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Avanço do novo coronavírus adia planos de estudos fora do Brasil

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estudantes da região tiveram que postergar ou interromper intercâmbio


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

06/05/2020 | 00:01


Estudar idioma em outro país tendo contato com a cultura local é uma das formas mais eficientes de se aprender uma nova língua. A pandemia de Covid-19 adiou o sonho de muitos estudantes pelo mundo, que se viram obrigados a ajustar os planos de saída do Brasil ou regressar antes de experiências que já estavam em curso.
Morador do bairro Piraporinha, em Diadema, o ator Maik Uchôa, 23 anos, começou a se preparar para ir estudar inglês nos Estados Unidos em julho de 2019. O jovem decidiu aderir a programa de au pair, que é quando o estudante mora com família norte-americana e ajuda nos trabalhos domésticos, recebendo em troca salário e tendo a oportunidade de estudar o idioma.

Para realizar seu objetivo, Uchôa fez cinco meses de aulas particulares para ser aprovado no processo seletivo e poder começar a ter contato com as potenciais famílias, processo que teve início em novembro. “Falei com pessoas do Oregon, da Califórnia, mas o avanço da pandemia fez com que elas interrompessem o diálogo”, relatou. Inicialmente, o ator planejava embarcar entre o fim de fevereiro e o início do março, mas o fechamento do consulado norte-americano em São Paulo devido à quarentena adiou os planos.

“Cheguei a pensar em desistir, mas neste meio-tempo surgiu outra família do Missouri e agora já tenho data marcada para o embarque, em 17 de julho”, comemorou. O diademense conta que duas situações o preocuparam mais durante todo este processo: a alta do dólar e a possível necessidade de precisar de atendimento médico nos Estados Unidos. “Apesar de não ser muito grave, tenho asma e imagino que quando estiver lá, depois de julho, a situação da Covid-19 já esteja mais controlada e eu não tenha dificuldades em conseguir atendimento”, estimou.

Quem já estava vivendo a experiência no Exterior também precisou antecipar o regresso ao Brasil. Morador do Canhema, em Diadema, Leonardo Ivamoto, 17, estava na cidade mexicana de Moncolova, em programa de intercâmbio do Rotary Club da cidade. No país da América do Norte desde agosto do ano passado, seu retorno ao Brasil estava planejado para julho deste ano. Ivamoto explicou que o Itamaraty vinha alertando aos brasileiros sobre o avanço da pandemia e a possibilidade de repatriação. “Começaram a ser cancelados voos e decidi antecipar minha volta para maio. Só que até esses voos foram cancelados, então entrei em contato com o consulado brasileiro, que me explicou a gravidade da situação”, relembrou.

O jovem conseguiu agendar no dia 31 de março o retorno para o Brasil para o dia seguinte, 1º de abril. “Tive apenas 24 horas para organizar tudo. No embarque, ao menos 50 pessoas que também tinham passagem para o mesmo voo não puderam embarcar. Foi uma situação de bastante tumulto”, completou.
Ivamoto cursou o equivalente à parte do terceiro ano do ensino médio no México e agora vai pedir a validação do seu curso aqui no Brasil para concluir essa etapa educacional.  



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Avanço do novo coronavírus adia planos de estudos fora do Brasil

Estudantes da região tiveram que postergar ou interromper intercâmbio

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

06/05/2020 | 00:01


Estudar idioma em outro país tendo contato com a cultura local é uma das formas mais eficientes de se aprender uma nova língua. A pandemia de Covid-19 adiou o sonho de muitos estudantes pelo mundo, que se viram obrigados a ajustar os planos de saída do Brasil ou regressar antes de experiências que já estavam em curso.
Morador do bairro Piraporinha, em Diadema, o ator Maik Uchôa, 23 anos, começou a se preparar para ir estudar inglês nos Estados Unidos em julho de 2019. O jovem decidiu aderir a programa de au pair, que é quando o estudante mora com família norte-americana e ajuda nos trabalhos domésticos, recebendo em troca salário e tendo a oportunidade de estudar o idioma.

Para realizar seu objetivo, Uchôa fez cinco meses de aulas particulares para ser aprovado no processo seletivo e poder começar a ter contato com as potenciais famílias, processo que teve início em novembro. “Falei com pessoas do Oregon, da Califórnia, mas o avanço da pandemia fez com que elas interrompessem o diálogo”, relatou. Inicialmente, o ator planejava embarcar entre o fim de fevereiro e o início do março, mas o fechamento do consulado norte-americano em São Paulo devido à quarentena adiou os planos.

“Cheguei a pensar em desistir, mas neste meio-tempo surgiu outra família do Missouri e agora já tenho data marcada para o embarque, em 17 de julho”, comemorou. O diademense conta que duas situações o preocuparam mais durante todo este processo: a alta do dólar e a possível necessidade de precisar de atendimento médico nos Estados Unidos. “Apesar de não ser muito grave, tenho asma e imagino que quando estiver lá, depois de julho, a situação da Covid-19 já esteja mais controlada e eu não tenha dificuldades em conseguir atendimento”, estimou.

Quem já estava vivendo a experiência no Exterior também precisou antecipar o regresso ao Brasil. Morador do Canhema, em Diadema, Leonardo Ivamoto, 17, estava na cidade mexicana de Moncolova, em programa de intercâmbio do Rotary Club da cidade. No país da América do Norte desde agosto do ano passado, seu retorno ao Brasil estava planejado para julho deste ano. Ivamoto explicou que o Itamaraty vinha alertando aos brasileiros sobre o avanço da pandemia e a possibilidade de repatriação. “Começaram a ser cancelados voos e decidi antecipar minha volta para maio. Só que até esses voos foram cancelados, então entrei em contato com o consulado brasileiro, que me explicou a gravidade da situação”, relembrou.

O jovem conseguiu agendar no dia 31 de março o retorno para o Brasil para o dia seguinte, 1º de abril. “Tive apenas 24 horas para organizar tudo. No embarque, ao menos 50 pessoas que também tinham passagem para o mesmo voo não puderam embarcar. Foi uma situação de bastante tumulto”, completou.
Ivamoto cursou o equivalente à parte do terceiro ano do ensino médio no México e agora vai pedir a validação do seu curso aqui no Brasil para concluir essa etapa educacional.  

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