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Famílias acolhem crianças para festas

Ricardo Trida/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Kelly Zucatelli
Do Diário do Grande ABC

14/12/2008 | 07:01


Um quarto confortável com roupas de cama novas e uma ceia de Natal com gostinho de carinho e alegria. Esses são os preparativos principais que famílias da região fazem para receber crianças de abrigos que apadrinharam para passar as festas neste fim de ano.

Prática comum para pessoas interessadas em proporcionar um pouco de alegria a estas crianças, a medida, porém, não é tão simples de se concretizar. Para que essa experiência de aproximação humana se realize não basta apenas chegar a um abrigo e fazer o pedido. É importante que os interessados acompanhem o trabalho da entidade por meio de participação ativa no voluntariado ou visitando os assistidos com freqüência.

Após uma triagem feita pelo assistente social da instituição, são designadas as crianças que irão ficar com as respectivas famílias. Todos os pedidos são encaminhados para a Vara da Infância e Juventude para autorização do juiz.

Com a mesma dedicação e especialidade que escolhe os presentes de Natal para os filhos de 18 e 11 anos, a costureira Valdinete Vieira, de Mauá, também prepara surpresas para as pequenas Tatiane, 10 anos, e Fabiana, 3, (nomes fictícios) que receberá em sua casa. "Parece que vai chegar um filho que não vejo há muito tempo. Como é a segunda vez que apadrinho, não estou tão nervosa. Explico para minha família, principalmente meu filho - que ainda tem um pouco de ciúme -, que as crianças do orfanato também precisam de afeto e carinho, e nós podemos oferecer", disse.

O cardápio da ceia de Natal, que terá mesa farta com direito a peru e lombo assado, será mais um registro importante para a vida da mulher que já adiantou que pretende ter a mesma atitude por muitos anos. "No dia de devolvê-las, sentirei satisfação e felicidade por ter proporcionado a essas crianças momentos que ficarão marcados em suas vidas."

"Quero que chegue logo o dia de ir para a casa dela porque será feliz. Vou brincar e ter mais amigos", disse, ansiosa, Tatiane (nome fictício).

Emocionada, Alexandra Fortes Thedim Costa, de Santo André, também não vê a hora de apanhar João (nome fictício), 3, para dar alegria em dobro ao garoto. Além de ter o carinho de toda a família de Alexandra, que virá do Rio de Janeiro para as comemorações de Natal e Ano Novo, o menino ganhará festa de aniversário. "Quando visitei pela primeira vez o Lar dos Pequenos Obreiros de Mauá me encantei com o sorriso dele sentado em um canto. Levei meus filhos para conhecer o orfanato e saber da importância em darmos carinho para aquelas crianças que não possuem uma família", disse.

Roupas e brinquedos novos já estão embalados à espera de João. "Meu filho já tratou de reservar uma cama para ele (João) no quarto em que dorme. Vou levá-lo para ver a decoração de Natal na Avenida Paulista. Não quero pensar na despedida. Acho que vou chorar", finalizou Alexandra.



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Famílias acolhem crianças para festas

Kelly Zucatelli
Do Diário do Grande ABC

14/12/2008 | 07:01


Um quarto confortável com roupas de cama novas e uma ceia de Natal com gostinho de carinho e alegria. Esses são os preparativos principais que famílias da região fazem para receber crianças de abrigos que apadrinharam para passar as festas neste fim de ano.

Prática comum para pessoas interessadas em proporcionar um pouco de alegria a estas crianças, a medida, porém, não é tão simples de se concretizar. Para que essa experiência de aproximação humana se realize não basta apenas chegar a um abrigo e fazer o pedido. É importante que os interessados acompanhem o trabalho da entidade por meio de participação ativa no voluntariado ou visitando os assistidos com freqüência.

Após uma triagem feita pelo assistente social da instituição, são designadas as crianças que irão ficar com as respectivas famílias. Todos os pedidos são encaminhados para a Vara da Infância e Juventude para autorização do juiz.

Com a mesma dedicação e especialidade que escolhe os presentes de Natal para os filhos de 18 e 11 anos, a costureira Valdinete Vieira, de Mauá, também prepara surpresas para as pequenas Tatiane, 10 anos, e Fabiana, 3, (nomes fictícios) que receberá em sua casa. "Parece que vai chegar um filho que não vejo há muito tempo. Como é a segunda vez que apadrinho, não estou tão nervosa. Explico para minha família, principalmente meu filho - que ainda tem um pouco de ciúme -, que as crianças do orfanato também precisam de afeto e carinho, e nós podemos oferecer", disse.

O cardápio da ceia de Natal, que terá mesa farta com direito a peru e lombo assado, será mais um registro importante para a vida da mulher que já adiantou que pretende ter a mesma atitude por muitos anos. "No dia de devolvê-las, sentirei satisfação e felicidade por ter proporcionado a essas crianças momentos que ficarão marcados em suas vidas."

"Quero que chegue logo o dia de ir para a casa dela porque será feliz. Vou brincar e ter mais amigos", disse, ansiosa, Tatiane (nome fictício).

Emocionada, Alexandra Fortes Thedim Costa, de Santo André, também não vê a hora de apanhar João (nome fictício), 3, para dar alegria em dobro ao garoto. Além de ter o carinho de toda a família de Alexandra, que virá do Rio de Janeiro para as comemorações de Natal e Ano Novo, o menino ganhará festa de aniversário. "Quando visitei pela primeira vez o Lar dos Pequenos Obreiros de Mauá me encantei com o sorriso dele sentado em um canto. Levei meus filhos para conhecer o orfanato e saber da importância em darmos carinho para aquelas crianças que não possuem uma família", disse.

Roupas e brinquedos novos já estão embalados à espera de João. "Meu filho já tratou de reservar uma cama para ele (João) no quarto em que dorme. Vou levá-lo para ver a decoração de Natal na Avenida Paulista. Não quero pensar na despedida. Acho que vou chorar", finalizou Alexandra.

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