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Herança da arquitetura holandesa


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

17/06/2010 | 07:04


Considerada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1997, a capital de Curaçao, Willemstad, é um deleite para quem gosta de apreciar bela arquitetura. Além dos prédios coloridos - herança holandesa construída há três séculos -, outro chamariz é o comércio, muito procurado por turistas por oferecer preços baixos.

O desenvolvimento da capital teve início em 1675, quando foi declarada porto livre, a fim de desenvolver a economia. E deu certo. Atualmente, é dividida em duas partes - Punda e Outrabanda -, ligadas pela ponte Rainha Emma, a maior ponte móvel do mundo e por onde embarcações navegam para abastecer o comércio da capital. Para o trânsito delas, a ponte abre cerca de 40 vezes ao dia. Além da Emma, existem mais três pontes que ligam a capital ao restante do ilha - Wilhemina, Wilelmina e a Rainha Juliana.

É pelo porto também de onde vêm as frutas da Venezuela - que fica a 60 quilômetros ou a meia hora de voo - que sustentam o mercado flutuante, que funciona das 8h às 17h.

Além desses comércios paralelos feitos por barracas, as três ruas mais visitadas da capital são Breedestraat, Heerenstraat e Madurostraat, famosas pela diversidade de comércio oferecido aos turistas. Entre as opções, uma é unanimidade: a Penha, que além de ser essencial no cartão-postal de Curaçao, é a mais visitada devido aos perfumes, roupas e cosméticos a baixo custo.

Uma boa época para ir ao local é próximo ao dia 30 de abril, denominado Dia da Rainha, quando as lojas vendem nas ruas os produtos com desconto de 50%. Só que nem tudo é barato: a cerveja mais consumida no local, a Polar, por exemplo, se comprada na loja custa US$ 5,50 (R$ 9). Na barraca é vendida a US$ 2 (R$ 3,50).

Quem deseja opções para curtir a cidade, inclusive à noite, a dica é hospedar-se em hotéis próximos com preços mais em conta, como o Howard Johnson, cuja diária custa a partir de US$ 100 o casal. A vista é privilegiada e os quartos bem aconchegantes.

Se a ideia é ter estadia mais luxuosa, próximo a Willemstad está o Ávila Beach Hotel, onde a família real holandesa costuma ficar quando visita a antiga colônia.

HISTÓRIA
Pesquisa realizada pela Junta de Monumentos do Governo aponta que nos arredores da capital existem 750 prédios históricos que merecem preservação. Pintados em tons vibrantes, vistos de cima dão a aparência de uma enorme maquete, de tão bonitos.

Conta-se por lá que este colorido de encher os olhos foi por conta de um dos primeiros governadores locais, que proibiu a pintura de cal nas paredes justificando que o reflexo lhe causava irritação nos olhos. Mais tarde descobriram que, na verdade, ele era dono de uma fábrica de tintas e a lei lhe rendeu muito lucro.


Legado da escravidão
No museu Kura Hulanda, em Curaçao, Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, ocupa lugar de destaque. Não à toa. Em um país que já sofreu muito com a escravidão a posição alcançada por Obama é mais do que uma vitória.

A partir da chegada dos holandeses à ilha, em 1634, o local passou a ser o centro do comércio escravo. Os negros trazidos da África ficavam lá e eram distribuídos nas demais ilhas do Caribe. Essa e outras histórias são contadas na maioria dos 15 museus curaçalenhos.

No de Kura Hulanda, inaugurado em 1999, é impossível não se emocionar com os relatos dados por uma guia local. Existe, por exemplo, uma réplica do porão de um navio negreiro, onde dá para se ter uma ideia do que sentiram centenas de homens amontoados, apenas bebendo água e comendo pão durante meses em alto mar. Não tem como não se sensibilizar no único museu africano do Caribe.

Também é visto durante o passeio, que dura cerca de uma hora - de forma corrida, mas há muito mais para ver - as formas que os escravos que fugiam eram castigados: uma delas era uma cadeira, repleta de grades, em que o fugitivo ficava preso nu, ao sol, até a morte. O ingresso custa US$ 9 (R$ 16,20) para adultos e US$ 6 (R$ 10,8) crianças.

REFÚGIO
Outra forma de conhecer a história da escravatura é visitar as Cavernas Hato, que ficam no interior da ilha. O local foi usado pelos negros como esconderijo quando conseguiam escapar dos feitores. Lá podem ser vistas estalactites e estalagmites, incrustrações de quartzo, fósseis de corais e conchas.



