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Marcos Michels confirma candidatura a deputado estadual

À revelia de Lauro, socialista fecha aliança com PPS, DEM e PEN para sair a deputado estadual


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

05/12/2017 | 07:00


À revelia do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), o presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB), confirmou que será candidato a deputado estadual no ano que vem, com apoio do PPS, DEM e PEN. O socialista bateu o martelo ontem, em reunião com líderes dos três partidos.

Na ocasião, Marcos também oficializou a futura dobrada com o deputado federal Alex Manente (PPS), que é próximo da gestão verde.

A decisão do presidente do Legislativo confronta com a vontade pessoal e política de Lauro, que caminhava para lançar o vice-prefeito e chefe de Gabinete, Márcio da Farmácia (PV), como nome do governo na corrida por vaga na Assembleia Legislativa no próximo ano. A decisão também indica a possibilidade de rompimento entre Marcos e Lauro e o iminente ressurgimento de grupo opositor na Câmara.

Justamente pelo fato de a candidatura de Marcos ser a contragosto da gestão do primo, o acordo selado entre Marcos, Alex, o presidente do Água Santa, Paulo Sirquera, e os secretários Paulinho Correria (PEN, Esportes) e José Carlos Gonçalves (PPS, Transportes) prevê a possibilidade de retaliação por parte de Lauro.

O discurso do grupo é amparado no fato de que DEM e PPS não condicionaram o apoio dos partidos ao governo na Câmara e concessão de cargos comissionados na Prefeituras à adesão a projetos eleitorais escolhidos pelo prefeito para a eleição de 2018 e que, em tese, não veem motivos para deixar a base governista de forma voluntária.

Internamente, porém, a avaliação é que o desembarque do governo pode ser provocada pelo próprio prefeito. Para isso, a aliança amarrada ontem estabelece que, em caso de Lauro demitir os nomes dos três partidos – as legendas gerenciam as secretarias de Transportes e de Esportes –, Marcos Michels, que indicou o comando da Pasta de Educação, também deixaria o governo automaticamente. Na hipótese de o socialista sofrer retaliação, a reação partirá das três legendas.

Ao Diário, Marcos minimizou a possibilidade de sua candidatura desagradar o governo. “Não estou pensando assim, até porque me sinto como candidato do governo. Todos os (partidos) que estavam na reunião fazem parte do governo.” 



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Marcos Michels confirma candidatura a deputado estadual

À revelia de Lauro, socialista fecha aliança com PPS, DEM e PEN para sair a deputado estadual

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

05/12/2017 | 07:00


À revelia do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), o presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB), confirmou que será candidato a deputado estadual no ano que vem, com apoio do PPS, DEM e PEN. O socialista bateu o martelo ontem, em reunião com líderes dos três partidos.

Na ocasião, Marcos também oficializou a futura dobrada com o deputado federal Alex Manente (PPS), que é próximo da gestão verde.

A decisão do presidente do Legislativo confronta com a vontade pessoal e política de Lauro, que caminhava para lançar o vice-prefeito e chefe de Gabinete, Márcio da Farmácia (PV), como nome do governo na corrida por vaga na Assembleia Legislativa no próximo ano. A decisão também indica a possibilidade de rompimento entre Marcos e Lauro e o iminente ressurgimento de grupo opositor na Câmara.

Justamente pelo fato de a candidatura de Marcos ser a contragosto da gestão do primo, o acordo selado entre Marcos, Alex, o presidente do Água Santa, Paulo Sirquera, e os secretários Paulinho Correria (PEN, Esportes) e José Carlos Gonçalves (PPS, Transportes) prevê a possibilidade de retaliação por parte de Lauro.

O discurso do grupo é amparado no fato de que DEM e PPS não condicionaram o apoio dos partidos ao governo na Câmara e concessão de cargos comissionados na Prefeituras à adesão a projetos eleitorais escolhidos pelo prefeito para a eleição de 2018 e que, em tese, não veem motivos para deixar a base governista de forma voluntária.

Internamente, porém, a avaliação é que o desembarque do governo pode ser provocada pelo próprio prefeito. Para isso, a aliança amarrada ontem estabelece que, em caso de Lauro demitir os nomes dos três partidos – as legendas gerenciam as secretarias de Transportes e de Esportes –, Marcos Michels, que indicou o comando da Pasta de Educação, também deixaria o governo automaticamente. Na hipótese de o socialista sofrer retaliação, a reação partirá das três legendas.

Ao Diário, Marcos minimizou a possibilidade de sua candidatura desagradar o governo. “Não estou pensando assim, até porque me sinto como candidato do governo. Todos os (partidos) que estavam na reunião fazem parte do governo.” 

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