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Greve na Anchieta já afeta a produção em Taubaté e no Paraná


William Glauber
Do Diário do Grande ABC

31/08/2006 | 22:13


A Volkswagen do Brasil contabiliza os primeiros saldos negativos com a paralisação dos trabalhadores da fábrica Anchieta, em São Bernardo. Com os braços cruzados até segunda-feira (4), os metalúrgicos deixarão de produzir aproximadamente 3,8 mil veículos, considerando-se apenas os dias úteis. Não bastasse o prejuízo, a greve geral dos trabalhadores daqui já começa a prejudicar as produções das fábricas de Taubaté e São José dos Pinhais (PR).

O pleno funcionamento das outras unidades, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT), depende de peças produzidas na planta de São Bernardo. Em Taubaté, os trabalhadores ficam em casa nesta sexta-feira e quarta-feira (6) por falta de câmbio para as linhas do Gol e da Parati, segundo informações do Sindicato do ABC. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (filiado à CUT), Valmir Marques, o Biro-biro, confirma a falta de peças na unidade do Interior.

A fábrica de São José dos Pinhais (PR) também recorreu ao banco de horas para não deixar os trabalhadores ociosos nas linhas de produção por falta de peças estampadas produzidas em São Bernardo, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Na unidade da Grande Curitiba, os trabalhadores estão dispensados do trabalho nesta sexta-feira e sábado, mas repõem a produção no dia 30. Ao somar os dias parados de todas as fábricas, a Volks terá deixado de produzir quase 7 mil veículos por conta da greve geral dos trabalhadores do Grande ABC.

A Volks informa, no entanto, que as folgas concedidas aos trabalhadores se devem a ajustes de produção. Como medida preventiva em caso de greve prolongada em São Bernardo, a Volks protocolou nesta quinta-feira requerimento de férias coletivas por 10 dias nas unidades do Vale do Paraíba e da Grande Curitiba. Inevitavelmente, a paralisação de São Bernardo altera a rotina das outras plantas. Os metalúrgicos do Interior e do Paraná podem cessar as atividades a partir do dia 18 deste mês e retornar ao trabalho apenas no dia 28.

O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, assegura também que peças fabricadas na estamparia de São Bernardo afetam contratos de exportação da montadora. “Já estão faltando peças de exportação de CKDs para montar modelos do Gol na China e na África do Sul. Essas peças estão em atraso”, conta o sindicalista. Ele diz também que, para garantir a produção das outras unidades, a Volks tentou, sem sucesso, retirar câmbio da unidade na primeira noite de greve.

A dúvida sobre se os estoques da Volkswagen resistiriam a longo período de paralisação na fábrica Anchieta também foi nesta quinta-feira levantada por trabalhadores e comando de greve. Sindicalistas já falam em redução de estoques. Segundo eles, o rápido esvaziamento dos pátios da Anchieta indicariam a normalidade dos estoques, logo a empresa não teria se preparado com volume excedente de carros para reverter efeitos de uma longa greve. A Volks não comenta o assunto.

Nesta quinta-feira, a reportagem do Diário esteve no bairro Silvina, em São Bernardo, para apurar a informação de esvaziamento dos pátios da Volkswagen. Um bolsão de estacionamento está completamente vazio e os outros dão os primeiros sinais de esvaziamento. Segundo relato de moradores, que diariamente observam o vai-e-vem de caminhões cegonheiros na montadora, os pátios estão hoje mais vazios do que de costume. A Volks também não comenta o assunto.



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Greve na Anchieta já afeta a produção em Taubaté e no Paraná

William Glauber
Do Diário do Grande ABC

31/08/2006 | 22:13


A Volkswagen do Brasil contabiliza os primeiros saldos negativos com a paralisação dos trabalhadores da fábrica Anchieta, em São Bernardo. Com os braços cruzados até segunda-feira (4), os metalúrgicos deixarão de produzir aproximadamente 3,8 mil veículos, considerando-se apenas os dias úteis. Não bastasse o prejuízo, a greve geral dos trabalhadores daqui já começa a prejudicar as produções das fábricas de Taubaté e São José dos Pinhais (PR).

O pleno funcionamento das outras unidades, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT), depende de peças produzidas na planta de São Bernardo. Em Taubaté, os trabalhadores ficam em casa nesta sexta-feira e quarta-feira (6) por falta de câmbio para as linhas do Gol e da Parati, segundo informações do Sindicato do ABC. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (filiado à CUT), Valmir Marques, o Biro-biro, confirma a falta de peças na unidade do Interior.

A fábrica de São José dos Pinhais (PR) também recorreu ao banco de horas para não deixar os trabalhadores ociosos nas linhas de produção por falta de peças estampadas produzidas em São Bernardo, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Na unidade da Grande Curitiba, os trabalhadores estão dispensados do trabalho nesta sexta-feira e sábado, mas repõem a produção no dia 30. Ao somar os dias parados de todas as fábricas, a Volks terá deixado de produzir quase 7 mil veículos por conta da greve geral dos trabalhadores do Grande ABC.

A Volks informa, no entanto, que as folgas concedidas aos trabalhadores se devem a ajustes de produção. Como medida preventiva em caso de greve prolongada em São Bernardo, a Volks protocolou nesta quinta-feira requerimento de férias coletivas por 10 dias nas unidades do Vale do Paraíba e da Grande Curitiba. Inevitavelmente, a paralisação de São Bernardo altera a rotina das outras plantas. Os metalúrgicos do Interior e do Paraná podem cessar as atividades a partir do dia 18 deste mês e retornar ao trabalho apenas no dia 28.

O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, assegura também que peças fabricadas na estamparia de São Bernardo afetam contratos de exportação da montadora. “Já estão faltando peças de exportação de CKDs para montar modelos do Gol na China e na África do Sul. Essas peças estão em atraso”, conta o sindicalista. Ele diz também que, para garantir a produção das outras unidades, a Volks tentou, sem sucesso, retirar câmbio da unidade na primeira noite de greve.

A dúvida sobre se os estoques da Volkswagen resistiriam a longo período de paralisação na fábrica Anchieta também foi nesta quinta-feira levantada por trabalhadores e comando de greve. Sindicalistas já falam em redução de estoques. Segundo eles, o rápido esvaziamento dos pátios da Anchieta indicariam a normalidade dos estoques, logo a empresa não teria se preparado com volume excedente de carros para reverter efeitos de uma longa greve. A Volks não comenta o assunto.

Nesta quinta-feira, a reportagem do Diário esteve no bairro Silvina, em São Bernardo, para apurar a informação de esvaziamento dos pátios da Volkswagen. Um bolsão de estacionamento está completamente vazio e os outros dão os primeiros sinais de esvaziamento. Segundo relato de moradores, que diariamente observam o vai-e-vem de caminhões cegonheiros na montadora, os pátios estão hoje mais vazios do que de costume. A Volks também não comenta o assunto.

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