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Herança da arquitetura holandesa

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

17/06/2010 | 07:04


Considerada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1997, a capital de Curaçao, Willemstad, é um deleite para quem gosta de apreciar bela arquitetura. Além dos prédios coloridos - herança holandesa construída há três séculos -, outro chamariz é o comércio, muito procurado por turistas por oferecer preços baixos.

O desenvolvimento da capital teve início em 1675, quando foi declarada porto livre, a fim de desenvolver a economia. E deu certo. Atualmente, é dividida em duas partes - Punda e Outrabanda -, ligadas pela ponte Rainha Emma, a maior ponte móvel do mundo e por onde embarcações navegam para abastecer o comércio da capital. Para o trânsito delas, a ponte abre cerca de 40 vezes ao dia. Além da Emma, existem mais três pontes que ligam a capital ao restante do ilha - Wilhemina, Wilelmina e a Rainha Juliana.

É pelo porto também de onde vêm as frutas da Venezuela - que fica a 60 quilômetros ou a meia hora de voo - que sustentam o mercado flutuante, que funciona das 8h às 17h.

Além desses comércios paralelos feitos por barracas, as três ruas mais visitadas da capital são Breedestraat, Heerenstraat e Madurostraat, famosas pela diversidade de comércio oferecido aos turistas. Entre as opções, uma é unanimidade: a Penha, que além de ser essencial no cartão-postal de Curaçao, é a mais visitada devido aos perfumes, roupas e cosméticos a baixo custo.

Uma boa época para ir ao local é próximo ao dia 30 de abril, denominado Dia da Rainha, quando as lojas vendem nas ruas os produtos com desconto de 50%. Só que nem tudo é barato: a cerveja mais consumida no local, a Polar, por exemplo, se comprada na loja custa US$ 5,50 (R$ 9). Na barraca é vendida a US$ 2 (R$ 3,50).

Quem deseja opções para curtir a cidade, inclusive à noite, a dica é hospedar-se em hotéis próximos com preços mais em conta, como o Howard Johnson, cuja diária custa a partir de US$ 100 o casal. A vista é privilegiada e os quartos bem aconchegantes.

Se a ideia é ter estadia mais luxuosa, próximo a Willemstad está o Ávila Beach Hotel, onde a família real holandesa costuma ficar quando visita a antiga colônia.

HISTÓRIA
Pesquisa realizada pela Junta de Monumentos do Governo aponta que nos arredores da capital existem 750 prédios históricos que merecem preservação. Pintados em tons vibrantes, vistos de cima dão a aparência de uma enorme maquete, de tão bonitos.

Conta-se por lá que este colorido de encher os olhos foi por conta de um dos primeiros governadores locais, que proibiu a pintura de cal nas paredes justificando que o reflexo lhe causava irritação nos olhos. Mais tarde descobriram que, na verdade, ele era dono de uma fábrica de tintas e a lei lhe rendeu muito lucro.


Legado da escravidão
No museu Kura Hulanda, em Curaçao, Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, ocupa lugar de destaque. Não à toa. Em um país que já sofreu muito com a escravidão a posição alcançada por Obama é mais do que uma vitória.

A partir da chegada dos holandeses à ilha, em 1634, o local passou a ser o centro do comércio escravo. Os negros trazidos da África ficavam lá e eram distribuídos nas demais ilhas do Caribe. Essa e outras histórias são contadas na maioria dos 15 museus curaçalenhos.

No de Kura Hulanda, inaugurado em 1999, é impossível não se emocionar com os relatos dados por uma guia local. Existe, por exemplo, uma réplica do porão de um navio negreiro, onde dá para se ter uma ideia do que sentiram centenas de homens amontoados, apenas bebendo água e comendo pão durante meses em alto mar. Não tem como não se sensibilizar no único museu africano do Caribe.

Também é visto durante o passeio, que dura cerca de uma hora - de forma corrida, mas há muito mais para ver - as formas que os escravos que fugiam eram castigados: uma delas era uma cadeira, repleta de grades, em que o fugitivo ficava preso nu, ao sol, até a morte. O ingresso custa US$ 9 (R$ 16,20) para adultos e US$ 6 (R$ 10,8) crianças.

REFÚGIO
Outra forma de conhecer a história da escravatura é visitar as Cavernas Hato, que ficam no interior da ilha. O local foi usado pelos negros como esconderijo quando conseguiam escapar dos feitores. Lá podem ser vistas estalactites e estalagmites, incrustrações de quartzo, fósseis de corais e conchas.

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