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Ladrão ‘simpático’ engana taxistas


Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

06/07/2006 | 07:46


Motoristas de táxi de São Bernardo estão apavorados com a onda de assaltos nos últimos meses. Mulheres, pai com filho e homens bem vestidos são ladrões que não despertam desconfiança dos motoristas.

Taxistas de três pontos ouvidos pela reportagem relataram noites de horror vividas nos últimos cinco meses. Em sete casos narrados, a abordagem era semelhante. Os passageiros são simpáticos ao entrar no carro, sacam a arma durante ou no fim do trajeto e fazem ameaças.

Em um dos casos, um homem entrou no táxi com uma criança. Sentou no banco da frente e o garoto atrás. No meio do caminho, o homem sacou a arma e apontou ao motorista, na frente da criança. O assaltante pegou o dinheiro e abandonou o veículo com o filho.

Em outro caso, seis rapazes bem vestidos entraram no táxi perto do Shopping Metrópole, na região central de São Bernardo, e pediram para o motorista seguir até a Vila São Pedro. Também no meio da viagem anunciaram o assalto. Ao chegarem no destino, mandaram o taxista sair do veículo. Enquanto um homem apontava a arma à vítima, os outros batiam no homem. Depois, colocaram o motorista no porta-malas e ameaçaram colocar fogo no carro, o que não fizeram.

Quarta-feira, uma moça simpática entrou no táxi no Terminal Ferrazópolis, com destino ao Jardim Limpão. Quando chegou no local, ela instruiu o taxista a entrar numa rua sem saída. O assaltante já esperava pelo carro, sacou a arma e rendeu a vítima. “Quando foi pegar a carteira, o cara deve ter se assustado e atirado no colega”, disse um motorista que trabalha no mesmo ponto da vítima. Mesmo machucado, o taxista conseguiu dirigir até o Pronto-Socorro Central de São Bernardo.

Os motoristas dizem que é difícil identificar o assaltante e que julgam o passageiro pela aparência. Os criminosos disfarçam bem e criam formas diferentes de ganhar a confiança dos motoristas.

Sem registros – Nas delegacias, não há registros. Como o alvo dos assaltantes não é o veículo, mas dinheiro, celulares e outros objetos de valor, os taxistas quase nunca fazem boletim de ocorrência. Alegam que a demora na delegacia é grande e que perdem horas que poderiam estar trabalhando. A omissão compromete o trabalho da polícia.

No caso de quarta-feira, a Prefeitura informou que foi emitido atestado no pronto-socorro e que o motorista foi instruído a procurar a polícia, fato que ele ainda não tinha feito até o fechamento desta edição.

O delegado seccional de São Bernardo, Marco Antônio de Paula Santos, explicou que o planejamento para coibir crimes específicos, como roubo a táxis, depende das informações que a polícia obtém. Se taxistas não relatam os casos, fica difícil a discussão e qualquer ação. “Não tenho bola de cristal. Eles têm que avisar a polícia. Se não querem fazer BO porque demora, a associação dos taxistas pode vir aqui na Delegacia Seccional conversar com a gente. Já disse isso a eles. Mas até agora ninguém apareceu.”


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Ladrão ‘simpático’ engana taxistas

Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

06/07/2006 | 07:46


Motoristas de táxi de São Bernardo estão apavorados com a onda de assaltos nos últimos meses. Mulheres, pai com filho e homens bem vestidos são ladrões que não despertam desconfiança dos motoristas.

Taxistas de três pontos ouvidos pela reportagem relataram noites de horror vividas nos últimos cinco meses. Em sete casos narrados, a abordagem era semelhante. Os passageiros são simpáticos ao entrar no carro, sacam a arma durante ou no fim do trajeto e fazem ameaças.

Em um dos casos, um homem entrou no táxi com uma criança. Sentou no banco da frente e o garoto atrás. No meio do caminho, o homem sacou a arma e apontou ao motorista, na frente da criança. O assaltante pegou o dinheiro e abandonou o veículo com o filho.

Em outro caso, seis rapazes bem vestidos entraram no táxi perto do Shopping Metrópole, na região central de São Bernardo, e pediram para o motorista seguir até a Vila São Pedro. Também no meio da viagem anunciaram o assalto. Ao chegarem no destino, mandaram o taxista sair do veículo. Enquanto um homem apontava a arma à vítima, os outros batiam no homem. Depois, colocaram o motorista no porta-malas e ameaçaram colocar fogo no carro, o que não fizeram.

Quarta-feira, uma moça simpática entrou no táxi no Terminal Ferrazópolis, com destino ao Jardim Limpão. Quando chegou no local, ela instruiu o taxista a entrar numa rua sem saída. O assaltante já esperava pelo carro, sacou a arma e rendeu a vítima. “Quando foi pegar a carteira, o cara deve ter se assustado e atirado no colega”, disse um motorista que trabalha no mesmo ponto da vítima. Mesmo machucado, o taxista conseguiu dirigir até o Pronto-Socorro Central de São Bernardo.

Os motoristas dizem que é difícil identificar o assaltante e que julgam o passageiro pela aparência. Os criminosos disfarçam bem e criam formas diferentes de ganhar a confiança dos motoristas.

Sem registros – Nas delegacias, não há registros. Como o alvo dos assaltantes não é o veículo, mas dinheiro, celulares e outros objetos de valor, os taxistas quase nunca fazem boletim de ocorrência. Alegam que a demora na delegacia é grande e que perdem horas que poderiam estar trabalhando. A omissão compromete o trabalho da polícia.

No caso de quarta-feira, a Prefeitura informou que foi emitido atestado no pronto-socorro e que o motorista foi instruído a procurar a polícia, fato que ele ainda não tinha feito até o fechamento desta edição.

O delegado seccional de São Bernardo, Marco Antônio de Paula Santos, explicou que o planejamento para coibir crimes específicos, como roubo a táxis, depende das informações que a polícia obtém. Se taxistas não relatam os casos, fica difícil a discussão e qualquer ação. “Não tenho bola de cristal. Eles têm que avisar a polícia. Se não querem fazer BO porque demora, a associação dos taxistas pode vir aqui na Delegacia Seccional conversar com a gente. Já disse isso a eles. Mas até agora ninguém apareceu.”

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