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Mensalidade escolar pode disparar


Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

06/11/2005 | 08:18


As mensalidades escolares podem subir até 20% no Grande ABC em 2006, de acordo com levantamento realizado pelo Diário em sete escolas da região. O índice é bem superior à média de 8% apontada pelo Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo). Embora elevado, as escolas alegam que o aumento se deve à alta inadimplência no setor educacional, aos dissídios dos professores e às melhorias nos projetos pedagógicos.

Pelos mesmos motivos, o sindicato das escolas não aponta reajustes de 20% como abusivos. No entanto, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) contesta a argumentação dos estabelecimentos. A entidade ressalta que a elevação é quatro vezes superior à inflação de 5% prevista para este ano pelo ICV (Índice do Custo de Vida).

De acordo com o presidente do Sieeesp, José Augusto de Matos Lourenço, cada escola deve fazer análise de custos para definir qual será o aumento necessário. “A tendência é de que a maioria das escolas tenha reajustes abaixo da inflação porque o número de escolas cresceu muito e a concorrência está grande.” Segundo ele, os estabelecimentos que apresentarem reajustes maiores podem estar repassando o aumento da inadimplência, que passou de 11,3% em 2004 para 15% neste ano.

Para a coordenadora do ICV do Dieese, Cornélia Nogueira, a média de reajustes deve ficar em 10% em São Paulo. “Aumento de 20% pode, sim, ser considerado abusivo porque o consumidor não recebe aumento salarial nessa proporção. O reajuste excessivo, mesmo que de 10% ao ano, acaba prejudicando o próprio setor e ampliando a inadimplência. Se as escolas não quiserem perder ainda mais, precisam rever os índices.”

No Colégio ABC, de Mauá, o reajuste será de até 9%. “O aumento está na média do verificado nas escolas das proximidades. Um dos fatores que causaram o reajuste foi a inadimplência. No final de outubro, registramos que a inadimplência era equivalente a 53% do faturamento de um mês”, destaca o mantenedor Luiz Antônio Cação.

Segundo Fábio Nesti, diretor da Faculdade e Colégio Anchieta, de São Bernardo, em razão da concorrência, a escola não reajustará os preços de alguns cursos do ensino superior. No ensino fundamental, no entanto, o aumento pode variar entre 6,5% e 8%, dependendo da série.



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Mensalidade escolar pode disparar

Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

06/11/2005 | 08:18


As mensalidades escolares podem subir até 20% no Grande ABC em 2006, de acordo com levantamento realizado pelo Diário em sete escolas da região. O índice é bem superior à média de 8% apontada pelo Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo). Embora elevado, as escolas alegam que o aumento se deve à alta inadimplência no setor educacional, aos dissídios dos professores e às melhorias nos projetos pedagógicos.

Pelos mesmos motivos, o sindicato das escolas não aponta reajustes de 20% como abusivos. No entanto, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) contesta a argumentação dos estabelecimentos. A entidade ressalta que a elevação é quatro vezes superior à inflação de 5% prevista para este ano pelo ICV (Índice do Custo de Vida).

De acordo com o presidente do Sieeesp, José Augusto de Matos Lourenço, cada escola deve fazer análise de custos para definir qual será o aumento necessário. “A tendência é de que a maioria das escolas tenha reajustes abaixo da inflação porque o número de escolas cresceu muito e a concorrência está grande.” Segundo ele, os estabelecimentos que apresentarem reajustes maiores podem estar repassando o aumento da inadimplência, que passou de 11,3% em 2004 para 15% neste ano.

Para a coordenadora do ICV do Dieese, Cornélia Nogueira, a média de reajustes deve ficar em 10% em São Paulo. “Aumento de 20% pode, sim, ser considerado abusivo porque o consumidor não recebe aumento salarial nessa proporção. O reajuste excessivo, mesmo que de 10% ao ano, acaba prejudicando o próprio setor e ampliando a inadimplência. Se as escolas não quiserem perder ainda mais, precisam rever os índices.”

No Colégio ABC, de Mauá, o reajuste será de até 9%. “O aumento está na média do verificado nas escolas das proximidades. Um dos fatores que causaram o reajuste foi a inadimplência. No final de outubro, registramos que a inadimplência era equivalente a 53% do faturamento de um mês”, destaca o mantenedor Luiz Antônio Cação.

Segundo Fábio Nesti, diretor da Faculdade e Colégio Anchieta, de São Bernardo, em razão da concorrência, a escola não reajustará os preços de alguns cursos do ensino superior. No ensino fundamental, no entanto, o aumento pode variar entre 6,5% e 8%, dependendo da série.

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