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Redenção entre o certo e o errado

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com direção de Oliver Stone, longa
‘Snowden’ chega aos cinemas brasileiros


Luís Felipe Soares

10/11/2016 | 07:00


A vida profissional de Edward Snowden foi ótima. Autodidata e especialista em computação, o norte-americano deixou o serviço militar após lesão e tentou servir ao seu país da melhor maneira possível com seu poder intelectual. É na batalha entre os limites da integridade humana e entre o certo e o errado que o diretor Oliver Stone (de longas como JFK – A Pergunta que Não Quer Calar, Assassinos por Natureza e As Torres Gêmeas) transforma essa história em mescla de drama e thriller com Snowden, em cartaz nos cinemas de São Paulo.

Trata-se de obra baseada em fatos reais sobre o ex-analista de sistemas que revelou ao mundo método de captação de informações utilizado pelo governo dos Estados Unidos. Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, a nação busca evitar que acontecimentos como esse se repitam e amplia sua guerra ao terrorismo para o universo virtual. O rapaz é recrutado pela CIA e, também preocupado com a segurança de todos, se vê imerso em jogo no qual os espionados não sabem que estão sendo acompanhados de perto, fazendo com que entre em conflito consigo mesmo sobre qual seria o limite da liberdade de cada indivíduo – principalmente os próprios norte-americanos.

Talvez o longa-metragem possa ser tratado com um filme de redenção. Snowden (Joseph Gordon-Levitt, com interessante trabalho corporal para viver o personagem, com destaque na mudança de sua fala) realmente acredita estar do lado ‘certo’ da briga e se doa ao máximo ao trabalho. São horas e mais horas em que sua mente e as teias dos sistemas parecem se misturar, o que faz com que fique sem olhos abertos o suficiente para perceber a situação como um todo. O protagonista sempre retoma seu lado mais humano na companhia da namorada Lindsay (Shailene Woodley).

Nas mãos de Oliver Stone, a obra ganha clima de fonte de protesto contra o império dos Estados Unidos. Ele faz o desequilíbrio motivado pela ação do rapaz escancarar um perigoso jogo político, assim como já fez com o mundo financeiro em Wall Street: Poder e Cobiça (1987) e ‘brincou’ com a realidade do futebol americano em Um Domingo Qualquer (1999).

A esperança de Snowden ao apresentar as descobertas à imprensa internacional era de que as pessoas soubessem o que ocorre ao seu redor. Ele continua exilado na Rússia e não retorna para casa por ainda ser considerado espião. As informações reveladas pelo rapaz voltam a ser colocadas na mesa para que não sejam esquecidas, de maneira mais didática e cinematográfica. 



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Redenção entre o certo e o errado

Com direção de Oliver Stone, longa
‘Snowden’ chega aos cinemas brasileiros

Luís Felipe Soares

10/11/2016 | 07:00


A vida profissional de Edward Snowden foi ótima. Autodidata e especialista em computação, o norte-americano deixou o serviço militar após lesão e tentou servir ao seu país da melhor maneira possível com seu poder intelectual. É na batalha entre os limites da integridade humana e entre o certo e o errado que o diretor Oliver Stone (de longas como JFK – A Pergunta que Não Quer Calar, Assassinos por Natureza e As Torres Gêmeas) transforma essa história em mescla de drama e thriller com Snowden, em cartaz nos cinemas de São Paulo.

Trata-se de obra baseada em fatos reais sobre o ex-analista de sistemas que revelou ao mundo método de captação de informações utilizado pelo governo dos Estados Unidos. Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, a nação busca evitar que acontecimentos como esse se repitam e amplia sua guerra ao terrorismo para o universo virtual. O rapaz é recrutado pela CIA e, também preocupado com a segurança de todos, se vê imerso em jogo no qual os espionados não sabem que estão sendo acompanhados de perto, fazendo com que entre em conflito consigo mesmo sobre qual seria o limite da liberdade de cada indivíduo – principalmente os próprios norte-americanos.

Talvez o longa-metragem possa ser tratado com um filme de redenção. Snowden (Joseph Gordon-Levitt, com interessante trabalho corporal para viver o personagem, com destaque na mudança de sua fala) realmente acredita estar do lado ‘certo’ da briga e se doa ao máximo ao trabalho. São horas e mais horas em que sua mente e as teias dos sistemas parecem se misturar, o que faz com que fique sem olhos abertos o suficiente para perceber a situação como um todo. O protagonista sempre retoma seu lado mais humano na companhia da namorada Lindsay (Shailene Woodley).

Nas mãos de Oliver Stone, a obra ganha clima de fonte de protesto contra o império dos Estados Unidos. Ele faz o desequilíbrio motivado pela ação do rapaz escancarar um perigoso jogo político, assim como já fez com o mundo financeiro em Wall Street: Poder e Cobiça (1987) e ‘brincou’ com a realidade do futebol americano em Um Domingo Qualquer (1999).

A esperança de Snowden ao apresentar as descobertas à imprensa internacional era de que as pessoas soubessem o que ocorre ao seu redor. Ele continua exilado na Rússia e não retorna para casa por ainda ser considerado espião. As informações reveladas pelo rapaz voltam a ser colocadas na mesa para que não sejam esquecidas, de maneira mais didática e cinematográfica. 

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