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Oferta de crédito e boom imobiliário animam indústrias de móveis


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

17/06/2007 | 07:23


A expansão da oferta de crédito no País e o boom imobiliário dão um novo ânimo às indústrias de móveis do Grande ABC.

Esses dois fatores fazem com que empresários do setor nos sete municípios acreditem em um aquecimento das vendas a partir do segundo semestre deste ano.

As pequenas empresas do segmento têm enfrentado dificuldades. A região se mantém como um grande pólo de fabricação de mobiliário sob medida. São 370 empresas, na maior parte de pequeno e médio porte, que geram 7 mil empregos. No entanto, a atividade sofre com margens de lucro achatadas, entre outros motivos, pela concorrência com grandes redes de varejo.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Móveis, Hermes Soncini, enquanto grandes redes fazem a venda financiada em até 24 meses, com dois meses de carência, e pronta entrega dos produtos, os fabricantes da região – em geral também lojistas – vendem para pagamento em dez prestações e para entrega em 45 dias.

No entanto, a situação começa a melhorar, por conta da ampliação do volume de crédito. “As financeiras estão baixando os juros”, disse o empresário Mário Strufaldi, diretor da fábrica L’Art Imóveis e Decoração, de São Bernardo.

O empresário afirma que até maio deste ano as vendas ficaram 20% abaixo em relação ao mesmo período de 2006. No entanto, já observa reação. E cita o alongamento do prazo, obtido junto a financeiras para a venda de seus estofados, cadeiras e outros itens, que passou de dez para 15 meses, com mesma taxa de juros (de 2,7% ao mês).

Ainda é difícil concorrer com as taxas oferecidas pelos bancos para as concessionárias de automóveis (que chegam a 0,99% ao mês).

Para Soncini, por uma questão cultural, os veículos são outra concorrência ao setor. “As pessoas comprometem o orçamento mensal com a compra de um carro e trocam pouco de móveis”, afirma.

Imóveis - Empresa que atua em um nicho específico, a Bonatto tem se saído bem. A fabricante de Ribeirão Pires tem como carro-chefe gabinetes de cozinha e de banheiro, as quais fornece para home centers, para a Casas Bahia e para depósitos de material de construção.

“Crescemos 25% até maio”, afirma o gerente, José Roberto Dametto. Segundo ele, a concorrência nessa área de atuação é intensa, mas a expansão do setor da construção civil faz com que a empresa mantenha boas perspectivas.


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Oferta de crédito e boom imobiliário animam indústrias de móveis

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

17/06/2007 | 07:23


A expansão da oferta de crédito no País e o boom imobiliário dão um novo ânimo às indústrias de móveis do Grande ABC.

Esses dois fatores fazem com que empresários do setor nos sete municípios acreditem em um aquecimento das vendas a partir do segundo semestre deste ano.

As pequenas empresas do segmento têm enfrentado dificuldades. A região se mantém como um grande pólo de fabricação de mobiliário sob medida. São 370 empresas, na maior parte de pequeno e médio porte, que geram 7 mil empregos. No entanto, a atividade sofre com margens de lucro achatadas, entre outros motivos, pela concorrência com grandes redes de varejo.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Móveis, Hermes Soncini, enquanto grandes redes fazem a venda financiada em até 24 meses, com dois meses de carência, e pronta entrega dos produtos, os fabricantes da região – em geral também lojistas – vendem para pagamento em dez prestações e para entrega em 45 dias.

No entanto, a situação começa a melhorar, por conta da ampliação do volume de crédito. “As financeiras estão baixando os juros”, disse o empresário Mário Strufaldi, diretor da fábrica L’Art Imóveis e Decoração, de São Bernardo.

O empresário afirma que até maio deste ano as vendas ficaram 20% abaixo em relação ao mesmo período de 2006. No entanto, já observa reação. E cita o alongamento do prazo, obtido junto a financeiras para a venda de seus estofados, cadeiras e outros itens, que passou de dez para 15 meses, com mesma taxa de juros (de 2,7% ao mês).

Ainda é difícil concorrer com as taxas oferecidas pelos bancos para as concessionárias de automóveis (que chegam a 0,99% ao mês).

Para Soncini, por uma questão cultural, os veículos são outra concorrência ao setor. “As pessoas comprometem o orçamento mensal com a compra de um carro e trocam pouco de móveis”, afirma.

Imóveis - Empresa que atua em um nicho específico, a Bonatto tem se saído bem. A fabricante de Ribeirão Pires tem como carro-chefe gabinetes de cozinha e de banheiro, as quais fornece para home centers, para a Casas Bahia e para depósitos de material de construção.

“Crescemos 25% até maio”, afirma o gerente, José Roberto Dametto. Segundo ele, a concorrência nessa área de atuação é intensa, mas a expansão do setor da construção civil faz com que a empresa mantenha boas perspectivas.

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