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BoJ mantém política monetária inalterada, mas revisa previsão de inflação



01/11/2016 | 04:35


O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu hoje manter sua política monetária inalterada, após reunião de dois dias, mas revisou sua previsão de inflação para baixo, na esteira de uma série de indicadores econômicos fracos.

Na primeira reunião desde que alterou a estrutura de sua política, em setembro, o BC japonês manteve em zero sua meta para o juro dos bônus do governo (JGBs) de 10 anos, segundo comunicado. O BoJ também deixou a taxa aplicada a certos depósitos bancários em -0,1%, nível em que se encontra desde fevereiro.

Os volumes de compras de ativos pelo BoJ também ficaram inalterados. A instituição reiterou que continuará comprando, anualmente, "mais ou menos" 80 trilhões de ienes (US$ 767 bilhões) em JGBs e 6 trilhões de ienes em fundos de índices de ações (ETFs).

Por outro lado, o BC japonês adiou sua previsão de atingir inflação de 2% para o ano fiscal de 2018. Anteriormente, o BoJ pretendia cumprir sua meta de inflação no ano fiscal de 2017. No Japão, o ano fiscal termina em março.

A decisão de manter os estímulos monetários inalterados veio apesar de os últimos dados mostrarem que os preços ao consumidor vêm perdendo força desde março. Até mesmo o índice de inflação do próprio BoJ, que exclui alimentos frescos e energia, subiu apenas 0,2% em setembro ante o mês anterior, registrando o menor aumento em três anos.

A falta de ação demonstra uma mudança na agressiva abordagem do presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda. Depois de não conseguir atingir a meta de gerar inflação de 2% em dois anos, como havia prometido em abril de 2013, Kuroda vem implementando agora uma estratégia mais lenta e pragmática, que reflete a incapacidade de bancos centrais ao redor do mundo de impulsionar a inflação de maneira tão fácil quanto imaginavam.

Economistas acreditam que eventuais novos estímulos dependerão mais do governo do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Fonte: Dow Jones Newswires.



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BoJ mantém política monetária inalterada, mas revisa previsão de inflação


01/11/2016 | 04:35


O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu hoje manter sua política monetária inalterada, após reunião de dois dias, mas revisou sua previsão de inflação para baixo, na esteira de uma série de indicadores econômicos fracos.

Na primeira reunião desde que alterou a estrutura de sua política, em setembro, o BC japonês manteve em zero sua meta para o juro dos bônus do governo (JGBs) de 10 anos, segundo comunicado. O BoJ também deixou a taxa aplicada a certos depósitos bancários em -0,1%, nível em que se encontra desde fevereiro.

Os volumes de compras de ativos pelo BoJ também ficaram inalterados. A instituição reiterou que continuará comprando, anualmente, "mais ou menos" 80 trilhões de ienes (US$ 767 bilhões) em JGBs e 6 trilhões de ienes em fundos de índices de ações (ETFs).

Por outro lado, o BC japonês adiou sua previsão de atingir inflação de 2% para o ano fiscal de 2018. Anteriormente, o BoJ pretendia cumprir sua meta de inflação no ano fiscal de 2017. No Japão, o ano fiscal termina em março.

A decisão de manter os estímulos monetários inalterados veio apesar de os últimos dados mostrarem que os preços ao consumidor vêm perdendo força desde março. Até mesmo o índice de inflação do próprio BoJ, que exclui alimentos frescos e energia, subiu apenas 0,2% em setembro ante o mês anterior, registrando o menor aumento em três anos.

A falta de ação demonstra uma mudança na agressiva abordagem do presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda. Depois de não conseguir atingir a meta de gerar inflação de 2% em dois anos, como havia prometido em abril de 2013, Kuroda vem implementando agora uma estratégia mais lenta e pragmática, que reflete a incapacidade de bancos centrais ao redor do mundo de impulsionar a inflação de maneira tão fácil quanto imaginavam.

Economistas acreditam que eventuais novos estímulos dependerão mais do governo do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Fonte: Dow Jones Newswires.

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