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Sabor de vingança?


Thiago Bassan
Com Agências

27/06/2010 | 07:01


Argentina e México fazem duelo com sabor de vingança pelas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul, às 15h30 de hoje, no Estádio Soccer City, em Joanesburgo. As seleções se enfrentaram no último mundial, em 2006, na Alemanha, e os sul-americanos levaram a melhor, com vitória por 2 a 1 na prorrogação, pela mesma fase.

Embora tentem evitar a palavra vingança, os mexicanos cobram respeito à seleção. "Infelizmente, algumas vezes não temos a mesma credibilidade que outras equipes. Mas vamos continuar lutando. Estamos tentando mudar essa mentalidade. Precisamos pensar que somos iguais aos outros", afirmou o zagueiro Rafa Marques.

No México, o ataque é a grande dúvida do técnico Javier Aguirre. Guilermo Franco e Javier Hernández disputam a posição. O primeiro, que nasceu na Argentina, mas se naturalizou mexicano, é bastante criticado pelos torcedores, que criaram comunidade em rede social com o nome de ‘Eu odeio Guillermo Franco'.

Apesar das críticas, a preocupação de Franco é com o meia Messi. "Para parar ele, só dando tiro. Vou pedir a Deus e rezar, mas é impossível pará-lo", brincou.

Na Argentina, o técnico Diego Maradona (foto) confirmou o desfalque do zagueiro Samuel, contundido. Burdisso será o seu substituto. "Ele (Samuel) não se sente bem e não podemos arriscar agora", afirmou o treinador. Outras novidades da equipe podem ser a presença do lateral-direito Otamendi no lugar de Gutierrez, e do meia Maxi Rodriguez na vaga de Verón.

Uma das maiores polêmicas do confronto começou antes mesmo de a bola rolar. Questionado sobre o fato de o argentino Ricardo La Volpe, ex-técnico da seleção mexicana na Copa de 2006, ter afirmado que torceria pelo México contra seu país de origem, Maradona o considerou traidor. "Não ter respeito significa ser um traidor da pátria. Ele pode ser agradecido por ter feito carreira no México, ganhou dinheiro, mas é um traidor. Em1978, era o terceiro goleiro e nem jogaria. Se precisasse, Menotti (Cesar Luis Menotti, treinador) escalaria alguém da linha e não ele", provocou Maradona.

Ambos foram companheiros no mundial vencido pelos hermanos em 1978. Agora, a torcida de cada um está de lados opostos.

Maradona descarta ser a ‘estrela' da Copa do Mundo
Apesar de ser o centro das atenções na seleção argentina, ofuscando às vezes até mesmo o astro Messi, o treinador Diego Maradona descarta o rótulo de ‘estrela' da Copa do Mundo. "São os atletas que ganham e perdem as partidas. O técnico é um guia. Não acredito que há treinadores estrelas. Mourinho e Guardiola não estão aqui", afirmou o argentino, cutucando os treinadores de Real Madrid e Barcelona, respectivamente.

Em busca do segundo título mundial - o primeiro como treinador -, Maradona evitou polêmicas com os jornalistas. "Não tenho rancor, já estou velho. Fico zangado pelos jogadores, pela falta de respeito com eles e por não pedirem desculpas no momento certo. Há atletas que hoje são endeusados na Argentina e que muitos jornalistas não queriam na Copa. Não é fácil deixar de ser ninguém no seu país, vencer três jogos e virar o centro das atenções daqueles mesmos que diziam que você era um desastre", contou.

Como explicação para o sucesso obtido na primeira fase da competição, Dieguito usou como arma a sua própria experiência da época de jogador. "Fiquei fora da Copa em 1978, fui campeão sub-20 em 1979, depois fui em 1982, acabei campeão em 1986, em 1990 nos deram como mortos e ressuscitamos. Passei por tudo. Durante minha carreira adquiri experiência, que hoje passo para eles com todo o meu coração. Posso contar o verdadeiro, o real", disse.  (Com Agências)

Zebras, mexicanos esperam vencer e entrar para a história
Entrar para a história. Esse é o objetivo dos jogadores mexicanos no jogo contra os argentinos. Caso despache os hermanos, o México conseguirá novamente a sua melhor classificação em Copas do Mundo: chegar às quartas de final.

"Até agora o México não passou do quinto jogo em um Mundial. É com isso que sonhamos. Esperamos entrar para a história do futebol mexicano. Sabemos o que está em jogo no confronto, e temos motivação. Por isso, esperamos também contar com a sorte, para que as coisas deem certo", afirmou o zagueiro Salcido.

Apesar da confiança, o defensor alerta os companheiros para o poder ofensivo adversário. "Se conseguirmos neutralizar os atacantes e nos preparar bem, acho que podemos vencê-los. Temos de usar 100% da nossa capacidade", disse. (Com Agências)



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Sabor de vingança?

