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Haider diz que pode sair candidato pelo PL à chancelaria


Do Diário do Grande ABC

29/02/2000 | 11:33


Joerg Haider continua sendo o homem forte da extrema direita na Austria, apesar de sua demissao da Presidência do partido, na noite de segunda-feira. O líder disse que nao descarta a hipótese de ser o próximo candidato do Partido da Liberdade Austríaca (FPOe) à chancelaria.

Esta renúncia ``nao significa que abandone a política nacional, mas sim que poderei ocupar outro lugar à frente do partido'', explicou numa coletiva de imprensa.

Joerg Haider está ``mais forte que nunca'', e tem sido citado para as próximas eleiçoes, declarou Thomas Prinzhorn, vice-presidente do Parlamento, que dirigiu a campanha do FPOe nas eleiçoes legislativas de outubro.

Para outros dirigentes do partido, Haider ``continua sendo o homem forte do FPOe'', e continuará encabeçando o partido, inclusive se deixar a província da Caríntia, da qual é governador desde 1999.

Segundo vários analistas, com sua demissao, Haider tem as maos livres para criticar a açao governamental e marcar distância com as medidas impopulares de austeridade já anunciadas pelo Executivo.

``Haider nao vai fechar a boca'', declarou Emmerich Talos, professor de ciências políticas da universidade de Viena. O governo, atingido pelas sançoes da Uniao Européia e pelas duras críticas internas, teve um começo tao mal aceito pela populaçao, que ``Haider nao pôde tirar proveito''.

Haider ``irá ainda mais longe que nas últimas semanas, sem que possa furtar de atacar um governo do qual ele mesmo é aliado'', previu o analista político Anton Pelinka.

David Levy, chanceler de Israel, disse nesta terça-feira que a renúncia de Haider, anunciada na noite de segunda, ''nao muda em nada a situaçao``, pois o Partido da Liberdade continua no governo. Levy também informou que Israel nao mandará de volta seu embaixador, que foi retirado há mais de três semanas, em protesto contra a participaçao do PL em um governo de coalizao.

Um dos motivos de sua renúncia é manter a liderança. Segundo Pelinka, Haider ``sempre busca ser o número um, nao só em seu partido, mas também na Austria, seu objetivo nao tem variado''.

O jornal Kronen Zeitung compara, num editorial, a demissao de Haider ``à retirada de Charles de Gaulle por saudades de casa, para algum dia voltar (ao governo) como salvador da pátria''.

Retirando-se da Caríntia, Haider tem as maos livres para criticar o governo e nas próximas eleiçoes apresentar-se como ``salvador da pátria'', coincidiu na análise o chefe social-democrata Alfred Gusenbauer.

Haider nao tem, de qualquer forma, cargo algum no governo nacional, ainda que mantenha considerável influência por meio da presença de membros do partido como Riess-Passer, que devem sua carreira política a ele.



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Haider diz que pode sair candidato pelo PL à chancelaria

Do Diário do Grande ABC

29/02/2000 | 11:33


Joerg Haider continua sendo o homem forte da extrema direita na Austria, apesar de sua demissao da Presidência do partido, na noite de segunda-feira. O líder disse que nao descarta a hipótese de ser o próximo candidato do Partido da Liberdade Austríaca (FPOe) à chancelaria.

Esta renúncia ``nao significa que abandone a política nacional, mas sim que poderei ocupar outro lugar à frente do partido'', explicou numa coletiva de imprensa.

Joerg Haider está ``mais forte que nunca'', e tem sido citado para as próximas eleiçoes, declarou Thomas Prinzhorn, vice-presidente do Parlamento, que dirigiu a campanha do FPOe nas eleiçoes legislativas de outubro.

Para outros dirigentes do partido, Haider ``continua sendo o homem forte do FPOe'', e continuará encabeçando o partido, inclusive se deixar a província da Caríntia, da qual é governador desde 1999.

Segundo vários analistas, com sua demissao, Haider tem as maos livres para criticar a açao governamental e marcar distância com as medidas impopulares de austeridade já anunciadas pelo Executivo.

``Haider nao vai fechar a boca'', declarou Emmerich Talos, professor de ciências políticas da universidade de Viena. O governo, atingido pelas sançoes da Uniao Européia e pelas duras críticas internas, teve um começo tao mal aceito pela populaçao, que ``Haider nao pôde tirar proveito''.

Haider ``irá ainda mais longe que nas últimas semanas, sem que possa furtar de atacar um governo do qual ele mesmo é aliado'', previu o analista político Anton Pelinka.

David Levy, chanceler de Israel, disse nesta terça-feira que a renúncia de Haider, anunciada na noite de segunda, ''nao muda em nada a situaçao``, pois o Partido da Liberdade continua no governo. Levy também informou que Israel nao mandará de volta seu embaixador, que foi retirado há mais de três semanas, em protesto contra a participaçao do PL em um governo de coalizao.

Um dos motivos de sua renúncia é manter a liderança. Segundo Pelinka, Haider ``sempre busca ser o número um, nao só em seu partido, mas também na Austria, seu objetivo nao tem variado''.

O jornal Kronen Zeitung compara, num editorial, a demissao de Haider ``à retirada de Charles de Gaulle por saudades de casa, para algum dia voltar (ao governo) como salvador da pátria''.

Retirando-se da Caríntia, Haider tem as maos livres para criticar o governo e nas próximas eleiçoes apresentar-se como ``salvador da pátria'', coincidiu na análise o chefe social-democrata Alfred Gusenbauer.

Haider nao tem, de qualquer forma, cargo algum no governo nacional, ainda que mantenha considerável influência por meio da presença de membros do partido como Riess-Passer, que devem sua carreira política a ele.

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