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Bairro de Mauá é atacado por cobras


Ana Carolina Negrão
Especial para o Diário

29/04/2006 | 08:36


O Parque São Vicente, em Mauá, poderia facilmente ter o nome trocado para parque das serpentes. Em duas semanas, os moradores da região encontraram mais de 12 cobras de diferentes espécies. Sexta-feira, foi a vez do aposentado Romualdo Moncorvo de Lima, 55 anos, ser surpreendido mais uma vez. “Os terrenos da região estão repletos de cobras. Todos os dias encontramos alguma. Ontem (quinta-feira), a equipe da Zoonoses veio aqui e levou 12 cobras que encontramos”, afirma.

Há um mês, o caso foi publicado pelo Diário. Na ocasião, o chefe da Divisão de Répteis do Centro de Controle de Zoonoses do município, Cláudio Rogério Lopes, informou que eram comuns o aparecimento de serpentes, uma vez que em setembro foi a época de reprodução dos animais.

Os moradores querem saber a razão de o problema de aparecimento dos indesejáveis répteis ainda ocorrerem. A vizinha de Lima também foi surpreendida depois de encontrar uma suposta cobra coral dentro do banheiro. “Esta é a terceira vez que ela encontra cobra em casa”, afirma o aposentado, que diz ter encontrado escorpiões e répteis dentro de sua casa, localizada na rua Vice-presidente Fernando de Melo Viana.

Assim como o aposentado, o montador de automóveis Amarildo de Oliveira Rodrigues, 32 anos, também teve a casa invadida por cobras. “Encontrei há uma semana uma cobra viva de 30 centímetros. Com essa, foi a segunda vez. A Zoonoses veio e levou para análise, mas até agora não me entregou laudo.”

Até mesmo moradores que não se depararam com os répteis estão preocupados com a situação. O aposentado Roselito Rocha da Luz, 53 anos, está revoltado com a situação. Na faixa onde estão as residências e uma fábrica, existe um loteamento que está com o mato alto. “Prometem limpar o terreno e fazer a roçagem, mas isso está desse jeito há anos”, afirma o morador.

A comunidade diz que há 12 anos esperam que alguma coisa seja feita em relação aos lotes que estão sem calçada e muro e que, por esse motivo, viraram uma espécie de lixão. “Quando a reportagem veio pela primeira vez (no mês passado), a Prefeitura disse que faria a limpeza do terreno. Foram até lá e fizeram o serviço mal feito. Apenas empurraram o lixo quatro metros para dentro do terreno”, afirma o funcionário público Luiz Donizete Pinto, 36 anos.

Segundo o morador que também recebeu a “visita” de uma falsa coral, a região só tem este número alto de serpentes devido à grande quantidade  de ratos. “Quando conversei com o representante do Centro de Zoonoses, ele disse que o bairro oferece condições ideais para que tenha cobras. Muito mato que não é podado freqüentemente, lixo que atrai ratos, que servem de alimentação para as cobras.”

A Prefeitura de Mauá informou que na última quarta-feira uma equipe da Secretaria de Serviços Urbanos foi ao local e fez a roça dos terrenos da Parque São Vicente. Para a administração pública, o que ocorreu seria um efeito bumerangue. Ou seja, com a limpeza dos terrenos, as serpentes fugiram e retornaram após a roça. A operação foi dividida em três etapas, sendo a primeira concluída. No segundo momento, uma outra equipe vai até o local para vistoria técnica e recolhimento das cobras. Só depois é que será feita a desratização de bueiros e bocas-de-lobo. (Supervisão de Andrea Catão)



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Bairro de Mauá é atacado por cobras

Ana Carolina Negrão
Especial para o Diário

29/04/2006 | 08:36


O Parque São Vicente, em Mauá, poderia facilmente ter o nome trocado para parque das serpentes. Em duas semanas, os moradores da região encontraram mais de 12 cobras de diferentes espécies. Sexta-feira, foi a vez do aposentado Romualdo Moncorvo de Lima, 55 anos, ser surpreendido mais uma vez. “Os terrenos da região estão repletos de cobras. Todos os dias encontramos alguma. Ontem (quinta-feira), a equipe da Zoonoses veio aqui e levou 12 cobras que encontramos”, afirma.

Há um mês, o caso foi publicado pelo Diário. Na ocasião, o chefe da Divisão de Répteis do Centro de Controle de Zoonoses do município, Cláudio Rogério Lopes, informou que eram comuns o aparecimento de serpentes, uma vez que em setembro foi a época de reprodução dos animais.

Os moradores querem saber a razão de o problema de aparecimento dos indesejáveis répteis ainda ocorrerem. A vizinha de Lima também foi surpreendida depois de encontrar uma suposta cobra coral dentro do banheiro. “Esta é a terceira vez que ela encontra cobra em casa”, afirma o aposentado, que diz ter encontrado escorpiões e répteis dentro de sua casa, localizada na rua Vice-presidente Fernando de Melo Viana.

Assim como o aposentado, o montador de automóveis Amarildo de Oliveira Rodrigues, 32 anos, também teve a casa invadida por cobras. “Encontrei há uma semana uma cobra viva de 30 centímetros. Com essa, foi a segunda vez. A Zoonoses veio e levou para análise, mas até agora não me entregou laudo.”

Até mesmo moradores que não se depararam com os répteis estão preocupados com a situação. O aposentado Roselito Rocha da Luz, 53 anos, está revoltado com a situação. Na faixa onde estão as residências e uma fábrica, existe um loteamento que está com o mato alto. “Prometem limpar o terreno e fazer a roçagem, mas isso está desse jeito há anos”, afirma o morador.

A comunidade diz que há 12 anos esperam que alguma coisa seja feita em relação aos lotes que estão sem calçada e muro e que, por esse motivo, viraram uma espécie de lixão. “Quando a reportagem veio pela primeira vez (no mês passado), a Prefeitura disse que faria a limpeza do terreno. Foram até lá e fizeram o serviço mal feito. Apenas empurraram o lixo quatro metros para dentro do terreno”, afirma o funcionário público Luiz Donizete Pinto, 36 anos.

Segundo o morador que também recebeu a “visita” de uma falsa coral, a região só tem este número alto de serpentes devido à grande quantidade  de ratos. “Quando conversei com o representante do Centro de Zoonoses, ele disse que o bairro oferece condições ideais para que tenha cobras. Muito mato que não é podado freqüentemente, lixo que atrai ratos, que servem de alimentação para as cobras.”

A Prefeitura de Mauá informou que na última quarta-feira uma equipe da Secretaria de Serviços Urbanos foi ao local e fez a roça dos terrenos da Parque São Vicente. Para a administração pública, o que ocorreu seria um efeito bumerangue. Ou seja, com a limpeza dos terrenos, as serpentes fugiram e retornaram após a roça. A operação foi dividida em três etapas, sendo a primeira concluída. No segundo momento, uma outra equipe vai até o local para vistoria técnica e recolhimento das cobras. Só depois é que será feita a desratização de bueiros e bocas-de-lobo. (Supervisão de Andrea Catão)

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