Thiago Bassan
Com Agências

27/06/2010 | 07:01


Argentina e México fazem duelo com sabor de vingança pelas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul, às 15h30 de hoje, no Estádio Soccer City, em Joanesburgo. As seleções se enfrentaram no último mundial, em 2006, na Alemanha, e os sul-americanos levaram a melhor, com vitória por 2 a 1 na prorrogação, pela mesma fase.

Embora tentem evitar a palavra vingança, os mexicanos cobram respeito à seleção. "Infelizmente, algumas vezes não temos a mesma credibilidade que outras equipes. Mas vamos continuar lutando. Estamos tentando mudar essa mentalidade. Precisamos pensar que somos iguais aos outros", afirmou o zagueiro Rafa Marques.

No México, o ataque é a grande dúvida do técnico Javier Aguirre. Guilermo Franco e Javier Hernández disputam a posição. O primeiro, que nasceu na Argentina, mas se naturalizou mexicano, é bastante criticado pelos torcedores, que criaram comunidade em rede social com o nome de ‘Eu odeio Guillermo Franco'.

Apesar das críticas, a preocupação de Franco é com o meia Messi. "Para parar ele, só dando tiro. Vou pedir a Deus e rezar, mas é impossível pará-lo", brincou.

Na Argentina, o técnico Diego Maradona (foto) confirmou o desfalque do zagueiro Samuel, contundido. Burdisso será o seu substituto. "Ele (Samuel) não se sente bem e não podemos arriscar agora", afirmou o treinador. Outras novidades da equipe podem ser a presença do lateral-direito Otamendi no lugar de Gutierrez, e do meia Maxi Rodriguez na vaga de Verón.

Uma das maiores polêmicas do confronto começou antes mesmo de a bola rolar. Questionado sobre o fato de o argentino Ricardo La Volpe, ex-técnico da seleção mexicana na Copa de 2006, ter afirmado que torceria pelo México contra seu país de origem, Maradona o considerou traidor. "Não ter respeito significa ser um traidor da pátria. Ele pode ser agradecido por ter feito carreira no México, ganhou dinheiro, mas é um traidor. Em1978, era o terceiro goleiro e nem jogaria. Se precisasse, Menotti (Cesar Luis Menotti, treinador) escalaria alguém da linha e não ele", provocou Maradona.

Ambos foram companheiros no mundial vencido pelos hermanos em 1978. Agora, a torcida de cada um está de lados opostos.

Maradona descarta ser a ‘estrela' da Copa do Mundo
Apesar de ser o centro das atenções na seleção argentina, ofuscando às vezes até mesmo o astro Messi, o treinador Diego Maradona descarta o rótulo de ‘estrela' da Copa do Mundo. "São os atletas que ganham e perdem as partidas. O técnico é um guia. Não acredito que há treinadores estrelas. Mourinho e Guardiola não estão aqui", afirmou o argentino, cutucando os treinadores de Real Madrid e Barcelona, respectivamente.

Em busca do segundo título mundial - o primeiro como treinador -, Maradona evitou polêmicas com os jornalistas. "Não tenho rancor, já estou velho. Fico zangado pelos jogadores, pela falta de respeito com eles e por não pedirem desculpas no momento certo. Há atletas que hoje são endeusados na Argentina e que muitos jornalistas não queriam na Copa. Não é fácil deixar de ser ninguém no seu país, vencer três jogos e virar o centro das atenções daqueles mesmos que diziam que você era um desastre", contou.

Como explicação para o sucesso obtido na primeira fase da competição, Dieguito usou como arma a sua própria experiência da época de jogador. "Fiquei fora da Copa em 1978, fui campeão sub-20 em 1979, depois fui em 1982, acabei campeão em 1986, em 1990 nos deram como mortos e ressuscitamos. Passei por tudo. Durante minha carreira adquiri experiência, que hoje passo para eles com todo o meu coração. Posso contar o verdadeiro, o real", disse.  (Com Agências)

Zebras, mexicanos esperam vencer e entrar para a história
Entrar para a história. Esse é o objetivo dos jogadores mexicanos no jogo contra os argentinos. Caso despache os hermanos, o México conseguirá novamente a sua melhor classificação em Copas do Mundo: chegar às quartas de final.

"Até agora o México não passou do quinto jogo em um Mundial. É com isso que sonhamos. Esperamos entrar para a história do futebol mexicano. Sabemos o que está em jogo no confronto, e temos motivação. Por isso, esperamos também contar com a sorte, para que as coisas deem certo", afirmou o zagueiro Salcido.

Apesar da confiança, o defensor alerta os companheiros para o poder ofensivo adversário. "Se conseguirmos neutralizar os atacantes e nos preparar bem, acho que podemos vencê-los. Temos de usar 100% da nossa capacidade", disse. (Com Agências)

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