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Ontem e hoje, o Terminal Nicolau Delic

Há 30 anos Nicolau Delic falecia em São Caetano. Era 1º de outubro de 1980 e tinha apenas 51 anos


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

22/10/2010 | 00:00


Há 30 anos Nicolau Delic falecia em São Caetano. Era 1º de outubro de 1980 e tinha apenas 51 anos. Atuava na Prefeitura, então como assessor do prefeito Raimundo da Cunha Leite. Seu nome denomina o Terminal Rodoviário Nicolau Delic.

De Campinas, o jornalista e mestre Hermano Pini Filho conta a história do terminal, desde os seus antecedentes; narra também a história do patrono do terminal: quem foi Nicolau Delic? Hoje, a história do terminal.

Linhas de ônibus em São Caetano
Texto: Hermano Pini Filho
Ao lado do Viaduto dos Autonomistas, inaugurado em São Caetano em 1954, ficava a estação rodoviária, modesta mas adequada às condições da cidade, na época. Antes dela, nos anos 1940, o principal meio de comunicação dos moradores, em especial com a Capital, era o ferroviário. Assim, os ônibus de linhas urbanas tinham ponto inicial ao lado da estação da ‘Inglesa', a ‘São Paulo Railway', no começo da Rua Conselheiro Antônio Prado.

Os ônibus permaneciam estacionados à direita daquela via, quase esquina da Avenida Conde Francisco Matarazzo, ao lado os trilhos da estrada de ferro. Os horários de partida acompanhavam, quase sempre, os da chegada dos trens.

As linhas eram poucas, atendendo bairros como Cerâmica, Monte Alegre, Barcelona... Esses nomes apareciam nos letreiros da frente dos veículos, também com indicações nas laterais. Lembro-me de ônibus do Hugo Veronesi, linha Cerâmica, com as inscrições Estação, Cerâmica, Cemitério, úteis a passageiros pouco familiarizados com o lugar.

As ruas de São Caetano, no início dos anos 1940, eram quase todas de terra, sem guias, sarjetas, claro que também sem calçadas. Na época em que a Cerâmica São Caetano expandia a produção, em especial de refratários para o setor siderúrgico, não se admitia que a Rua Santo Antônio, depois Avenida Senador Roberto Simonsen, permanecesse de terra. Era a principal ligação da importante indústria com a estação ferroviária, por onde despachava significativa parte de sua produção, cuja demanda, previa-se, iria crescer.

Decidiu-se então pavimentar aquela via. Curiosamente ela recebeu paralelepípedos só em sua faixa central. As laterais permaneceram como antes, sem sarjeta, sem calçada, claro que também sem redes de água e esgoto.

Em dias de chuva não só ônibus, como veículos de modo geral, só conseguiam circular pelas ruas de terra, com segurança, tendo correntes presas nas rodas de tração, as traseiras.

Aqui um bom exemplo: subir a Rua Amazonas em dia de chuva era um problema. Além de enlameada, ela exibia valetas laterais causadas pelas enxurradas, erosões sempre inconvenientes à passagem de pessoas ou de veículos.

A cidade cresceu e a modesta rodoviária deu lugar ao terminal rodoviário que recebeu o nome de Nicolau Delic, construído na administração de Raimundo da Cunha Leite, prefeito da cidade de 1977 a 1982.

AMANHÃ
Hermano Pini Filho conta a história de Nicolau Delic.

Memória de Diadema
Texto: João Gava
Os mutirões na roça de Diadema quase 100 anos atrás. Os vizinhos plantavam e celebravam. Era assim na nossa casa e nas outras. O sanfoneiro era o mesmo, Chico Gava, meu pai.

Os bailes alcançavam altas horas. Chico Gava tocando. Rolava cachaça. O sanfoneiro em cima de uma mesa e sentado numa cadeira. Cansava. Cochilava sobre a sanfona. A turma gritava: "Acorda, Chico". O pulso do velho ficava inchado de tanto puxar a sanfoninha.

De madrugada, a despedida. E todos diziam: "Me convide na outra, e Deus lhe pague".

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Quarta-feira, 22 de outubro de 1980

Manchete - Congressistas votam a favor de eleições diretas nos Estados

Diadema - Estudantes do Mackenzie pesquisam a periferia da cidade.

Santo André - Moradores do Jardim Cristiane se unem para pavimentar, por conta própria, as ruas do bairro.

EM 22 DE OUTUBRO DE...
1970 - Inaugurado o Mercado Municipal de Santo André, à Avenida Santos Dumont, 371. Idealização: Companhia Brasileira de Incorporações Imobiliárias.

Trabalhadores
Nasce em 22 de outubro:
1925 - Emília Ramos. Nasceu em Paranapiacaba. Sócia nº 76 do Sindicato dos Químicos do ABC. Operária da Atlantis.

HOJE
Dia Internacional do Rádioamador, Dia do Para-quedista, Dia da Praça e Dia Internacional de Atenção à Gagueira.

Memória do João Ramalho
Hoje é a grande festa do reencontro dos eternos alunos da Escola Estadual João Ramalho, de São Bernardo. Começará às 19h, no Restaurante Santo Antonio. Uma reunião que vem sendo organizada há meses, com incessante e comovente troca de e-mails.

Do encontro participará Regina Sundfeld. Ela nasceu em Penápolis (SP), filha de Armando Sundfeld Júnior e Maria Lourdes Quintella. Chegou menina a São Bernardo. Estudou no Grupo Escolar Maria Iracema Munhoz e depois foi para o João Ramalho (1961 a 1969). Estudou também no Leonor Mendes de Barros, onde se formou no Magistério.

Regina lecionou em várias escolas. Por fim, prestou concurso e ingressou no Imasf (Instituto Municipal de Previdência) para uma jornada que perdurou até 2009.

SANTOS DO DIA
Abércio de Hierápolis (bispo), Contardo Ferrini, Donato, Josefina Leroux, Maria Salomé, Martinho de Dume, Melânio e Severo.



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