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Polícia indicia filha e companheira pela morte de família carbonizada

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ana Flavia e Carina, presas na terça, deverão responder por homicídio triplamente qualificado


Vanessa Soares
Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

01/02/2020 | 00:01


 A Polícia Civil indiciou por homicídio triplamente qualificado, ontem, Ana Flavia Gonçalves, 24 anos, e a companheira dela, Carina Ramos, 31, pela morte da família de Ana Flavia, o empresário Romuyuki Gonçalves, 43, a mulher, Flaviana, 40, e o filho mais novo do casal, Juan, 15, encontrados carbonizados dentro do porta-malas do carro da família na madrugada de terça-feira, na Estrada do Montanhão, em São Bernardo. 

As duas tiveram prisão temporária – 30 dias – decretada pela Justiça na noite de quarta-feira e prestaram novos depoimentos à polícia na tarde e noite de ontem. No entendimento do setor de Homicídios da Delegacia Seccional de São Bernardo, as duas participaram do crime. A polícia ainda informou ter identificado dois homens suspeitos de atuar na ação.

As duas foram presas após apresentarem contradições em depoimentos prestados na madrugada de terça-feira, logo após os três corpos terem sido encontrados. Na ocasião, elas alegaram que a família tinha dívida de R$ 200 mil com agiota e que o pagamento desse valor foi o motivo para que a família tivesse saído de casa na madrugada.

Outros familiares das vítimas também foram ouvidos ontem pela polícia, entre eles a mãe de Flaviana, Vera Lucia Chagas Conceição, 58 anos. Ela teria pedido para conversar com a neta, que negou o diálogo.

Uma testemunha que está sob proteção judicial e não teve a identidade revelada relatou à polícia que viu um homem de aproximadamente 1,90 metro de altura junto com Ana Flavia e Carina. “Essa pessoa contraria tudo que elas falaram. Conta que colocaram o carro de ré e carregaram coisas pesadas. Isso é altamente suspeito”, declarou o titular da Delegacia de Investigações Criminais de São Bernardo, Paul Henry Bozon Verduraz.

Câmeras de segurança do condomínio onde os três mortos viviam, no Jardim Ciprestes, em Santo André, – que foi pichado com pedido de justiça – mostram que, por volta da 1h da terça-feira, dois carros deixaram o local (o Jeep Compass da família e o Fiat Pálio de Ana Flavia. O veículo de Gonçalves foi encontrado duas horas depois, em chamas. Laudo necroscópico revelou que a morte dos três foi provocada por traumatismo cranioencefálico em decorrência de pancadas no lado direito da cabeça – o que indica que o agressor é canhoto.

A polícia tenta localizar a arma utilizada no crime e aguarda resultados de perícias sobre manchas de sangue em uma calça de Ana Flavia, no imóvel da família e nos carros de Gonçalves e de Ana Flavia.

As investigações sobre as circunstâncias da morte da família estão em segredo judicial. A medida, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), é necessária para preservar o andamento das investigações.



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Polícia indicia filha e companheira pela morte de família carbonizada

Ana Flavia e Carina, presas na terça, deverão responder por homicídio triplamente qualificado

Vanessa Soares
Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

01/02/2020 | 00:01


 A Polícia Civil indiciou por homicídio triplamente qualificado, ontem, Ana Flavia Gonçalves, 24 anos, e a companheira dela, Carina Ramos, 31, pela morte da família de Ana Flavia, o empresário Romuyuki Gonçalves, 43, a mulher, Flaviana, 40, e o filho mais novo do casal, Juan, 15, encontrados carbonizados dentro do porta-malas do carro da família na madrugada de terça-feira, na Estrada do Montanhão, em São Bernardo. 

As duas tiveram prisão temporária – 30 dias – decretada pela Justiça na noite de quarta-feira e prestaram novos depoimentos à polícia na tarde e noite de ontem. No entendimento do setor de Homicídios da Delegacia Seccional de São Bernardo, as duas participaram do crime. A polícia ainda informou ter identificado dois homens suspeitos de atuar na ação.

As duas foram presas após apresentarem contradições em depoimentos prestados na madrugada de terça-feira, logo após os três corpos terem sido encontrados. Na ocasião, elas alegaram que a família tinha dívida de R$ 200 mil com agiota e que o pagamento desse valor foi o motivo para que a família tivesse saído de casa na madrugada.

Outros familiares das vítimas também foram ouvidos ontem pela polícia, entre eles a mãe de Flaviana, Vera Lucia Chagas Conceição, 58 anos. Ela teria pedido para conversar com a neta, que negou o diálogo.

Uma testemunha que está sob proteção judicial e não teve a identidade revelada relatou à polícia que viu um homem de aproximadamente 1,90 metro de altura junto com Ana Flavia e Carina. “Essa pessoa contraria tudo que elas falaram. Conta que colocaram o carro de ré e carregaram coisas pesadas. Isso é altamente suspeito”, declarou o titular da Delegacia de Investigações Criminais de São Bernardo, Paul Henry Bozon Verduraz.

Câmeras de segurança do condomínio onde os três mortos viviam, no Jardim Ciprestes, em Santo André, – que foi pichado com pedido de justiça – mostram que, por volta da 1h da terça-feira, dois carros deixaram o local (o Jeep Compass da família e o Fiat Pálio de Ana Flavia. O veículo de Gonçalves foi encontrado duas horas depois, em chamas. Laudo necroscópico revelou que a morte dos três foi provocada por traumatismo cranioencefálico em decorrência de pancadas no lado direito da cabeça – o que indica que o agressor é canhoto.

A polícia tenta localizar a arma utilizada no crime e aguarda resultados de perícias sobre manchas de sangue em uma calça de Ana Flavia, no imóvel da família e nos carros de Gonçalves e de Ana Flavia.

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