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Obra causa desmoronamento de farmácia


Vanessa Selicani
Especial para o Diário

29/11/2007 | 07:16


Cinqüenta anos de trabalho desmoronaram quarta-feira em Santo André. A farmácia mais antiga da Vila Pires, a Edfarma, na Avenida Dom Pedro I, teve a estrutura abalada por causa de uma escavação no terreno vizinho e foi ao chão por volta das 6h. Na parte de cima do sobrado funcionava um consultório de cardiologia, do filho do farmacêutico, e um de odontologia.

Quem passava pela casa partida ao meio não acreditava no que via. Amparado pelos vizinhos, o farmacêutico Edmundo de Souza, 74 anos, ainda se recuperava do choque.

“Foram anos de sacrifício, servindo a quem ficava doente no bairro. Agora está tudo no chão”, lamentou.

Rachaduras - As rachaduras já eram percebidas quarta-feira. O filho de Souza, Eduardo Souza, 45 anos, acionou a Defesa Civil por volta das 18h de terça-feira. “Não conseguia fechar a porta porque a estrutura já estava cedendo”, contou Eduardo.

A recomendação dada ao comerciante é que saísse do prédio. Na manhã seguinte seria realizada uma nova análise para se tentar salvar a farmácia. Não deu tempo.

O Instituto de Criminalística de Santo André está investigando o caso. “As análises ainda são prematuras. Mas acredito que o desabamento seja fruto da falta de critérios do projeto de engenharia do terreno ao lado”, disse o perito Hélio Ramacciotti. Segundo ele, o resultado deve sair em 30 dias.

Na tarde anterior ao acidente, foram escavados aproximadamente 1,5 m abaixo do nível da rua no local.

“O projeto foi (da obra) aprovado pela Prefeitura e é executado por um engenheiro profissional. A casa desmoronou porque era muito velha e não tinha vigas de sustentação”, defendeu-se o proprietário do terreno, José Maria Fernandes, 37 anos. Ele disse que começaria a construção de um salão quarta-feira ali.

Enquanto os culpados pelo acidente não são apontados, os três profissionais que dependiam do local para trabalhar pagam as conseqüências. “Essa é minha única fonte de renda. Trabalho aqui há 15 anos. Resta agora tentar recuperar alguns documentos”, afirmou o dentista Kiyoshi Koga, 52 anos.

A casa vizinha ao prédio da farmácia também foi esvaziada. Parte da estrutura poderia cair na residência. No fim da tarde de quarta-feira, a Defesa Civil conseguiu demolir o que restava da construção, sem prejudicar mais ninguém. (Supervisão de Cláudia Fernandes)


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Obra causa desmoronamento de farmácia

Vanessa Selicani
Especial para o Diário

29/11/2007 | 07:16


Cinqüenta anos de trabalho desmoronaram quarta-feira em Santo André. A farmácia mais antiga da Vila Pires, a Edfarma, na Avenida Dom Pedro I, teve a estrutura abalada por causa de uma escavação no terreno vizinho e foi ao chão por volta das 6h. Na parte de cima do sobrado funcionava um consultório de cardiologia, do filho do farmacêutico, e um de odontologia.

Quem passava pela casa partida ao meio não acreditava no que via. Amparado pelos vizinhos, o farmacêutico Edmundo de Souza, 74 anos, ainda se recuperava do choque.

“Foram anos de sacrifício, servindo a quem ficava doente no bairro. Agora está tudo no chão”, lamentou.

Rachaduras - As rachaduras já eram percebidas quarta-feira. O filho de Souza, Eduardo Souza, 45 anos, acionou a Defesa Civil por volta das 18h de terça-feira. “Não conseguia fechar a porta porque a estrutura já estava cedendo”, contou Eduardo.

A recomendação dada ao comerciante é que saísse do prédio. Na manhã seguinte seria realizada uma nova análise para se tentar salvar a farmácia. Não deu tempo.

O Instituto de Criminalística de Santo André está investigando o caso. “As análises ainda são prematuras. Mas acredito que o desabamento seja fruto da falta de critérios do projeto de engenharia do terreno ao lado”, disse o perito Hélio Ramacciotti. Segundo ele, o resultado deve sair em 30 dias.

Na tarde anterior ao acidente, foram escavados aproximadamente 1,5 m abaixo do nível da rua no local.

“O projeto foi (da obra) aprovado pela Prefeitura e é executado por um engenheiro profissional. A casa desmoronou porque era muito velha e não tinha vigas de sustentação”, defendeu-se o proprietário do terreno, José Maria Fernandes, 37 anos. Ele disse que começaria a construção de um salão quarta-feira ali.

Enquanto os culpados pelo acidente não são apontados, os três profissionais que dependiam do local para trabalhar pagam as conseqüências. “Essa é minha única fonte de renda. Trabalho aqui há 15 anos. Resta agora tentar recuperar alguns documentos”, afirmou o dentista Kiyoshi Koga, 52 anos.

A casa vizinha ao prédio da farmácia também foi esvaziada. Parte da estrutura poderia cair na residência. No fim da tarde de quarta-feira, a Defesa Civil conseguiu demolir o que restava da construção, sem prejudicar mais ninguém. (Supervisão de Cláudia Fernandes)

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