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Calçadistas querem nível de exportaçoes de 93


Do Diário do Grande ABC

04/04/1999 | 15:04


Os fabricantes brasileiros de máquinas para a indústria calçadista querem recuperar num prazo de três anos o nível de exportaçoes existente em 1993, na faixa dos US$ 47 milhoes. Este valor, que correspondia a 30% do faturamento global do setor de US$ 150 milhoes na época, caiu para US$ 2,7 milhoes no ano passado, o equivalente a menos de 5% das receitas totais das empresas, perto de US$ 55 milhoes.

Segundo a secretária executiva da Associaçao Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Gisele Garcez, desde 1993 o setor perdeu competitividade externa e também interna devido ao ingresso de produtos estrangeiros, especialmente italianos, a custos menores e com qualidade maior. O número de empresas caiu de 186 para 86 neste período, sendo 80% no Rio Grande do Sul, enquanto a força de trabalho empregada diminuiu de 14 mil para 4 mil.

O projeto da Abrameq faz parte de um programa setorial que inclui ainda os fabricantes de calçados e de componentes, apoiado pela Agência de Promoçao às Exportaçoes (Apex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O governo federal entrará com R$ 5 milhoes ao longo de quatro anos para intercâmbio comercial, incluindo prospecçao de novos mercados e participaçoes em feiras internacionais, capacitaçao profissional e desenvolvimento tecnológico.

Gisele explica que a entidade selecionou alguns países prioritários para iniciar o trabalho, todos na América Latina. O primeiro é o México, "o maior produtor de calçados do continente depois do Brasil". Uruguai e Argentina, antigos compradores de máquinas que há alguns anos suspenderam seus negócios com os brasileiros, vêm a seguir.

Os industriais querem ainda iniciativas diplomáticas do governo para levantar barreiras tarifárias e nao-tarifárias ao produtos brasileiros. O próprio México, por exemplo, impoe uma taxa de US$ 6.50 sobre cada quilo de produto de aço importado, desde biqueiras para sapatos de segurança até máquinas e equipamentos, disse o secretária executiva. Outro caso é a proibiçao à indústria de calçados nacional de participar de feiras de negócios na Argentina.

O programa já permitiu a realizaçao, no final de março, do 1º Congresso de Tecnologia da Cadeia Coureiro-Calçadista, em Novo Hamburgo (RS). O encontro, que reuniu todas as entidades ligadas ao setor, criou um fórum permanente de estímulo às exportaçoes.

Os demais segmentos da área cadeia coureiro-calçadista também têm seus planos dentro do programa setorial. Os fabricantes de calçados querem chegar a US$ 2,2 bilhoes em vendas externas no próximo ano. O valor supera em 20% o melhor desempenho já registrado até hoje pela indústria, que foi de US$ 1,8 bilhao em 1993. No ano passado, o valor despencou para US$ 1 3 bilhao.

Na área de componentes, as empresas querem passar a vender diretamente para os clientes externos US$ 234 milhoes anuais até o ano 2000. O valor é o dobro do obtido em 1998 com negócios indiretos, pois os produtos do setor eram exportados apenas como parte dos calçados acabados.



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Calçadistas querem nível de exportaçoes de 93

Do Diário do Grande ABC

04/04/1999 | 15:04


Os fabricantes brasileiros de máquinas para a indústria calçadista querem recuperar num prazo de três anos o nível de exportaçoes existente em 1993, na faixa dos US$ 47 milhoes. Este valor, que correspondia a 30% do faturamento global do setor de US$ 150 milhoes na época, caiu para US$ 2,7 milhoes no ano passado, o equivalente a menos de 5% das receitas totais das empresas, perto de US$ 55 milhoes.

Segundo a secretária executiva da Associaçao Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Gisele Garcez, desde 1993 o setor perdeu competitividade externa e também interna devido ao ingresso de produtos estrangeiros, especialmente italianos, a custos menores e com qualidade maior. O número de empresas caiu de 186 para 86 neste período, sendo 80% no Rio Grande do Sul, enquanto a força de trabalho empregada diminuiu de 14 mil para 4 mil.

O projeto da Abrameq faz parte de um programa setorial que inclui ainda os fabricantes de calçados e de componentes, apoiado pela Agência de Promoçao às Exportaçoes (Apex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O governo federal entrará com R$ 5 milhoes ao longo de quatro anos para intercâmbio comercial, incluindo prospecçao de novos mercados e participaçoes em feiras internacionais, capacitaçao profissional e desenvolvimento tecnológico.

Gisele explica que a entidade selecionou alguns países prioritários para iniciar o trabalho, todos na América Latina. O primeiro é o México, "o maior produtor de calçados do continente depois do Brasil". Uruguai e Argentina, antigos compradores de máquinas que há alguns anos suspenderam seus negócios com os brasileiros, vêm a seguir.

Os industriais querem ainda iniciativas diplomáticas do governo para levantar barreiras tarifárias e nao-tarifárias ao produtos brasileiros. O próprio México, por exemplo, impoe uma taxa de US$ 6.50 sobre cada quilo de produto de aço importado, desde biqueiras para sapatos de segurança até máquinas e equipamentos, disse o secretária executiva. Outro caso é a proibiçao à indústria de calçados nacional de participar de feiras de negócios na Argentina.

O programa já permitiu a realizaçao, no final de março, do 1º Congresso de Tecnologia da Cadeia Coureiro-Calçadista, em Novo Hamburgo (RS). O encontro, que reuniu todas as entidades ligadas ao setor, criou um fórum permanente de estímulo às exportaçoes.

Os demais segmentos da área cadeia coureiro-calçadista também têm seus planos dentro do programa setorial. Os fabricantes de calçados querem chegar a US$ 2,2 bilhoes em vendas externas no próximo ano. O valor supera em 20% o melhor desempenho já registrado até hoje pela indústria, que foi de US$ 1,8 bilhao em 1993. No ano passado, o valor despencou para US$ 1 3 bilhao.

Na área de componentes, as empresas querem passar a vender diretamente para os clientes externos US$ 234 milhoes anuais até o ano 2000. O valor é o dobro do obtido em 1998 com negócios indiretos, pois os produtos do setor eram exportados apenas como parte dos calçados acabados.

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