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Com juro alto, 13º pode ‘virar pó’


Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

19/11/2006 | 21:09


Bancos, financeiras e comércio em geral resolveram dar uma chance para o consumidor e reduziram as taxas de juros para compras financiadas em outubro, aponta pesquisa divulgada pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Mesmo a conta-gotas, o fato deve ser louvado e incentivado, uma vez que o brasileiro é obrigado a pagar uma taxa média de 7,43% ao mês nas compras com carnês, boletos bancários e cheques pré-datados, taxa essa que representa 136,32% ao ano.

Se você não tem noção do que isso representa, basta uma conta simples. Se for a uma loja e comprar uma geladeira de R$ 1 mil a essa taxa, ao final de 12 meses esse produto terá custado R$ 2.363,20. Desse montante, R$ 1.363,20 serão pagos apenas na forma de juros. Perceba que o valor é maior que o preço à vista do bem, e no total, seria possível comprar duas geladeiras à vista e ainda sobraria troco de R$ 363,20.

É importante que o consumidor faça sempre esse exercício, principalmente neste momento em que o orçamento doméstico ganha o reforço do 13º salário. Sem prestar atenção aos juros embutidos nas vendas a prazo, pode-se ficar com esse orçamento comprimido por meses a fio – e noites de insônia.

Comércio – Segundo a pesquisa da Anefac, os juros praticados no comércio fecharam outubro na casa dos 6,16% ao mês, ou 104,89% ao ano. Isso representa que qualquer bem que você compre a prazo, terá o preço dobrado por força dos juros. A geladeira de R$ 1 mil custará financiada R$ 2.048,90 em 12 meses.

O importante aqui é conter o impulso consumista. Pense o seguinte: se você colocar R$ 100 por mês na caderneta de poupança, no espaço de 10 meses poderá comprar o mesmo bem à vista. Perceba que a prestação em 12 meses – da geladeira comprada a prazo – será de R$ 170,74, bem acima do esforço em poupar R$ 100 a cada mês.

Absurdo – Boa parte dos consumidores não se atém ao perigo do cartão de crédito, principalmente hoje que os cartões embutem o débito direto em conta. Uma compra com cartão embutiu juros de 10,35% ao mês em outubro, ou 226,04% ao ano.

Vamos para o exemplo da geladeira: R$ 1 mil financiado a taxa de 226,04% ao ano representa R$ 3.260,40.

Veja que daria para comprar três geladeiras à vista e ainda sobraria troco de R$ 260,40 – o preço à vista da cesta básica medida pela Craisa na semana passada, de R$ 250, mais um troco de R$ 10,40.


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Com juro alto, 13º pode ‘virar pó’

Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

19/11/2006 | 21:09


Bancos, financeiras e comércio em geral resolveram dar uma chance para o consumidor e reduziram as taxas de juros para compras financiadas em outubro, aponta pesquisa divulgada pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Mesmo a conta-gotas, o fato deve ser louvado e incentivado, uma vez que o brasileiro é obrigado a pagar uma taxa média de 7,43% ao mês nas compras com carnês, boletos bancários e cheques pré-datados, taxa essa que representa 136,32% ao ano.

Se você não tem noção do que isso representa, basta uma conta simples. Se for a uma loja e comprar uma geladeira de R$ 1 mil a essa taxa, ao final de 12 meses esse produto terá custado R$ 2.363,20. Desse montante, R$ 1.363,20 serão pagos apenas na forma de juros. Perceba que o valor é maior que o preço à vista do bem, e no total, seria possível comprar duas geladeiras à vista e ainda sobraria troco de R$ 363,20.

É importante que o consumidor faça sempre esse exercício, principalmente neste momento em que o orçamento doméstico ganha o reforço do 13º salário. Sem prestar atenção aos juros embutidos nas vendas a prazo, pode-se ficar com esse orçamento comprimido por meses a fio – e noites de insônia.

Comércio – Segundo a pesquisa da Anefac, os juros praticados no comércio fecharam outubro na casa dos 6,16% ao mês, ou 104,89% ao ano. Isso representa que qualquer bem que você compre a prazo, terá o preço dobrado por força dos juros. A geladeira de R$ 1 mil custará financiada R$ 2.048,90 em 12 meses.

O importante aqui é conter o impulso consumista. Pense o seguinte: se você colocar R$ 100 por mês na caderneta de poupança, no espaço de 10 meses poderá comprar o mesmo bem à vista. Perceba que a prestação em 12 meses – da geladeira comprada a prazo – será de R$ 170,74, bem acima do esforço em poupar R$ 100 a cada mês.

Absurdo – Boa parte dos consumidores não se atém ao perigo do cartão de crédito, principalmente hoje que os cartões embutem o débito direto em conta. Uma compra com cartão embutiu juros de 10,35% ao mês em outubro, ou 226,04% ao ano.

Vamos para o exemplo da geladeira: R$ 1 mil financiado a taxa de 226,04% ao ano representa R$ 3.260,40.

Veja que daria para comprar três geladeiras à vista e ainda sobraria troco de R$ 260,40 – o preço à vista da cesta básica medida pela Craisa na semana passada, de R$ 250, mais um troco de R$ 10,40.

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