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Ozônio é usado na saúde médica e dentária


Renata Gonçalez
Do Diário do Grande ABC

10/11/2004 | 09:34


O gás ozônio, famoso por compor a camada que protege a atmosfera e que vem sendo destruída pela poluição, pode ser um dos aliados da saúde pública de Santo André a partir do ano que vem. A iniciativa é da Secretaria de Saúde da Prefeitura, que elaborou um projeto que prevê a criação do Centro de Investigações do Uso Médico e Odontológico do Ozônio - o primeiro da América do Sul. Inédita inclusive em clínicas particulares do Brasil, a ozonioterapia é utilizada em diversos países no tratamento de feridas cutâneas, hérnia de disco, hepatite C e no combate a cáries.

Um dos países pioneiros no uso do ozônio na medicina é Cuba, que há 22 anos faz experiências com o gás. Em setembro último, pesquisadores cubanos vieram a Santo André para uma conferência internacional sobre o tema, juntamente com outros 250 congressistas vindos de países que também utilizam o ozônio, entre eles Egito, Itália, Inglaterra e Argentina.

Já na ocasião, o governo de Cuba firmou acordo de apoio à pesquisa com a Prefeitura de Santo André. A administração, por sua vez, aguardava o resultado das eleições municipais para dar continuidade ao projeto. Com a confirmação da permanência de João Avamileno como prefeito, a administração, agora, vai comunicar oficialmente o Ministério da Saúde sobre a criação do centro, a quem deverá solicitar apoio técnico e financeiro.

"Informalmente, já recebi diversos sins do governo federal, o que me deixa otimista", afirmou o secretário de Saúde da cidade, Michel Mindrisz. Em viagem a Cuba, o secretário afirmou ter ficado impressionado com o trabalho desenvolvido no Centro de Investigações do Ozônio daquele país, o que o motivou a trazer a experiência para Santo André.

Estrutura - O funcionamento do centro depende do Ministério da Saúde. Porém, o secretário de Saúde já tem projetada como deverá ser sua estrutura, seu orçamento e as principais metas a serem atingidas.

"Os estudos vão ter como foco principal o tratamento auxiliar a lesões existentes nos pés de pessoas diabéticas, que hoje são tratadas basicamente com o uso de antibióticos, mas que com a ozonioterapia obtêm bons resultados em menos de um mês", disse o secretário. "Outra prioridade será o tratamento odontológico com ozônio, capaz de eliminar cáries superficiais de modo simples, rápido e de baixo custo." O ozônio é aplicado de forma cutânea (para os casos dentários) ou intravenal (para casos médicos).

Caso saia do papel, a sede provisória do Centro de Investigações do Uso Médico e Odontológico do Ozônio de Santo André será um ambulatório dentro do CHM (Centro Hospital Municipal), na Vila Assunção. De acordo com Mindrisz, o custo anual para a manutenção do Centro é de R$ 500 mil, o que não inclui o pagamento dos honorários dos pesquisadores contratados nem o aparato técnico específico para estes estudos.

Parte deste custeio, que não está previsto no orçamento feito pela Secretaria de Saúde do município, deverá ser bancado pelas outras instituições participantes do projeto, entre elas Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, Faculdades de Medicina e Odontologia da USP (Universidade de São Paulo) e Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.



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Ozônio é usado na saúde médica e dentária

Renata Gonçalez
Do Diário do Grande ABC

10/11/2004 | 09:34


O gás ozônio, famoso por compor a camada que protege a atmosfera e que vem sendo destruída pela poluição, pode ser um dos aliados da saúde pública de Santo André a partir do ano que vem. A iniciativa é da Secretaria de Saúde da Prefeitura, que elaborou um projeto que prevê a criação do Centro de Investigações do Uso Médico e Odontológico do Ozônio - o primeiro da América do Sul. Inédita inclusive em clínicas particulares do Brasil, a ozonioterapia é utilizada em diversos países no tratamento de feridas cutâneas, hérnia de disco, hepatite C e no combate a cáries.

Um dos países pioneiros no uso do ozônio na medicina é Cuba, que há 22 anos faz experiências com o gás. Em setembro último, pesquisadores cubanos vieram a Santo André para uma conferência internacional sobre o tema, juntamente com outros 250 congressistas vindos de países que também utilizam o ozônio, entre eles Egito, Itália, Inglaterra e Argentina.

Já na ocasião, o governo de Cuba firmou acordo de apoio à pesquisa com a Prefeitura de Santo André. A administração, por sua vez, aguardava o resultado das eleições municipais para dar continuidade ao projeto. Com a confirmação da permanência de João Avamileno como prefeito, a administração, agora, vai comunicar oficialmente o Ministério da Saúde sobre a criação do centro, a quem deverá solicitar apoio técnico e financeiro.

"Informalmente, já recebi diversos sins do governo federal, o que me deixa otimista", afirmou o secretário de Saúde da cidade, Michel Mindrisz. Em viagem a Cuba, o secretário afirmou ter ficado impressionado com o trabalho desenvolvido no Centro de Investigações do Ozônio daquele país, o que o motivou a trazer a experiência para Santo André.

Estrutura - O funcionamento do centro depende do Ministério da Saúde. Porém, o secretário de Saúde já tem projetada como deverá ser sua estrutura, seu orçamento e as principais metas a serem atingidas.

"Os estudos vão ter como foco principal o tratamento auxiliar a lesões existentes nos pés de pessoas diabéticas, que hoje são tratadas basicamente com o uso de antibióticos, mas que com a ozonioterapia obtêm bons resultados em menos de um mês", disse o secretário. "Outra prioridade será o tratamento odontológico com ozônio, capaz de eliminar cáries superficiais de modo simples, rápido e de baixo custo." O ozônio é aplicado de forma cutânea (para os casos dentários) ou intravenal (para casos médicos).

Caso saia do papel, a sede provisória do Centro de Investigações do Uso Médico e Odontológico do Ozônio de Santo André será um ambulatório dentro do CHM (Centro Hospital Municipal), na Vila Assunção. De acordo com Mindrisz, o custo anual para a manutenção do Centro é de R$ 500 mil, o que não inclui o pagamento dos honorários dos pesquisadores contratados nem o aparato técnico específico para estes estudos.

Parte deste custeio, que não está previsto no orçamento feito pela Secretaria de Saúde do município, deverá ser bancado pelas outras instituições participantes do projeto, entre elas Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, Faculdades de Medicina e Odontologia da USP (Universidade de São Paulo) e Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

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