Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 9 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Mau desempenho profissional é a motivo de 38% das demissões


Michele Loureiro
Especial para o Diário

17/06/2007 | 07:29


Depois de tanta preparação para conseguir um emprego, anos de exercício de função e dedicação total ao trabalho, muitas pessoas se deparam com a situação desesperadora do desemprego.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Catho, empresa do ramo de contratações e RH, a principal causa para demissões é o mau desempenho profissional. Ou seja, quando o trabalhador não atinge os objetivos da empresa. Mas causas como demissões em massa, terceirização de serviços e insatisfação pessoal com o trabalho, completam a lista.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 10% da população do País enfrentam essa situação.

É o caso de Renan Oliveira Santiago, 20, que depois de trabalhar por quase dois anos em uma operadora de telefonia, foi convidado a mudar de empresa com a tentadora oferta de triplicação do salário. “Adaptei minha vida para o meu novo emprego, escolhi uma faculdade próxima, mudei meus horários”, comenta o jovem.

Mas depois de dois meses na nova empresa veio a má notícia. “Fui demitido por utilizar o e-mail da empresa para assuntos pessoais, sendo que todos faziam isso”, desabafa.

Apesar de ter recebido todos os direitos trabalhistas, com exceção do seguro-desemprego – por não ter completado o período de experiência na empresa – Santiago teve que parar a faculdade, já que não podia mais pagar a mensalidade. “Já estou desempregado há três meses. E, agora, sem o ensino superior, as oportunidades são mínimas”, conta.

Casos como o de Santiago são comuns, mas é preciso tirar o lado positivo da situação. “Se é que existe um lado positivo, podemos dizer que pelo menos o trabalhador tem um tempo para retificar objetivos e traçar metas para reingressar no mercado de trabalho”, diz a consultora de RH da Catho, Camila Mariano.

Demissão voluntária - Apesar de muitas pessoas viverem o drama do desemprego, diversos trabalhadores convivem com a insatisfação no ambiente de trabalho. As causas mais comuns são o descontentamento com o salário, falta de projeção na carreira e problemas de relação pessoal.

“Quem vive uma destas situações deve ir procurando outro emprego, antes de simplesmente abandonar a função. O único problema é conciliar as entrevistas com o trabalho do momento”, afirma a consultora. “Mas o ideal é não contar o desejo do novo emprego, já que quando isso acontece, automaticamente a pessoa é considerada carta fora do baralho para a empresa, o que pode dificultar ainda mais a situação no ambiente de trabalho”, alerta.

“Levando em conta que passamos a maior parte do nosso tempo no trabalho, é preciso que cada um saiba estabelecer limites para continuar ou não em um lugar que não faz bem”, diz a psicóloga Liliane Vieira. (Supervisão Luciele Velluto)


Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Mau desempenho profissional é a motivo de 38% das demissões

Michele Loureiro
Especial para o Diário

17/06/2007 | 07:29


Depois de tanta preparação para conseguir um emprego, anos de exercício de função e dedicação total ao trabalho, muitas pessoas se deparam com a situação desesperadora do desemprego.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Catho, empresa do ramo de contratações e RH, a principal causa para demissões é o mau desempenho profissional. Ou seja, quando o trabalhador não atinge os objetivos da empresa. Mas causas como demissões em massa, terceirização de serviços e insatisfação pessoal com o trabalho, completam a lista.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 10% da população do País enfrentam essa situação.

É o caso de Renan Oliveira Santiago, 20, que depois de trabalhar por quase dois anos em uma operadora de telefonia, foi convidado a mudar de empresa com a tentadora oferta de triplicação do salário. “Adaptei minha vida para o meu novo emprego, escolhi uma faculdade próxima, mudei meus horários”, comenta o jovem.

Mas depois de dois meses na nova empresa veio a má notícia. “Fui demitido por utilizar o e-mail da empresa para assuntos pessoais, sendo que todos faziam isso”, desabafa.

Apesar de ter recebido todos os direitos trabalhistas, com exceção do seguro-desemprego – por não ter completado o período de experiência na empresa – Santiago teve que parar a faculdade, já que não podia mais pagar a mensalidade. “Já estou desempregado há três meses. E, agora, sem o ensino superior, as oportunidades são mínimas”, conta.

Casos como o de Santiago são comuns, mas é preciso tirar o lado positivo da situação. “Se é que existe um lado positivo, podemos dizer que pelo menos o trabalhador tem um tempo para retificar objetivos e traçar metas para reingressar no mercado de trabalho”, diz a consultora de RH da Catho, Camila Mariano.

Demissão voluntária - Apesar de muitas pessoas viverem o drama do desemprego, diversos trabalhadores convivem com a insatisfação no ambiente de trabalho. As causas mais comuns são o descontentamento com o salário, falta de projeção na carreira e problemas de relação pessoal.

“Quem vive uma destas situações deve ir procurando outro emprego, antes de simplesmente abandonar a função. O único problema é conciliar as entrevistas com o trabalho do momento”, afirma a consultora. “Mas o ideal é não contar o desejo do novo emprego, já que quando isso acontece, automaticamente a pessoa é considerada carta fora do baralho para a empresa, o que pode dificultar ainda mais a situação no ambiente de trabalho”, alerta.

“Levando em conta que passamos a maior parte do nosso tempo no trabalho, é preciso que cada um saiba estabelecer limites para continuar ou não em um lugar que não faz bem”, diz a psicóloga Liliane Vieira. (Supervisão Luciele Velluto)

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;