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CD celebra 28 anos de história da Banda de São Bernardo


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

07/09/2002 | 16:26


Os 35 integrantes da Banda Sinfônica Municipal de São Bernardo e seu maestro, Valter Bruzati, estão orgulhosos. É que o grupo, que tem 28 anos de existência, lançou o primeiro CD de sua história. Com 14 músicas populares e um simpático encarte, o disco foi prensado com o apoio da Secretaria de Educação e Cultura de São Bernardo. São cerca de 7 mil exemplares, dos quais 4 mil foram distribuídos a professores da rede municipal e autoridades e 3 mil destinados à venda.

Para gravar o álbum, os músicos tiveram de suar a camisa. Segundo o maestro, eles tiveram apenas 24 horas de estúdio para registrar as faixas. O trabalho foi inicialmente dividido em “turnos” de seis horas pela manhã e seis pela tarde, mas o tempo total evidentemente se excedeu, algumas vezes avançando pela madrugada. “Foi muito rápido. Qualquer grupo precisaria de pelo menos 100 horas”, afirma Bruzati.

Nem por isso o estresse impôs seu ritmo. De acordo com Bruzati, a ordem no estúdio foi deixar a emoção fluir. “Foi exaustivo, mas muito compensador porque foi gostoso de fazer. O estúdio era muito chique e a gente trabalhou em clima de amizade”, afirma.

O repertório foi escolhido com base no gosto do público. “Dependendo da música que tocamos nas apresentações, as pessoas se dispersam ou se aglomeram. E eu prestei muita atenção nisso na hora de selecionar as faixas”, diz Bruzati.

No fim das contas, ficaram músicas que até mesmo quem nunca ouviu a Banda conhece: Carinhoso, Não Deixe o Samba Morrer, Coração de Estudante, Asa Branca, O Bêbado e a Equilibrista e Tico-tico no Fubá, além de Coronel Bogey March (da trilha sonora de A Ponte Sobre o Rio Kwai), España Cani, Estrela do Sul e Odeon, entre outras.

“Muita gente ainda imagina uma banda só tocando dobrado (marchas militares), mas nós executamos de tudo, desde os dobrados até samba e música erudita”, diz o maestro.

Concorrência – Mesmo que a intenção não seja essa, o lançamento do CD só coroa uma das melhores fases do grupo, que teve de amargar períodos bem difíceis, com 14 integrantes, ou seja, menos da metade da formação ideal, de 35 músicos. Fora isso, a Banda teve de apelar para a execução de pagode, sertanejo e axé quando esses eram os ritmos da moda.

“Já tocamos músicas como Pense em Mim, do Leandro e Leonardo, e Xibom Bombom, de As Meninas, porque o povo gostava”, diz Bruzati, que admite ser necessário, atualmente, adaptar-se ao gosto do público para chamar atenção e ganhar a concorrência com outras opções de cultura e entretenimento. “Mesmo assim, nunca tive reclamações do trabalho da Banda. Só elogios”, diz.

O período de dificuldades só acabou por meio da parceria da Prefeitura com a Sociedade Amigos das Artes de São Bernardo, que tratou de completar o quadro, com músicos também profissionais.

A história da Banda, porém, teve vários capítulos que foram motivo de orgulho, como o LP lançado em 1981, e a apresentação diante do então presidente Ernesto Geisel. Vários profissionais conceituados também passaram por lá, como Tenison Rufino de Caldas (que toca com Leonardo e foi um dos diretores musicais deste CD), Nailor “Proveta”, da Banda Mantiqueira, e François de Lima, que também integra a Mantiqueira e já tocou com artistas como Julio Iglesias, Roberto Carlos, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Djavan, Gal Costa, Ney Matogrosso e outros.

Bruzati iniciou sua trajetória na Banda Mirim de Rudge Ramos e está na Banda Sinfônica desde sua criação. Agora, já pensa no próximo CD. “Será mil vezes melhor”, diz o maestro, que gostaria de pinçar músicas eruditas do repertório da Banda que conta com cerca de 500 partituras.

Por enquanto, o CD da Banda Sinfônica pode ser encontrado apenas nas apresentações, a R$ 10. A próxima oportunidade de conferir a performance do grupo ao vivo será na quarta-feira (dia 11), às 11h, na praça Santa Filomena, no Centro. A Secretaria de Educação e Cultura de São Bernardo promete criar postos fixos de vendas na cidade ainda este mês.



