Fechar
Publicidade

Sábado, 18 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Esportes

esportes@dgabc.com.br | 4435-8384

Sem patrocinadores, andreense irá disputar troféu Mr. Olympia

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Marjorie Beck começou no fisiculturismo como
hobby e agora tem chance de conquistar competição


Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

24/07/2017 | 07:10


De hobby nas academias de Santo André à luta para conquistar o mundo em competições de fisiculturismo. Essa foi uma das mudanças na vida de Marjorie Beck, 38 anos, servidora pública e moradora do Parque das Nações.

Os primeiros passos de Marjorie nas academias foram aos 19 anos, apenas com o objetivo de ganhar massa muscular – à época, pesava apenas 48 kg, com 1,64 m de altura.

Em ambiente composto 90% por homens, ela conta que já se incomodou no passado com o preconceito. “Há alguns anos existia muito mais do que agora”, conta. “Mas hoje sei bem quem sou e o que quero. Não me importo com preconceito, deixando, muitas vezes, que ele passe despercebido”, revela.

Por conta própria, Marjorie – que é funcionária do Tribunal de Justiça de São Paulo e agora competidora no bodybuilding – foi aumentando a carga dos treinamentos. O esforço não ficava somente dentro das academia, já que a fisiculturista conciliava as atividades com trabalho e estudos.

“Adquiri muito conhecimento teórico e prático. Cada pessoa tem sua individualidade biológica e fui aprendendo com meu próprio corpo durante esses anos como ele responde a cada treino, cada mudança na dieta. Então, fui adaptando e construi um shape de competidora, mesmo sem ter essa intenção, até 2013”, declarou.

Quatro anos atrás, Marjorie decidiu entrar de vez no mundo do fisiculturismo, competindo no Mr. Guarujá, no Litoral. Na primeira disputa, a primeira vitória. A partir de então, a andreense percorreu o mundo em competições da modalidade, colecionando vice-campeonatos em países como México, Argentina, Estados Unidos e Hungria.

Em 2015, foi campeã do Olympia Amateur em Liverpool, na Inglaterra. No ano seguinte, disputou o evento multiesportivo Arnold Classic, em Columbus, nos Estados Unidos, onde também saiu vencedora e migrou em definitivo para a categoria profissional.

A mais recente vitória foi no ano passado no Ultimate Warrior, em San Diego, e garantiu a participação da andreense no Mr. Olympia, principal competição de fisiculturismo no mundo. A edição deste ano será realizada entre os dias 14 e 17 de setembro, em Las Vegas . 

Sem perder o foco das obrigações no Judiciário, Marjorie segue se preparando para o maior desafio de sua carreira esportiva. “Estou com acompanhamento nutricional e tenho um amigo que me dá uma forcinha nos treinos”, conta Marjorie. “Quanto mais treinado, menos treinável você é. Cheguei em uma fase na qual preciso ir além de tudo que já fui, e esse meu amigo me dá um empurrãozinho quando o corpo falha”, completa. 

Apesar do sucesso, ela relata que a principal dificuldade dos fisiculturistas brasileiros é a falta de reconhecimento. “Vemos muitos atletas com enorme potencial que não conseguem deslanchar na carreira porque não têm apoio financeiro. Esse é um esporte caro, e poucos conseguem se manter.” 

A andreense é um dos exemplos de fisiculturistas que atualmente não contam com aporte financeiro para realizar os treinamentos. “Tive apoio de uma empresa de suplementos até o início deste ano e, no momento, estou sem patrocínio. Mas agora não dá para parar, tenho de ir até o fim”, afirmou Marjorie. “Mas não vou deixar a falta de dinheiro me impedir de realizar o sonho de competir neste campeonato. Em setembro, estarei no palco em Las Vegas.”



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Sem patrocinadores, andreense irá disputar troféu Mr. Olympia

Marjorie Beck começou no fisiculturismo como
hobby e agora tem chance de conquistar competição

Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

24/07/2017 | 07:10


De hobby nas academias de Santo André à luta para conquistar o mundo em competições de fisiculturismo. Essa foi uma das mudanças na vida de Marjorie Beck, 38 anos, servidora pública e moradora do Parque das Nações.

Os primeiros passos de Marjorie nas academias foram aos 19 anos, apenas com o objetivo de ganhar massa muscular – à época, pesava apenas 48 kg, com 1,64 m de altura.

Em ambiente composto 90% por homens, ela conta que já se incomodou no passado com o preconceito. “Há alguns anos existia muito mais do que agora”, conta. “Mas hoje sei bem quem sou e o que quero. Não me importo com preconceito, deixando, muitas vezes, que ele passe despercebido”, revela.

Por conta própria, Marjorie – que é funcionária do Tribunal de Justiça de São Paulo e agora competidora no bodybuilding – foi aumentando a carga dos treinamentos. O esforço não ficava somente dentro das academia, já que a fisiculturista conciliava as atividades com trabalho e estudos.

“Adquiri muito conhecimento teórico e prático. Cada pessoa tem sua individualidade biológica e fui aprendendo com meu próprio corpo durante esses anos como ele responde a cada treino, cada mudança na dieta. Então, fui adaptando e construi um shape de competidora, mesmo sem ter essa intenção, até 2013”, declarou.

Quatro anos atrás, Marjorie decidiu entrar de vez no mundo do fisiculturismo, competindo no Mr. Guarujá, no Litoral. Na primeira disputa, a primeira vitória. A partir de então, a andreense percorreu o mundo em competições da modalidade, colecionando vice-campeonatos em países como México, Argentina, Estados Unidos e Hungria.

Em 2015, foi campeã do Olympia Amateur em Liverpool, na Inglaterra. No ano seguinte, disputou o evento multiesportivo Arnold Classic, em Columbus, nos Estados Unidos, onde também saiu vencedora e migrou em definitivo para a categoria profissional.

A mais recente vitória foi no ano passado no Ultimate Warrior, em San Diego, e garantiu a participação da andreense no Mr. Olympia, principal competição de fisiculturismo no mundo. A edição deste ano será realizada entre os dias 14 e 17 de setembro, em Las Vegas . 

Sem perder o foco das obrigações no Judiciário, Marjorie segue se preparando para o maior desafio de sua carreira esportiva. “Estou com acompanhamento nutricional e tenho um amigo que me dá uma forcinha nos treinos”, conta Marjorie. “Quanto mais treinado, menos treinável você é. Cheguei em uma fase na qual preciso ir além de tudo que já fui, e esse meu amigo me dá um empurrãozinho quando o corpo falha”, completa. 

Apesar do sucesso, ela relata que a principal dificuldade dos fisiculturistas brasileiros é a falta de reconhecimento. “Vemos muitos atletas com enorme potencial que não conseguem deslanchar na carreira porque não têm apoio financeiro. Esse é um esporte caro, e poucos conseguem se manter.” 

A andreense é um dos exemplos de fisiculturistas que atualmente não contam com aporte financeiro para realizar os treinamentos. “Tive apoio de uma empresa de suplementos até o início deste ano e, no momento, estou sem patrocínio. Mas agora não dá para parar, tenho de ir até o fim”, afirmou Marjorie. “Mas não vou deixar a falta de dinheiro me impedir de realizar o sonho de competir neste campeonato. Em setembro, estarei no palco em Las Vegas.”

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;