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Agências do ABC evitam oferecer passagens da Varig


Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

14/04/2006 | 08:32


As agências de turismo do Grande ABC não estão mais indicando a seus clientes a Varig como opção de companhia aérea para compra de passagens. O motivo é o temor de que a empresa encerre definitivamente suas operações. Atolada em dívidas, a Varig anunciou ontem que seus trabalhadores concordaram com o corte de quase 3 mil empregados e com uma redução de 30% nos salários.

O quadro de funcionários será reduzido de 9,8 mil para 6,9 mil. Atualmente, a Varig opera com 54 aviões, 17 a menos que 2005. Todo esse enxugamento tem assustado os clientes tradicionais da companhia, dizem agências de turismo ouvidas ontem pelo Diário.

A proprietária da agência de turismo BBL Brasil, de Santo André, Wal Boreti, disse que há muita preocupação. “Eu não estou mais oferecendo passagens da Varig. Se o cliente fizer questão de comprar, tudo bem. Mas se pedirem minha opinião eu não recomendo”, afirmou Wal, acrescentando que alguns clientes com passagens já compradas estão com medo de não embarcarem por receio de que a empresa quebre de vez.

Na agência NumaTur, também de Santo André, os passageiros que reservaram assentos em vôos da Varig estão migrando para outras empresas aéreas. “A Varig está se tornando uma opção a menos para o nosso cliente”, constatou a gerente da loja, Bel Duarte.

No entanto, se o passageiro for tradicional da Varig e insistir na compra de uma passagem, a NumaTur solicita ao cliente que assine um termo de responsabilidade. “Não sabemos se o avião vai decolar ou se o retorno está assegurado. A agência também não pode ser culpada se de repente a Varig parar de operar”, justifica Bel.

As vendas de passagens da Varig caíram a quase zero na agência JVS Turismo, de São Caetano, revelou o proprietário Manuel Nogueira. Segundo ele, os clientes fiéis da companhia estão muito assustados com todas as recentes notícias negativas sobre a empresa.

“Sabemos que a Varig está passando por um momento difícil. Não podemos assumir qualquer responsabilidade se algo de pior acontecer. Por isso, não é a primeira opção a ser indicada”, explicou Nogueira, que pensa em solicitar que seus clientes assinem um termo similar ao da NumaTur.

Na agência Interpolo Turismo, de Santo André, apesar das vendas de passagens aéreas da Varig terem baixado de preço, a loja não deixou de oferecê-las como opção a seus clientes.


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Agências do ABC evitam oferecer passagens da Varig

Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

14/04/2006 | 08:32


As agências de turismo do Grande ABC não estão mais indicando a seus clientes a Varig como opção de companhia aérea para compra de passagens. O motivo é o temor de que a empresa encerre definitivamente suas operações. Atolada em dívidas, a Varig anunciou ontem que seus trabalhadores concordaram com o corte de quase 3 mil empregados e com uma redução de 30% nos salários.

O quadro de funcionários será reduzido de 9,8 mil para 6,9 mil. Atualmente, a Varig opera com 54 aviões, 17 a menos que 2005. Todo esse enxugamento tem assustado os clientes tradicionais da companhia, dizem agências de turismo ouvidas ontem pelo Diário.

A proprietária da agência de turismo BBL Brasil, de Santo André, Wal Boreti, disse que há muita preocupação. “Eu não estou mais oferecendo passagens da Varig. Se o cliente fizer questão de comprar, tudo bem. Mas se pedirem minha opinião eu não recomendo”, afirmou Wal, acrescentando que alguns clientes com passagens já compradas estão com medo de não embarcarem por receio de que a empresa quebre de vez.

Na agência NumaTur, também de Santo André, os passageiros que reservaram assentos em vôos da Varig estão migrando para outras empresas aéreas. “A Varig está se tornando uma opção a menos para o nosso cliente”, constatou a gerente da loja, Bel Duarte.

No entanto, se o passageiro for tradicional da Varig e insistir na compra de uma passagem, a NumaTur solicita ao cliente que assine um termo de responsabilidade. “Não sabemos se o avião vai decolar ou se o retorno está assegurado. A agência também não pode ser culpada se de repente a Varig parar de operar”, justifica Bel.

As vendas de passagens da Varig caíram a quase zero na agência JVS Turismo, de São Caetano, revelou o proprietário Manuel Nogueira. Segundo ele, os clientes fiéis da companhia estão muito assustados com todas as recentes notícias negativas sobre a empresa.

“Sabemos que a Varig está passando por um momento difícil. Não podemos assumir qualquer responsabilidade se algo de pior acontecer. Por isso, não é a primeira opção a ser indicada”, explicou Nogueira, que pensa em solicitar que seus clientes assinem um termo similar ao da NumaTur.

Na agência Interpolo Turismo, de Santo André, apesar das vendas de passagens aéreas da Varig terem baixado de preço, a loja não deixou de oferecê-las como opção a seus clientes.

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