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Auricchio reclama de falta de transição em São Caetano

Ricardo Trida/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

17/12/2016 | 07:00


Após ser diplomado como prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB) voltou a reclamar da falta de transição com o governo do atual chefe do Executivo, Paulo Pinheiro (PMDB). Segundo o tucano, a não realização de troca de informações sobre o Paço entre os grupos atrasará em pelo menos um ano a futura administração. “Estamos trabalhando com uma perspectiva muito otimista de que no primeiro ano a gente consiga ajustar o governo. Mas vamos passar pelo menos esse período consertando o que ficou para trás”, estimou o prefeito eleito.

Apesar de reclamar da falta de transição, Auricchio evitou ataques diretos a Pinheiro, mas citou a ofensiva do grupo do atual governo de tentar impugnar sua candidatura. Na quinta-feira, por unanimidade, o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou recurso da coligação de Pinheiro que pedia o indeferimento da candidatura do tucano com base na Lei da Ficha Limpa – o tucano teve as contas de 2012 rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado).

“O choramingo de quem perde existe em diversos tamanhos. Você vê nas outras cidades que o perdedor soube o seu lugar, se recolheu e está colaborando com a cidade. Aqui, não. Em São Caetano (a investida) é permanentemente contra a cidade, não contra nossa candidatura”, criticou o tucano.

Recentemente, Auricchio anunciou que tomaria diversas “medidas urgentes” assim que voltasse ao comando do Palácio da Cerâmica por conta da falta de transição que, segundo o governo eleito, inviabilizou o planejamento de início de gestão. Entre as ações está a transferência das férias de todos os servidores e terceirizados para a segunda semana de janeiro, inclusive dos funcionários das Pastas da Saúde e da Educação.

Auricchio também não conseguiu ter real conhecimento sobre os cofres da Prefeitura, “Serão inúmeras surpresas. Encontraremos um gigante deficit orçamentário, que eu realmente não sei de quanto será, porque eles sonegaram efetivamente na transição e o secretário da Fazenda (Jorge Alano Garagorry) se recusou a atender nossa equipe. Infelizmente a gente não tem esse número em mãos”, frisou o tucano.

Além de Auricchio, os 19 vereadores e o vice-prefeito eleito, Beto Vidoski (PSDB), foram diplomados, em cerimônia realizada no Fórum. O prefeito eleito citou em seu discurso apenas o nome do parlamentar Marcel Munhoz (PPS), favorito para ter as bênçãos do tucano para a disputa da presidência da Câmara.

Doação de desempregada ao tucano será investigada

A juíza eleitoral Tania Mara Ahualli, da Capital, pediu que a Justiça Eleitoral de São Caetano investigue doações que chegam a R$ 389,5 mil, feitas para a campanha do prefeito eleito, José Auricchio Júnior (PSDB), e para dois suplentes de vereador do PSDB são-caetanense no pleito deste ano.

A suspeita é que Auricchio e os dois tucanos tenham recebido recursos ilícitos por meio de Ana Maria Comparini Silva que, segundo a juíza, não tinha condições financeiras para as transferências.

Essa mesma doadora contribuiu com R$ 6.000 para o projeto do vereador paulistano eleito Camilo Cristófaro (PSB), que teve as contas da campanha rejeitadas. Na sentença, Tania Mara afirma que não possuía renda suficiente para depositar os valores às campanhas eleitorais e que a doadora é desempregada, além de ter 84 anos. “Ana Maria Comparini encontra-se desempregada no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o que torna duvidosa a origem do valor doado, o que deveria ser elidido pelo candidato (...) Ademais após a quebra do sigilo fiscal constatou-se que a doadora não declarou Imposto de Renda nos dois últimos anos”, diz a decisão da magistrada.

Ana Maria doou R$ 293 mil para a campanha de Auricchio, mais R$ 57 mil e R$ 39,5 mil para os projetos dos candidatos a vereador pelo PSDB Irineu Vencigueri (teve 241 votos) e Roberto Barbato (420).

Questionado, Auricchio negou irregularidades em sua campanha e isentou-se de responsabilidade pelas contas da campanha – em São Caetano, a prestação foi aprovada. “Não conheço (a doadora). (A doação) É de responsabilidade do contador da campanha. As contas estão dentro do rigor da lei e foram aprovadas. Estou absolutamente tranquilo”, avaliou o tucano, ao completar que não teme consequências do processo em sua eleição. 



