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Homicídio e roubo de carro têm queda no Grande ABC


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

04/11/2004 | 09:09


Um levantamento sobre criminalidade divulgado pelo governo do Estado revela queda de pouco mais de 20% nos índices de homicídios dolosos (quando se tem a intenção de matar) e roubos de veículos no Grande ABC entre julho e setembro deste ano, comparando-se ao mesmo período do ano passado. A média das sete cidades da região é positiva, mas a curva do gráfico de roubos de carros em São Caetano continua ascendente.

No município, que possui o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da região, essa modalidade de crime saltou de 468 para 550 casos, alta de 14,9%. Mesmo assim, o comando da Polícia Militar na região, responsável pela repressão de crimes, recebeu o resultado do levantamento com festa. "Isso prova que estamos no caminho certo, usando inteligência no combate à criminalidade", afirmou o major José Quesada Farina, comandante interino da Polícia Militar no Grande ABC. "Distribuímos o nosso efetivo (que conta com mais de 2,3 mil policiais) nas áreas mais problemáticas."

Segundo o comandante, a corporação faz uso de estatísticas baseadas nos BOs (Boletins de Ocorrência) registrados nas delegacias da região para fazer esse deslocamento racionalizado. "A cada 15 dias nossos policiais militares são readequados à realidade apresentada pelos dados", garantiu Quesada. Tantos ajustes, no entanto, podem gerar vácuos. Em São Caetano, por exemplo, a rua Ribeirão Pires foi alvo freqüente de assaltos no último trimestre.

A mesma tendência de queda nos índices foi registrada na Região Metropolitana de Campinas, que possui alguns aspectos semelhantes ao do Grande ABC. A redução de roubos de veículos foi maior do que aqui e chegou a quase 28%. O índice de homicídios foi mais discreta, 12,1%, 8% a menos em relação ao Grande ABC.

Neste ano, o Ieme (Instituto de Estudos Metropolitanos) divulgou um estudo a respeito dos índices de criminalidade nos 55 municípios economicamente mais importantes do Estado. O levantamento foi fundamentado nos dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública em 2003 e teve como base o número de ocorrências para cada 100 mil moradores. No estudo, São Caetano, Santo André e São Bernardo aparecem como as cidades onde é maior o número de roubos e furtos de veículos. Já em relação ao número de homicídios, Diadema ocupava a 48ªcolocação, enquanto, São Caetano figurava na 6ªposição.

Seguradoras - Para o Sindicato das Seguradoras do Estado de São Paulo, a queda no número de roubos de veículos na região ainda é pouco significativa. "Essa tendência ainda é muito tímida perto do que consideramos ideal", disse Adhemar Fujii, presidente da comissão de automóveis do sindicato. Segundo ele, quatro em cada cem carros segurados são roubados no Grande ABC. Em São Paulo, essa média é de apenas um roubo para o mesmo universo de carros segurados. "Esse é um dos fatores para que o seguro seja até 80% mais caro para moradores da região em comparação com São Paulo", afirmou Fujii.



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Homicídio e roubo de carro têm queda no Grande ABC

Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

04/11/2004 | 09:09


Um levantamento sobre criminalidade divulgado pelo governo do Estado revela queda de pouco mais de 20% nos índices de homicídios dolosos (quando se tem a intenção de matar) e roubos de veículos no Grande ABC entre julho e setembro deste ano, comparando-se ao mesmo período do ano passado. A média das sete cidades da região é positiva, mas a curva do gráfico de roubos de carros em São Caetano continua ascendente.

No município, que possui o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da região, essa modalidade de crime saltou de 468 para 550 casos, alta de 14,9%. Mesmo assim, o comando da Polícia Militar na região, responsável pela repressão de crimes, recebeu o resultado do levantamento com festa. "Isso prova que estamos no caminho certo, usando inteligência no combate à criminalidade", afirmou o major José Quesada Farina, comandante interino da Polícia Militar no Grande ABC. "Distribuímos o nosso efetivo (que conta com mais de 2,3 mil policiais) nas áreas mais problemáticas."

Segundo o comandante, a corporação faz uso de estatísticas baseadas nos BOs (Boletins de Ocorrência) registrados nas delegacias da região para fazer esse deslocamento racionalizado. "A cada 15 dias nossos policiais militares são readequados à realidade apresentada pelos dados", garantiu Quesada. Tantos ajustes, no entanto, podem gerar vácuos. Em São Caetano, por exemplo, a rua Ribeirão Pires foi alvo freqüente de assaltos no último trimestre.

A mesma tendência de queda nos índices foi registrada na Região Metropolitana de Campinas, que possui alguns aspectos semelhantes ao do Grande ABC. A redução de roubos de veículos foi maior do que aqui e chegou a quase 28%. O índice de homicídios foi mais discreta, 12,1%, 8% a menos em relação ao Grande ABC.

Neste ano, o Ieme (Instituto de Estudos Metropolitanos) divulgou um estudo a respeito dos índices de criminalidade nos 55 municípios economicamente mais importantes do Estado. O levantamento foi fundamentado nos dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública em 2003 e teve como base o número de ocorrências para cada 100 mil moradores. No estudo, São Caetano, Santo André e São Bernardo aparecem como as cidades onde é maior o número de roubos e furtos de veículos. Já em relação ao número de homicídios, Diadema ocupava a 48ªcolocação, enquanto, São Caetano figurava na 6ªposição.

Seguradoras - Para o Sindicato das Seguradoras do Estado de São Paulo, a queda no número de roubos de veículos na região ainda é pouco significativa. "Essa tendência ainda é muito tímida perto do que consideramos ideal", disse Adhemar Fujii, presidente da comissão de automóveis do sindicato. Segundo ele, quatro em cada cem carros segurados são roubados no Grande ABC. Em São Paulo, essa média é de apenas um roubo para o mesmo universo de carros segurados. "Esse é um dos fatores para que o seguro seja até 80% mais caro para moradores da região em comparação com São Paulo", afirmou Fujii.

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