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Chávez: petróleo irá a US$ 200 se EUA atacarem Irã ou Venezuela


Da AFP

17/11/2007 | 18:40


O barril de petróleo chegará aos US$ 200 se os Estados Unidos atacarem o Irã ou agredirem a Venezuela, advertiu neste sábado o 'polêmico' presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na abertura da Cúpula da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo), na cidade de Riad, na Arábia Saudita.

"Se os Estados Unidos cometerem a loucura de invadir o Irã ou de agredirem novamente a Venezuela, o preço do petróleo não vai chegar aos US$ 100, e sim aos US$ 200", ameaçou Chávez depois de entregar simbolicamente a presidência da cúpula da Opep ao rei saudita Abdullah bin Abdelaziz.

Chávez, que fez o sinal da cruz antes de começara a falar e citou Jesus Cristo duas vezes, mesmo estando num país que segue uma estrita doutrina islâmica conhecida como wahabismo, denunciou "a permanente ameaça contra o Irã" e disse querer "que cessem as ameaças contra os países da Opep".

Em 1999, quando Chávez assumiu a presidência da Venezuela, o preço do barril "estava próximo dos US$ 10. Hoje entrego a presidência a sua majestade com o preço a US$ 100 ", comemorou o venezuelano. "Em Caracas, poderíamos dizer que a Opep renasceu", disse Chávez em referência à segunda cúpula do quartel, em 2000, realizada na capital venezuelana.

Chávez insistiu em que a Opep deve se transformar "em um ativo agente político, em um ator político, geopolítico" e disse sentir falta do caráter político que a organização tinha em seu início. A Opep "nasceu como um ator geopolítico, não só como um ator econômico tecnocrático", afirmou.

Durante a cúpula de 1975 na Argélia, a Opep era "fundamentalmente política e eu diria até mais do que política: sem dúvida, revolucionária", sentenciou. Chávez recordou a célebre frase do ex-presidente Ronald Reagan - "Poremos a Opep de joelhos."

No entanto, o rei saudita respondeu minutos depois que a Opep não pode permitir que o petróleo se converta em "instrumento de conflito". "O petróleo é uma energia para a construção, não um instrumento de conflito", afirmou o rei Abdullah.

Historicamente, a Opep utilizou seu petróleo como arma política e suspendeu suas exportações em 1973 em protesto contra a invasão de Israel pela Síria, mas hoje em dia a Arábia Saudita, um aliado forte - embora não servil- dos Estados Unidos, destaca a agenda puramente econômica do grupo.

Chávez afirmou desejar, também, que o cartel se ponha "à frente na luta contra a pobreza" no mundo e propôs a "criação de um banco da Opep", assim como o cancelamento das dívidas de várias nações subdesenvolvidas com os países membros do cartel.

A cúpula de Riad é a terceira do cartel em seus 47 anos de vida. A segunda foi organizada em Caracas em 2000, sob a presidência de Chávez e a primeira aconteceu em 1975 em Argel, sob a presidência de Abdelaziz Buteflika, também presente em Riad.


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Chávez: petróleo irá a US$ 200 se EUA atacarem Irã ou Venezuela

Da AFP

17/11/2007 | 18:40


O barril de petróleo chegará aos US$ 200 se os Estados Unidos atacarem o Irã ou agredirem a Venezuela, advertiu neste sábado o 'polêmico' presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na abertura da Cúpula da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo), na cidade de Riad, na Arábia Saudita.

"Se os Estados Unidos cometerem a loucura de invadir o Irã ou de agredirem novamente a Venezuela, o preço do petróleo não vai chegar aos US$ 100, e sim aos US$ 200", ameaçou Chávez depois de entregar simbolicamente a presidência da cúpula da Opep ao rei saudita Abdullah bin Abdelaziz.

Chávez, que fez o sinal da cruz antes de começara a falar e citou Jesus Cristo duas vezes, mesmo estando num país que segue uma estrita doutrina islâmica conhecida como wahabismo, denunciou "a permanente ameaça contra o Irã" e disse querer "que cessem as ameaças contra os países da Opep".

Em 1999, quando Chávez assumiu a presidência da Venezuela, o preço do barril "estava próximo dos US$ 10. Hoje entrego a presidência a sua majestade com o preço a US$ 100 ", comemorou o venezuelano. "Em Caracas, poderíamos dizer que a Opep renasceu", disse Chávez em referência à segunda cúpula do quartel, em 2000, realizada na capital venezuelana.

Chávez insistiu em que a Opep deve se transformar "em um ativo agente político, em um ator político, geopolítico" e disse sentir falta do caráter político que a organização tinha em seu início. A Opep "nasceu como um ator geopolítico, não só como um ator econômico tecnocrático", afirmou.

Durante a cúpula de 1975 na Argélia, a Opep era "fundamentalmente política e eu diria até mais do que política: sem dúvida, revolucionária", sentenciou. Chávez recordou a célebre frase do ex-presidente Ronald Reagan - "Poremos a Opep de joelhos."

No entanto, o rei saudita respondeu minutos depois que a Opep não pode permitir que o petróleo se converta em "instrumento de conflito". "O petróleo é uma energia para a construção, não um instrumento de conflito", afirmou o rei Abdullah.

Historicamente, a Opep utilizou seu petróleo como arma política e suspendeu suas exportações em 1973 em protesto contra a invasão de Israel pela Síria, mas hoje em dia a Arábia Saudita, um aliado forte - embora não servil- dos Estados Unidos, destaca a agenda puramente econômica do grupo.

Chávez afirmou desejar, também, que o cartel se ponha "à frente na luta contra a pobreza" no mundo e propôs a "criação de um banco da Opep", assim como o cancelamento das dívidas de várias nações subdesenvolvidas com os países membros do cartel.

A cúpula de Riad é a terceira do cartel em seus 47 anos de vida. A segunda foi organizada em Caracas em 2000, sob a presidência de Chávez e a primeira aconteceu em 1975 em Argel, sob a presidência de Abdelaziz Buteflika, também presente em Riad.

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