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Auricchio reclama de falta de transição em São Caetano

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

17/12/2016 | 07:00


Após ser diplomado como prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB) voltou a reclamar da falta de transição com o governo do atual chefe do Executivo, Paulo Pinheiro (PMDB). Segundo o tucano, a não realização de troca de informações sobre o Paço entre os grupos atrasará em pelo menos um ano a futura administração. “Estamos trabalhando com uma perspectiva muito otimista de que no primeiro ano a gente consiga ajustar o governo. Mas vamos passar pelo menos esse período consertando o que ficou para trás”, estimou o prefeito eleito.

Apesar de reclamar da falta de transição, Auricchio evitou ataques diretos a Pinheiro, mas citou a ofensiva do grupo do atual governo de tentar impugnar sua candidatura. Na quinta-feira, por unanimidade, o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou recurso da coligação de Pinheiro que pedia o indeferimento da candidatura do tucano com base na Lei da Ficha Limpa – o tucano teve as contas de 2012 rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado).

“O choramingo de quem perde existe em diversos tamanhos. Você vê nas outras cidades que o perdedor soube o seu lugar, se recolheu e está colaborando com a cidade. Aqui, não. Em São Caetano (a investida) é permanentemente contra a cidade, não contra nossa candidatura”, criticou o tucano.

Recentemente, Auricchio anunciou que tomaria diversas “medidas urgentes” assim que voltasse ao comando do Palácio da Cerâmica por conta da falta de transição que, segundo o governo eleito, inviabilizou o planejamento de início de gestão. Entre as ações está a transferência das férias de todos os servidores e terceirizados para a segunda semana de janeiro, inclusive dos funcionários das Pastas da Saúde e da Educação.

Auricchio também não conseguiu ter real conhecimento sobre os cofres da Prefeitura, “Serão inúmeras surpresas. Encontraremos um gigante deficit orçamentário, que eu realmente não sei de quanto será, porque eles sonegaram efetivamente na transição e o secretário da Fazenda (Jorge Alano Garagorry) se recusou a atender nossa equipe. Infelizmente a gente não tem esse número em mãos”, frisou o tucano.

Além de Auricchio, os 19 vereadores e o vice-prefeito eleito, Beto Vidoski (PSDB), foram diplomados, em cerimônia realizada no Fórum. O prefeito eleito citou em seu discurso apenas o nome do parlamentar Marcel Munhoz (PPS), favorito para ter as bênçãos do tucano para a disputa da presidência da Câmara.

Doação de desempregada ao tucano será investigada

A juíza eleitoral Tania Mara Ahualli, da Capital, pediu que a Justiça Eleitoral de São Caetano investigue doações que chegam a R$ 389,5 mil, feitas para a campanha do prefeito eleito, José Auricchio Júnior (PSDB), e para dois suplentes de vereador do PSDB são-caetanense no pleito deste ano.

A suspeita é que Auricchio e os dois tucanos tenham recebido recursos ilícitos por meio de Ana Maria Comparini Silva que, segundo a juíza, não tinha condições financeiras para as transferências.

Essa mesma doadora contribuiu com R$ 6.000 para o projeto do vereador paulistano eleito Camilo Cristófaro (PSB), que teve as contas da campanha rejeitadas. Na sentença, Tania Mara afirma que não possuía renda suficiente para depositar os valores às campanhas eleitorais e que a doadora é desempregada, além de ter 84 anos. “Ana Maria Comparini encontra-se desempregada no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o que torna duvidosa a origem do valor doado, o que deveria ser elidido pelo candidato (...) Ademais após a quebra do sigilo fiscal constatou-se que a doadora não declarou Imposto de Renda nos dois últimos anos”, diz a decisão da magistrada.

Ana Maria doou R$ 293 mil para a campanha de Auricchio, mais R$ 57 mil e R$ 39,5 mil para os projetos dos candidatos a vereador pelo PSDB Irineu Vencigueri (teve 241 votos) e Roberto Barbato (420).

Questionado, Auricchio negou irregularidades em sua campanha e isentou-se de responsabilidade pelas contas da campanha – em São Caetano, a prestação foi aprovada. “Não conheço (a doadora). (A doação) É de responsabilidade do contador da campanha. As contas estão dentro do rigor da lei e foram aprovadas. Estou absolutamente tranquilo”, avaliou o tucano, ao completar que não teme consequências do processo em sua eleição. 

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