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CD celebra 28 anos de história da Banda de São Bernardo

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

07/09/2002 | 16:26


Os 35 integrantes da Banda Sinfônica Municipal de São Bernardo e seu maestro, Valter Bruzati, estão orgulhosos. É que o grupo, que tem 28 anos de existência, lançou o primeiro CD de sua história. Com 14 músicas populares e um simpático encarte, o disco foi prensado com o apoio da Secretaria de Educação e Cultura de São Bernardo. São cerca de 7 mil exemplares, dos quais 4 mil foram distribuídos a professores da rede municipal e autoridades e 3 mil destinados à venda.

Para gravar o álbum, os músicos tiveram de suar a camisa. Segundo o maestro, eles tiveram apenas 24 horas de estúdio para registrar as faixas. O trabalho foi inicialmente dividido em “turnos” de seis horas pela manhã e seis pela tarde, mas o tempo total evidentemente se excedeu, algumas vezes avançando pela madrugada. “Foi muito rápido. Qualquer grupo precisaria de pelo menos 100 horas”, afirma Bruzati.

Nem por isso o estresse impôs seu ritmo. De acordo com Bruzati, a ordem no estúdio foi deixar a emoção fluir. “Foi exaustivo, mas muito compensador porque foi gostoso de fazer. O estúdio era muito chique e a gente trabalhou em clima de amizade”, afirma.

O repertório foi escolhido com base no gosto do público. “Dependendo da música que tocamos nas apresentações, as pessoas se dispersam ou se aglomeram. E eu prestei muita atenção nisso na hora de selecionar as faixas”, diz Bruzati.

No fim das contas, ficaram músicas que até mesmo quem nunca ouviu a Banda conhece: Carinhoso, Não Deixe o Samba Morrer, Coração de Estudante, Asa Branca, O Bêbado e a Equilibrista e Tico-tico no Fubá, além de Coronel Bogey March (da trilha sonora de A Ponte Sobre o Rio Kwai), España Cani, Estrela do Sul e Odeon, entre outras.

“Muita gente ainda imagina uma banda só tocando dobrado (marchas militares), mas nós executamos de tudo, desde os dobrados até samba e música erudita”, diz o maestro.

Concorrência – Mesmo que a intenção não seja essa, o lançamento do CD só coroa uma das melhores fases do grupo, que teve de amargar períodos bem difíceis, com 14 integrantes, ou seja, menos da metade da formação ideal, de 35 músicos. Fora isso, a Banda teve de apelar para a execução de pagode, sertanejo e axé quando esses eram os ritmos da moda.

“Já tocamos músicas como Pense em Mim, do Leandro e Leonardo, e Xibom Bombom, de As Meninas, porque o povo gostava”, diz Bruzati, que admite ser necessário, atualmente, adaptar-se ao gosto do público para chamar atenção e ganhar a concorrência com outras opções de cultura e entretenimento. “Mesmo assim, nunca tive reclamações do trabalho da Banda. Só elogios”, diz.

O período de dificuldades só acabou por meio da parceria da Prefeitura com a Sociedade Amigos das Artes de São Bernardo, que tratou de completar o quadro, com músicos também profissionais.

A história da Banda, porém, teve vários capítulos que foram motivo de orgulho, como o LP lançado em 1981, e a apresentação diante do então presidente Ernesto Geisel. Vários profissionais conceituados também passaram por lá, como Tenison Rufino de Caldas (que toca com Leonardo e foi um dos diretores musicais deste CD), Nailor “Proveta”, da Banda Mantiqueira, e François de Lima, que também integra a Mantiqueira e já tocou com artistas como Julio Iglesias, Roberto Carlos, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Djavan, Gal Costa, Ney Matogrosso e outros.

Bruzati iniciou sua trajetória na Banda Mirim de Rudge Ramos e está na Banda Sinfônica desde sua criação. Agora, já pensa no próximo CD. “Será mil vezes melhor”, diz o maestro, que gostaria de pinçar músicas eruditas do repertório da Banda que conta com cerca de 500 partituras.

Por enquanto, o CD da Banda Sinfônica pode ser encontrado apenas nas apresentações, a R$ 10. A próxima oportunidade de conferir a performance do grupo ao vivo será na quarta-feira (dia 11), às 11h, na praça Santa Filomena, no Centro. A Secretaria de Educação e Cultura de São Bernardo promete criar postos fixos de vendas na cidade ainda este mês.

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