Fechar
Publicidade

Domingo, 20 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Homossexuais realizam ‘Orgulho Gay’ em Jerusalém


Do Diário OnLine
Com AFP

10/11/2006 | 15:08


Vários ativistas gays fizeram uma manifestação colorida a favor da tolerância num estádio de Jerusalém nesta sexta-feira, mas o número de participantes, 4 mil, foi menor do que o esperado pelos organizadores.

Cinco pessoas foram presas por causa de pequenos conflitos com fanáticos religiosos, que foram retirados do estádio esportivo da Universidade Hebraica por questões de segurança. "A Cidade Sagrada pertence a todos", gritou a ativista dos direitos dos gays Elena Canetti.

Uma faixa com a inscrição ‘amor sem fronteiras’ e uma bandeira com um arco-íris decorava o palco central. ‘Jerusalém - livre e orgulhosa!’, diziam os cartazes.

Inicialmente, os organizadores planejavam uma marcha pelas ruas de Jerusalém, mas ela foi cancelada duas vezes devido à retirada de Israel de Gaza em 2005 e à guerra contra o Líbano em julho e agosto.

Os planos também foram frustrados pelas críticas do Vaticano, que advertiram que a manifestação na Cidade Sagrada poderia ofender cristãos, judeus e muçulmanos.

Por fim, os militantes entraram num acordo com a polícia para realizar a manifestação no estádio esportivo, já que a polícia não poderia mobilizar muitos homens para vigiar o protesto gay num momento em que grupos de militantes palestinos ameaçam retomar as operações suicidas em Israel.

Ativistas judeus ultra-ortodoxos, que lideraram a campanha contra a marcha com protestos em bairros religiosos quase todas as noites, proclamaram sua vitória.

"Foi uma semana difícil, lutamos todas as noites", disse Yaron Pollack, 29 anos, um vendedor de livros do bairro ultra-ortodoxo de Mea Shearim. "Mas valeu a pena porque conseguimos mantê-los fora das ruas. Isto é Jerusalém. A Cidade Sagrada".

Um grupo de colonos judeus da cidade de Hebron estava preparado para impedir qualquer tentativa dos gays de marchar pela cidade, apesar de estes terem entrado num acordo com a polícia para limitar a manifestação ao estádio esportivo.

Mais de 3 mil policiais israelenses estavam mobilizados nas ruas de Jerusalém antes do início da manifestação dos homossexuais, para garantir a segurança do evento.

Prisões – Cerca de 30 ativistas foram presos quando saiam em grupo de um parque em Jerusalém para o estádio onde acontecia a parada. Eles entraram em confronto com policiais e manifestantes.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Homossexuais realizam ‘Orgulho Gay’ em Jerusalém

Do Diário OnLine
Com AFP

10/11/2006 | 15:08


Vários ativistas gays fizeram uma manifestação colorida a favor da tolerância num estádio de Jerusalém nesta sexta-feira, mas o número de participantes, 4 mil, foi menor do que o esperado pelos organizadores.

Cinco pessoas foram presas por causa de pequenos conflitos com fanáticos religiosos, que foram retirados do estádio esportivo da Universidade Hebraica por questões de segurança. "A Cidade Sagrada pertence a todos", gritou a ativista dos direitos dos gays Elena Canetti.

Uma faixa com a inscrição ‘amor sem fronteiras’ e uma bandeira com um arco-íris decorava o palco central. ‘Jerusalém - livre e orgulhosa!’, diziam os cartazes.

Inicialmente, os organizadores planejavam uma marcha pelas ruas de Jerusalém, mas ela foi cancelada duas vezes devido à retirada de Israel de Gaza em 2005 e à guerra contra o Líbano em julho e agosto.

Os planos também foram frustrados pelas críticas do Vaticano, que advertiram que a manifestação na Cidade Sagrada poderia ofender cristãos, judeus e muçulmanos.

Por fim, os militantes entraram num acordo com a polícia para realizar a manifestação no estádio esportivo, já que a polícia não poderia mobilizar muitos homens para vigiar o protesto gay num momento em que grupos de militantes palestinos ameaçam retomar as operações suicidas em Israel.

Ativistas judeus ultra-ortodoxos, que lideraram a campanha contra a marcha com protestos em bairros religiosos quase todas as noites, proclamaram sua vitória.

"Foi uma semana difícil, lutamos todas as noites", disse Yaron Pollack, 29 anos, um vendedor de livros do bairro ultra-ortodoxo de Mea Shearim. "Mas valeu a pena porque conseguimos mantê-los fora das ruas. Isto é Jerusalém. A Cidade Sagrada".

Um grupo de colonos judeus da cidade de Hebron estava preparado para impedir qualquer tentativa dos gays de marchar pela cidade, apesar de estes terem entrado num acordo com a polícia para limitar a manifestação ao estádio esportivo.

Mais de 3 mil policiais israelenses estavam mobilizados nas ruas de Jerusalém antes do início da manifestação dos homossexuais, para garantir a segurança do evento.

Prisões – Cerca de 30 ativistas foram presos quando saiam em grupo de um parque em Jerusalém para o estádio onde acontecia a parada. Eles entraram em confronto com policiais e manifestantes.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;