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Materiais da CPTM deterioram

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Equipamentos para revitalização da Linha 10 – Turquesa estão ‘largados’ em pátio na Estação Capuava, em Mauá


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

29/11/2017 | 07:00


 Oito anos após começar a colocar em prática ambicioso plano de revitalização da infraestrutura da Linha 10 – Turquesa (Rio Grande da Serra – Brás), a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) deixou para trás boa parte dos projetos de melhorias previstos para o ramal ferroviário que corta cidades da região, como a revitalização de estações.

Em visita nesta semana em pátio instalado na Estação Capuava, em Mauá, a equipe de reportagem do Diário encontrou abandonados boa parte dos materiais adquiridos pela companhia, que seriam destinados a obras de modernização da via permanente, incluindo trilhos que, expostos ao sol e à chuva, se encontram em estado de deterioração. A previsão inicial era de que as obras no sistema tivessem orçamento de R$ 133,9 milhões.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves de Matos, responsável por trabalhadores que atuam na Linha 10 – Turquesa, a situação que se arrasta há anos tem se agravado nos últimos meses, pois boa parte dos materiais começou a ser danificada. “É um descaso total com a população. Foi constatada, por exemplo, a presença de grampos avaliados em R$ 600 mil, que seriam utilizados para prender os trilhos na via permanente, jogados no galpão, sem utilização nenhuma, enquanto usuários sofrem com problemas diários na linha em decorrência das condições precárias do sistema”, aponta o sindicalista.

Transformadores que seriam utilizados para a implantação de uma subestação de energia também foram encontrados no pátio, abandonados. “Nem sabemos se esses equipamentos podem ser reaproveitados”, destaca Matos.

De acordo com a CPTM, mais de 90% das obras previstas para a Linha 10 – Turquesa foram executadas pela companhia. “Entre elas estão a modernização da via permanente, obras de drenagem, sinalização dos travessões e modernização dos AMVs (aparelhos de mudança de via)”.

Em nota, a empresa afirma que do contrato de modernização da faixa ferroviária, firmado em 2009, atualmente há um saldo de somente R$ 8,4 milhões a ser executado em melhorias no sistema.

Sobre os materiais estocados no pátio de Capuava, segundo a CPTM, esses estão sendo utilizados pelo serviço de manutenção da empresa em várias linhas do sistema ferroviário. A companhia, no entanto, não deu detalhes sobre o estado de abandono do espaço, somente ressaltou, em nota, que o local “é cercado e com segurança 24 horas”.

A implantação de subestação, segundo a companhia, por sua vez, não foi realizada devido a uma questão fundiária. No momento, técnicos da companhia estão em tratativas com a SPU (Secretaria do Patrimônio da União) para aquisição da área onde será instalado o equipamento. “A obra será retomada assim que essa pendência for solucionada”.

 

PRECARIEDADE

Conforme noticiado pelo Diário, em outubro, estações de trem instaladas na região têm colecionado problemas estruturais, como buracos em coberturas e falta de acessibilidade.  



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Materiais da CPTM deterioram

Equipamentos para revitalização da Linha 10 – Turquesa estão ‘largados’ em pátio na Estação Capuava, em Mauá

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

29/11/2017 | 07:00


 Oito anos após começar a colocar em prática ambicioso plano de revitalização da infraestrutura da Linha 10 – Turquesa (Rio Grande da Serra – Brás), a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) deixou para trás boa parte dos projetos de melhorias previstos para o ramal ferroviário que corta cidades da região, como a revitalização de estações.

Em visita nesta semana em pátio instalado na Estação Capuava, em Mauá, a equipe de reportagem do Diário encontrou abandonados boa parte dos materiais adquiridos pela companhia, que seriam destinados a obras de modernização da via permanente, incluindo trilhos que, expostos ao sol e à chuva, se encontram em estado de deterioração. A previsão inicial era de que as obras no sistema tivessem orçamento de R$ 133,9 milhões.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves de Matos, responsável por trabalhadores que atuam na Linha 10 – Turquesa, a situação que se arrasta há anos tem se agravado nos últimos meses, pois boa parte dos materiais começou a ser danificada. “É um descaso total com a população. Foi constatada, por exemplo, a presença de grampos avaliados em R$ 600 mil, que seriam utilizados para prender os trilhos na via permanente, jogados no galpão, sem utilização nenhuma, enquanto usuários sofrem com problemas diários na linha em decorrência das condições precárias do sistema”, aponta o sindicalista.

Transformadores que seriam utilizados para a implantação de uma subestação de energia também foram encontrados no pátio, abandonados. “Nem sabemos se esses equipamentos podem ser reaproveitados”, destaca Matos.

De acordo com a CPTM, mais de 90% das obras previstas para a Linha 10 – Turquesa foram executadas pela companhia. “Entre elas estão a modernização da via permanente, obras de drenagem, sinalização dos travessões e modernização dos AMVs (aparelhos de mudança de via)”.

Em nota, a empresa afirma que do contrato de modernização da faixa ferroviária, firmado em 2009, atualmente há um saldo de somente R$ 8,4 milhões a ser executado em melhorias no sistema.

Sobre os materiais estocados no pátio de Capuava, segundo a CPTM, esses estão sendo utilizados pelo serviço de manutenção da empresa em várias linhas do sistema ferroviário. A companhia, no entanto, não deu detalhes sobre o estado de abandono do espaço, somente ressaltou, em nota, que o local “é cercado e com segurança 24 horas”.

A implantação de subestação, segundo a companhia, por sua vez, não foi realizada devido a uma questão fundiária. No momento, técnicos da companhia estão em tratativas com a SPU (Secretaria do Patrimônio da União) para aquisição da área onde será instalado o equipamento. “A obra será retomada assim que essa pendência for solucionada”.

 

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Conforme noticiado pelo Diário, em outubro, estações de trem instaladas na região têm colecionado problemas estruturais, como buracos em coberturas e falta de acessibilidade.  

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