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Adiamento dos Jogos traz mudança à rotina de trabalhos

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Atletas, treinadores e demais profissionais tiveram de se adaptar em meio à pandemia, que postergou Olimpíada de Tóquio para 2021


Dérek Bittencourt

24/07/2020 | 23:59


Os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, deveriam ter começado oficialmente ontem. Entretanto, a pandemia do novo coronavírus adiou para 2021 a maior competição esportiva do mundo. E não só isso. A quarentena provocada pela doença fez com que os atletas brasileiros já classificados adaptassem treinos em casa, enquanto aqueles que buscavam vaga em competições que foram canceladas sofrem a ansiedade da postergação de um sonho. E, em meio a tudo isso, técnicos e demais integrantes do estafe da delegação verde e amarela fazem de tudo para manter foco, físico e excelência dos competidores.

O ginasta são-caetanense Arthur Zanetti já tinha vaga carimbada para os Jogos. Medalha de ouro nas argolas em Londres-2012 e prata na Rio-2016, no mesmo aparelho, viu o ginásio do Serc Santa Maria fechar em razão das determinações do governo. Assim, teve de manter os trabalhos em casa. “No início, ficamos meio perdidos, mas aí passamos a fazer um treinamento ao vivo, de modo virtual, com a Seleção, todos os dias, e a treinar em casa. Comprei tatames, pedi para o meu treinador alguns aparelhos auxiliares, comecei a improvisar com a ajuda de cadeiras e instalei argolas na garagem. Foi uma rotina de acordar cedo, fazer aquecimento, preventivo e preparação física. E acho até que consegui manter bem a preparação física”, conta ele, que está em Portugal, país escolhido pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) para a Missão Europa – 200 atletas das mais diversas modalidades foram levados. Zanetti e seus colegas da Seleção Brasileira de ginástica estão em Sangalhos, onde ficarão até dia 15. “Vários atletas, da China, e mesmo os europeus pararam menos do que a gente, ou retomaram antes os treinos. Mas acho que a superação sempre é motivacional e vamos lutar em Tóquio”, destacou o atleta, que voltará para acompanhar o nascimento do primeiro filho, Liam.

Técnico da equipe feminina de tênis de mesa, o são-bernardense Hugo Hoyama não escondeu a ansiedade pela chegada da Olimpíada japonesa. “Infelizmente foi adiada, mas foi decisão sensata, correta, porque era impossível fazer os Jogos Olímpicos neste momento. Claro que todos os atletas sentiram isso, principalmente porque tiveram de deixar de treinar, mas no tênis de mesa, por exemplo, as meninas são responsáveis, sabem o que têm de fazer. É ter paciência, foco, mesma motivação”, afirmou. “Ouvi falar que muitos ficaram desmotivados, mas aqueles que querem representar o País nesta hora têm que dar volta por cima. Na minha carreira foi assim”, emendou. 



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Adiamento dos Jogos traz mudança à rotina de trabalhos

Atletas, treinadores e demais profissionais tiveram de se adaptar em meio à pandemia, que postergou Olimpíada de Tóquio para 2021

Dérek Bittencourt

24/07/2020 | 23:59


Os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, deveriam ter começado oficialmente ontem. Entretanto, a pandemia do novo coronavírus adiou para 2021 a maior competição esportiva do mundo. E não só isso. A quarentena provocada pela doença fez com que os atletas brasileiros já classificados adaptassem treinos em casa, enquanto aqueles que buscavam vaga em competições que foram canceladas sofrem a ansiedade da postergação de um sonho. E, em meio a tudo isso, técnicos e demais integrantes do estafe da delegação verde e amarela fazem de tudo para manter foco, físico e excelência dos competidores.

O ginasta são-caetanense Arthur Zanetti já tinha vaga carimbada para os Jogos. Medalha de ouro nas argolas em Londres-2012 e prata na Rio-2016, no mesmo aparelho, viu o ginásio do Serc Santa Maria fechar em razão das determinações do governo. Assim, teve de manter os trabalhos em casa. “No início, ficamos meio perdidos, mas aí passamos a fazer um treinamento ao vivo, de modo virtual, com a Seleção, todos os dias, e a treinar em casa. Comprei tatames, pedi para o meu treinador alguns aparelhos auxiliares, comecei a improvisar com a ajuda de cadeiras e instalei argolas na garagem. Foi uma rotina de acordar cedo, fazer aquecimento, preventivo e preparação física. E acho até que consegui manter bem a preparação física”, conta ele, que está em Portugal, país escolhido pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) para a Missão Europa – 200 atletas das mais diversas modalidades foram levados. Zanetti e seus colegas da Seleção Brasileira de ginástica estão em Sangalhos, onde ficarão até dia 15. “Vários atletas, da China, e mesmo os europeus pararam menos do que a gente, ou retomaram antes os treinos. Mas acho que a superação sempre é motivacional e vamos lutar em Tóquio”, destacou o atleta, que voltará para acompanhar o nascimento do primeiro filho, Liam.

Técnico da equipe feminina de tênis de mesa, o são-bernardense Hugo Hoyama não escondeu a ansiedade pela chegada da Olimpíada japonesa. “Infelizmente foi adiada, mas foi decisão sensata, correta, porque era impossível fazer os Jogos Olímpicos neste momento. Claro que todos os atletas sentiram isso, principalmente porque tiveram de deixar de treinar, mas no tênis de mesa, por exemplo, as meninas são responsáveis, sabem o que têm de fazer. É ter paciência, foco, mesma motivação”, afirmou. “Ouvi falar que muitos ficaram desmotivados, mas aqueles que querem representar o País nesta hora têm que dar volta por cima. Na minha carreira foi assim”, emendou. 

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