Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 22 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Avamileno não vai tomar providência sobre denúncia


Roney Domingos e Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

29/04/2006 | 09:00


O prefeito de Santo André, João Avamileno (PT), deixou claro sexta-feira que não vai tomar providência ante à denúncia do gerente operacional da Transfilm Transportes, Weliton Silva, que acusa o secretário de Governo Mauro Maurici de Moraes de ter cobrado propina R$ 130 mil em 2004 para a campanha eleitoral. Na acusação, Weliton contou que na ocasião do pedido de doação, Maurici lhe revelara que outros forncedores também eram chamados a colaborar. Questionado se acha a prática natural, Avamileno respondeu: “Obter recursos junto a empresas, sejam elas fornecedoras ou não, é uma prática legal.” Avamileno concedeu entrevista apenas sexta-feira, com a condição de que fosse realizada por e-mail.

A Profilm prestou serviços para a Craisa (Companhia Regional de Abastecimento de Santo André) entre 1999 e 2005, mas perdeu a licitação realizada em dezembro passado. Maurici, que na época era coordenador da campanha de reeleição de Avamileno, admitiu o encontro, ocorrido 40 dias antes do primeiro turno de 2004, afirmou que partiu de Weliton a oferta de dar R$ 13 mil para a campanha – prontamente negados. A atual secretária de Educação, Cleuza Repulho, então superintentente da Craisa, Cleuza Repulho, e o diretor administrativo financeiro da companhia, Rafael Cunha, além de um terceiro homem não identificado, participaram da reunião na sede do PT, onde se discutiu a “propina”, segundo denunciante.

Avamileno disse acreditar na versão de que foi o fornecedor quem, espontaneamente, foi até o secretário de Governo para oferecer dinheiro à campanha. “O Maurici é uma pessoa da minha confiança, por isso é meu secretário e coordenou minha campanha.”

O prefeito explicou que na época não foi informado sobre essa reunião, porque “cabe à coordenação de campanha a captação de recursos”. Sobre as providências, agora que o assunto veio a público, ele respondeu: “Eu conversei com os secretários citados na matéria (Maurici e Cleuza), que me esclareceram o fato. Depois disso não achei necessária nenhuma outra providência, uma vez que não houve irregularidades, mesmo porque as pessoas que apresentaram esta denúncia não apresentaram nenhuma prova concreta.”

Avamileno considerou regular o encontro, em caráter particular, entre seus dois atuais secretários municipais e um fornecedor. “Empresas, independentemente de serem fornecedoras da Prefeitura, podem fazer doações a campanhas eleitorais”, reiterou. Questionado sobre o motivo de Maurici ter recusado a suposta oferta do fornecedor – uma vez que acha isso é natural –, o prefeito respondeu: “Não foi constatada por nós nenhuma irregularidade. Simplesmente não nos interessou.”

O chefe do Executivo de Santo André atribui as queixas do empresário José Caboclo Neto, dono da Profilm e da Sersil, ao fato de que ele não se conformou por ter perdido da licitação. Questionado se apoiaria a investigação do episódio pela Câmara, respondeu: “Essa é uma decisão que cabe somente ao Legislativo e não depende de apoio do prefeito.”



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Avamileno não vai tomar providência sobre denúncia

Roney Domingos e Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

29/04/2006 | 09:00


O prefeito de Santo André, João Avamileno (PT), deixou claro sexta-feira que não vai tomar providência ante à denúncia do gerente operacional da Transfilm Transportes, Weliton Silva, que acusa o secretário de Governo Mauro Maurici de Moraes de ter cobrado propina R$ 130 mil em 2004 para a campanha eleitoral. Na acusação, Weliton contou que na ocasião do pedido de doação, Maurici lhe revelara que outros forncedores também eram chamados a colaborar. Questionado se acha a prática natural, Avamileno respondeu: “Obter recursos junto a empresas, sejam elas fornecedoras ou não, é uma prática legal.” Avamileno concedeu entrevista apenas sexta-feira, com a condição de que fosse realizada por e-mail.

A Profilm prestou serviços para a Craisa (Companhia Regional de Abastecimento de Santo André) entre 1999 e 2005, mas perdeu a licitação realizada em dezembro passado. Maurici, que na época era coordenador da campanha de reeleição de Avamileno, admitiu o encontro, ocorrido 40 dias antes do primeiro turno de 2004, afirmou que partiu de Weliton a oferta de dar R$ 13 mil para a campanha – prontamente negados. A atual secretária de Educação, Cleuza Repulho, então superintentente da Craisa, Cleuza Repulho, e o diretor administrativo financeiro da companhia, Rafael Cunha, além de um terceiro homem não identificado, participaram da reunião na sede do PT, onde se discutiu a “propina”, segundo denunciante.

Avamileno disse acreditar na versão de que foi o fornecedor quem, espontaneamente, foi até o secretário de Governo para oferecer dinheiro à campanha. “O Maurici é uma pessoa da minha confiança, por isso é meu secretário e coordenou minha campanha.”

O prefeito explicou que na época não foi informado sobre essa reunião, porque “cabe à coordenação de campanha a captação de recursos”. Sobre as providências, agora que o assunto veio a público, ele respondeu: “Eu conversei com os secretários citados na matéria (Maurici e Cleuza), que me esclareceram o fato. Depois disso não achei necessária nenhuma outra providência, uma vez que não houve irregularidades, mesmo porque as pessoas que apresentaram esta denúncia não apresentaram nenhuma prova concreta.”

Avamileno considerou regular o encontro, em caráter particular, entre seus dois atuais secretários municipais e um fornecedor. “Empresas, independentemente de serem fornecedoras da Prefeitura, podem fazer doações a campanhas eleitorais”, reiterou. Questionado sobre o motivo de Maurici ter recusado a suposta oferta do fornecedor – uma vez que acha isso é natural –, o prefeito respondeu: “Não foi constatada por nós nenhuma irregularidade. Simplesmente não nos interessou.”

O chefe do Executivo de Santo André atribui as queixas do empresário José Caboclo Neto, dono da Profilm e da Sersil, ao fato de que ele não se conformou por ter perdido da licitação. Questionado se apoiaria a investigação do episódio pela Câmara, respondeu: “Essa é uma decisão que cabe somente ao Legislativo e não depende de apoio do prefeito.”

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;