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Obra agrava destruição de mosaico português no solo do Paço andreense

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeto arquitetônico quer restringir a passagem de veículos pela área


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

28/11/2018 | 07:00


 Parte do calçamento do Paço de Santo André, no Centro,está danificada. Tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) do Estado, o mosaico português apresenta série de problemas decorrentes da passagem de veículos. O problema vem sendo intensificado nos últimos meses, com a circulação de caminhões pela área, devido à realização de obra no Fórum da cidade.

Executada por empreiteira contratada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a melhoria refere-se à manutenção da cobertura do prédio para impermeabilização e preservação do espaço. Moradores que circulam diariamente pela área denunciam irregularidades no serviço. Sem cercas de proteção nem indicação de perigo, pedestres que frequentam o espaço necessitam desviar de tapumes e blocos soltos sob risco de queda. “Já vi uma senhora cair num trecho que não tinha proteção em frente ao Fórum”, diz o motorista aposentado Roberto Pinto de Souza, 66 anos.

“Muitos caminhões circulam aqui sem qualquer respeito com o pedestre. A calçada que já não era boa ficou pior ainda”, relata a auxiliar de limpeza Doralice Silva, 48 anos.

Além de as pedras portuguesas estarem soltas e representarem risco aos pedestres, existe a descaracterização do projeto do arquiteto Rino Levi e paisagismo de Roberto Burle Marx. O prédio do Fórum de Santo André, que não faz parte do projeto inicial, foi idealizado pelo arquiteto Jorge Bonfim, respeitando o estilo das demais construções, e inaugurado ainda nos anos 1970. “Não são apenas os danos ao patrimônio histórico, mas também para toda a estrutura do prédio, já que o mosaico serve como laje para a estrutura”, afirma a presidente do Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André), Silvia Passarelli.

Segundo Silvia, para evitar danos maiores, o conselho trabalha junto à Prefeitura num projeto para restrição de estacionamento de veículos no Paço. Hoje, automóveis da Câmara e do Fórum têm passagem livre pela área.

A Secretaria da Cultura do Estado, por meio do Condephaat, afirmou que a intervenção emergencial do Fórum foi aprovada em 27 de agosto. Contudo, a intervenção deve manter os elementos do paisagismo atuais, incluindo desenho e materiais de piso e acabamentos.

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo ponderou que eventuais danos ocorridos pela circulação de veículo da obra “serão reparados pela empreiteira, conforme acordado com a Prefeitura de Santo André”.

A administração andreense destacou que o piso de mosaico português que foi danificado durante as obras do Fórum será reparado até o fim do ano. A Prefeitura afirmou ainda que está finalizando estudo das áreas de estacionamento no entorno do Paço Municipal visando ampliar a disponibilidade de vagas e restringir o acesso de veículos sobre o piso em questão.  



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Obra agrava destruição de mosaico português no solo do Paço andreense

Projeto arquitetônico quer restringir a passagem de veículos pela área

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

28/11/2018 | 07:00


 Parte do calçamento do Paço de Santo André, no Centro,está danificada. Tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) do Estado, o mosaico português apresenta série de problemas decorrentes da passagem de veículos. O problema vem sendo intensificado nos últimos meses, com a circulação de caminhões pela área, devido à realização de obra no Fórum da cidade.

Executada por empreiteira contratada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a melhoria refere-se à manutenção da cobertura do prédio para impermeabilização e preservação do espaço. Moradores que circulam diariamente pela área denunciam irregularidades no serviço. Sem cercas de proteção nem indicação de perigo, pedestres que frequentam o espaço necessitam desviar de tapumes e blocos soltos sob risco de queda. “Já vi uma senhora cair num trecho que não tinha proteção em frente ao Fórum”, diz o motorista aposentado Roberto Pinto de Souza, 66 anos.

“Muitos caminhões circulam aqui sem qualquer respeito com o pedestre. A calçada que já não era boa ficou pior ainda”, relata a auxiliar de limpeza Doralice Silva, 48 anos.

Além de as pedras portuguesas estarem soltas e representarem risco aos pedestres, existe a descaracterização do projeto do arquiteto Rino Levi e paisagismo de Roberto Burle Marx. O prédio do Fórum de Santo André, que não faz parte do projeto inicial, foi idealizado pelo arquiteto Jorge Bonfim, respeitando o estilo das demais construções, e inaugurado ainda nos anos 1970. “Não são apenas os danos ao patrimônio histórico, mas também para toda a estrutura do prédio, já que o mosaico serve como laje para a estrutura”, afirma a presidente do Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André), Silvia Passarelli.

Segundo Silvia, para evitar danos maiores, o conselho trabalha junto à Prefeitura num projeto para restrição de estacionamento de veículos no Paço. Hoje, automóveis da Câmara e do Fórum têm passagem livre pela área.

A Secretaria da Cultura do Estado, por meio do Condephaat, afirmou que a intervenção emergencial do Fórum foi aprovada em 27 de agosto. Contudo, a intervenção deve manter os elementos do paisagismo atuais, incluindo desenho e materiais de piso e acabamentos.

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo ponderou que eventuais danos ocorridos pela circulação de veículo da obra “serão reparados pela empreiteira, conforme acordado com a Prefeitura de Santo André”.

A administração andreense destacou que o piso de mosaico português que foi danificado durante as obras do Fórum será reparado até o fim do ano. A Prefeitura afirmou ainda que está finalizando estudo das áreas de estacionamento no entorno do Paço Municipal visando ampliar a disponibilidade de vagas e restringir o acesso de veículos sobre o piso em questão.  

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