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Mercado de trabalho sugere recessão



06/12/2008 | 07:00


A recessão aprofundou-se no mês passado nos Estados Unidos, com as companhias norte-americanas realizando os mais expressivos cortes de emprego desde a década de 1970, puxando a taxa de desemprego para o nível mais elevado em 15 anos.

Os números, que excederam as previsões sombrias de Wall Street, sugerem que a recessão dos últimos 11 meses irá aproximar-se ou até superar a crise de 1981-1982, com o mercado de trabalho desmoronando frente às pressões vindas dos mercados imobiliário, automobilístico e financeiro.

As autoridades do Federal Reserve (banco central dos EUA) devem responder cortando o juro para níveis não vistos em meio século, quando se reunirem nos dias 15 e 16 próximos. A taxa de juro dos Federal Funds está atualmente em 1%, nos menores níveis de 2003-2004 e economistas esperam corte de pelo menos 0,50 ponto percentual.

O mercado de trabalho cortou 533 mil vagas em novembro, superando a previsão dos economistas ouvidos pela Dow Jones de corte de 350 mil. O corte é o mais acentuado desde dezembro de 1974. Em três meses, foram perdidos 1,2 milhão de empregos, após revisão em alta no número de cortes de outubro e setembro. Os cortes são generalizados, em vários segmentos da economia. "O mercado de trabalho está enfrentando sua pior crise desde 1982 - e certamente não está superada", disse o economista do UniCredit Markets and Investment Banking, Harm Bandholz.

A taxa de desemprego nos EUA subiu para 6,7%, a maior desde outubro de 1993, e economistas prevêem que a taxa irá atingir 8% ou superar este patamar nos próximos meses.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, comentou ontem os números sobre o mercado de trabalho e pediu por um esforço "urgente" para colocar as pessoas desempregadas de volta no mercado e para estimular a economia americana.

"Não existe solução rápida ou fácil para segurar essa crise, que levou vários anos sendo gestada, e é provável que ela piore antes de melhorar. A perda de 533 mil empregos no mês passado, a pior em 34 anos, é mais que um dramático reflexo da crise econômica que enfrentamos. Cada uma dessas perdas de empregos significa uma crise pessoal para uma família em algum lugar na América", disse em comunicado.

 



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Mercado de trabalho sugere recessão


06/12/2008 | 07:00


A recessão aprofundou-se no mês passado nos Estados Unidos, com as companhias norte-americanas realizando os mais expressivos cortes de emprego desde a década de 1970, puxando a taxa de desemprego para o nível mais elevado em 15 anos.

Os números, que excederam as previsões sombrias de Wall Street, sugerem que a recessão dos últimos 11 meses irá aproximar-se ou até superar a crise de 1981-1982, com o mercado de trabalho desmoronando frente às pressões vindas dos mercados imobiliário, automobilístico e financeiro.

As autoridades do Federal Reserve (banco central dos EUA) devem responder cortando o juro para níveis não vistos em meio século, quando se reunirem nos dias 15 e 16 próximos. A taxa de juro dos Federal Funds está atualmente em 1%, nos menores níveis de 2003-2004 e economistas esperam corte de pelo menos 0,50 ponto percentual.

O mercado de trabalho cortou 533 mil vagas em novembro, superando a previsão dos economistas ouvidos pela Dow Jones de corte de 350 mil. O corte é o mais acentuado desde dezembro de 1974. Em três meses, foram perdidos 1,2 milhão de empregos, após revisão em alta no número de cortes de outubro e setembro. Os cortes são generalizados, em vários segmentos da economia. "O mercado de trabalho está enfrentando sua pior crise desde 1982 - e certamente não está superada", disse o economista do UniCredit Markets and Investment Banking, Harm Bandholz.

A taxa de desemprego nos EUA subiu para 6,7%, a maior desde outubro de 1993, e economistas prevêem que a taxa irá atingir 8% ou superar este patamar nos próximos meses.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, comentou ontem os números sobre o mercado de trabalho e pediu por um esforço "urgente" para colocar as pessoas desempregadas de volta no mercado e para estimular a economia americana.

"Não existe solução rápida ou fácil para segurar essa crise, que levou vários anos sendo gestada, e é provável que ela piore antes de melhorar. A perda de 533 mil empregos no mês passado, a pior em 34 anos, é mais que um dramático reflexo da crise econômica que enfrentamos. Cada uma dessas perdas de empregos significa uma crise pessoal para uma família em algum lugar na América", disse em comunicado.

 

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