o primeiro passo é anotar todo o faturamento. "Tem que incluir todo tipo de renda. Se a família tem casa que herdou e está alugada, o aluguel entra nesta lista. E as pensões também são consideradas renda."

Em seguida, os especialistas orientam a traçar as despesas. "Divida-as em necessárias e desnecessárias", diz Calil.

Os débitos necessários são aqueles que as famílias têm por sobrevivência, como gastos de alimentação, habitação, saúde, higiene e transporte.

No entanto, é possível dividi-las em fixas e variáveis, tendo em vista que a conta de luz pode ser reduzida com medidas de economia, por exemplo.

Subtraindo as despesas das receitas, o consumidor terá o saldo do período tabulado. "O importante é que as sobras atinjam, no mínimo, 10% para que o consumidor consiga construir sua aposentadoria", afirmou Calil.

Andrade aconselhou que as sobras no orçamento devem ser direcionadas ao investimento pessoal, como graduação, pós-graduação, curso profissionalizante ou inglês.

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