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Bebês sempre se parecem mais com as mães


Da AFP

10/11/2006 | 14:05


Um estudo de cientistas do francês CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) revela que os bebês se parecem claramente com suas mães, ainda que a maioria delas diga que os recém-nascidos são a cara dos pais, em uma manipulação inconsciente que visa a proteger a criança.

Seja menino ou menina, os bebês com menos de um ano "lembram marcadamente sua mãe", declararam os cientistas do Instituto de Ciências da Evolução de Montpellier, em um artigo publicado nesta semana no site da revista especializada Evolution and Human Behavior.

Segundo os cientistas, o rosto dos lactantes apresenta "um relativo anonimato paternal", o que os deixa a salvo de eventuais dúvidas sobre a paternidade em uma idade em que a proteção paterna é essencial à sobrevivência.

Esta proteção é reforçada pelas mães, que vêem os traços do pai em seus filhos, levando os próprios pais a pensarem que seus bebês se parecem com eles.

Mas a observação de juízes neutros, sem vínculo com as famílias, a partir de fotos de 83 crianças, demonstra o contrário. Confrontando cada rosto de bebê com três fotos de homens e mulheres, eles identificaram na grande maioria a mãe, mas erraram o pai.

Além disso, a semelhança facial com a mãe a incita a se dedicar à relação com o filho, fonte em potencial de conflitos com o parceiro, sobretudo durante o aleitamento.

Esta semelhança, que se inverte na maioria dos meninos entre 2 e 3 anos, parece resultar de uma evolução genética da espécie, que permite ou impede a expressão dos traços do pai ou da mãe em função da idade da criança, concluíram Alexandra Alvergne, Charlotte Faurie e Michel Raymond.

Mas os cientistas não excluem que a morfologia mais marcada do rosto do homem (o queixo, o nariz e o maxilar mais acentuados) influencie esta percepção. Apenas as características mais suaves são visíveis nos bebês pequenos, reforçando sua semelhança com a mãe.


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Bebês sempre se parecem mais com as mães

Da AFP

10/11/2006 | 14:05


Um estudo de cientistas do francês CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) revela que os bebês se parecem claramente com suas mães, ainda que a maioria delas diga que os recém-nascidos são a cara dos pais, em uma manipulação inconsciente que visa a proteger a criança.

Seja menino ou menina, os bebês com menos de um ano "lembram marcadamente sua mãe", declararam os cientistas do Instituto de Ciências da Evolução de Montpellier, em um artigo publicado nesta semana no site da revista especializada Evolution and Human Behavior.

Segundo os cientistas, o rosto dos lactantes apresenta "um relativo anonimato paternal", o que os deixa a salvo de eventuais dúvidas sobre a paternidade em uma idade em que a proteção paterna é essencial à sobrevivência.

Esta proteção é reforçada pelas mães, que vêem os traços do pai em seus filhos, levando os próprios pais a pensarem que seus bebês se parecem com eles.

Mas a observação de juízes neutros, sem vínculo com as famílias, a partir de fotos de 83 crianças, demonstra o contrário. Confrontando cada rosto de bebê com três fotos de homens e mulheres, eles identificaram na grande maioria a mãe, mas erraram o pai.

Além disso, a semelhança facial com a mãe a incita a se dedicar à relação com o filho, fonte em potencial de conflitos com o parceiro, sobretudo durante o aleitamento.

Esta semelhança, que se inverte na maioria dos meninos entre 2 e 3 anos, parece resultar de uma evolução genética da espécie, que permite ou impede a expressão dos traços do pai ou da mãe em função da idade da criança, concluíram Alexandra Alvergne, Charlotte Faurie e Michel Raymond.

Mas os cientistas não excluem que a morfologia mais marcada do rosto do homem (o queixo, o nariz e o maxilar mais acentuados) influencie esta percepção. Apenas as características mais suaves são visíveis nos bebês pequenos, reforçando sua semelhança com a mãe.

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